Presidente da Argentina , Javier Milei sofreu um duro golpe, na última terça-feira (6), ao ver a “Lei Ônibus” , sua principal aposta para uma mudança econômica no país, sofrer um retrocesso na Câmara dos Deputados . Irritado com a escolha de alguns parlamentares, o mandatário argentino chamou a oposição de “criminosa” durante entrevista coletiva, nesta quarta-feira (7).
“É um dia bastante interessante para falar sobre a Argentina, porque ontem, na sessão da Câmara dos Deputados, a casta política, como chamamos esse grupo de criminosos que querem uma Argentina pior porque não estão dispostos a abrir mão de seus privilégios, começou a rasgar nossa lei em pedaços”, disse o presidente da Argentina.
Milei ainda afirmou que os deputados que votaram contra o pacote de reformas são “traidores” do eleitorado argentino e “lobos em pele de cordeiro”. Em tom furioso, o líder argentino também fez críticas específicas aos parlamentares de esquerda. “Os progressistas de esquerda multiplicam a quantidade de pessoas pobres no país. É como o rei Midas, mas ao contrário: o rei Midas transformava em ouro tudo o que tocava, tudo o que um esquerdista toca se transforma em pobreza”, afirmou.
Durante a votação individual dos mais de 380 artigos, um entrave relacionado às privatizações ocorreu, resultando na perda de efeito do texto-base que havia sido aprovado na semana anterior. Enquanto isso, Milei encontra-se em Israel, em viagem internacional que incluirá visitas à Itália e ao Vaticano
A Lei Ônibus
Principal bandeira de Milei nas eleições, o megaprojeto centraliza o poder no Executivo, modifica os impostos e altera diversas outras regras, como a de privatizações de empresas estatais.
Polêmica, a proposta sofreu resistência da população, que promoveu uma série de manifestações na capital argentina. Por conta da impopularidade, o governo fez algumas concessões e também retirou alguns trechos do projeto – o partido de Milei, vale lembrar, é minoria no Congresso.
O megaprojeto está divido em dez áreas: declaração de emergência pública; desregulamentação da economia; privatizações de empresas públicas; alterações tributárias; regimes de lavagem de dinheiro não declarados; segurança; defesa; saúde; justiça; e educação.
Foto da agência russa Sputnik mostra o presidente russo Vladimir Putin e o homólogo chinês Xi Jinping em Astana, em 3 de julho
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, confirmou nesta quinta-feira (12) que receberá seu homólogo chinês, Xi Jinping, em Kazan, no próximo mês de outubro, por ocasião da cúpula dos Brics.
O anúncio foi feito pelo mandatário russo durante encontro com o ministro das Relações Exteriores de Pequin, Wang Yi, em São Petersburgo, segundo a agência Interfax.
De acordo com Putin, as relações entre a China e a Rússia continuam a desenvolver-se “com muito sucesso em todas as direções”, incluindo a “coordenação no cenário internacional”.
Em imagens divulgadas pela mídia russa, Wang destacou que “o presidente Xi está muito feliz em aceitar o convite”.
“Nessa ocasião os dois chefes de Estado terão novas discussões estratégicas”, acrescentou o chanceler, destacando que ambos os líderes “estabeleceram uma confiança mútua sólida e uma amizade profunda”.
O ministro chinês chegou a São Petersburgo para participar da cúpula de altos funcionários e conselheiros de segurança nacional do bloco Brics. Sua visita também foi vista como uma oportunidade para lançar as bases do encontro presencial entre os líderes dos dois países.
A reunião dos Brics está marcada para acontecer entre 22 e 24 de outubro, na cidade russa de Kazan, e será o terceiro encontro presencial de 2024 entre Xi e Putin, poucas semanas antes das eleições presidenciais dos Estados Unidos, em novembro.
Formado inicialmente por Brasil, China, Índia e Rússia em 2009, o bloco foi ampliado com a adesão da África do Sul em 2010 e este ano incluiu vários outros países emergentes, como Egito e Irã. No início de setembro, a Turquia também apresentou um pedido de adesão ao bloco.