(ANSA) – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou neste domingo (18) a “pressa” de países ocidentais em culpar o regime de Vladimir Putin pela morte do líder opositor russo Alexei Navalny, vítima de um suposto mal súbito na colônia penal onde estava encarcerado na Sibéria.
Em coletiva de imprensa na Etiópia, o mandatário disse que primeiro é necessário “fazer uma investigação para saber do que o cidadão morreu”.
“Para que essa pressa de acusar alguém? Sabe há quantos anos estou esperando o mandante do crime da Marielle [Franco]? Seis, e não estou com pressa de dizer quem foi, não quero especulação”, afirmou Lula, acrescentando que desconhece se Navalny “estava doente” ou tinha “algum problema”.
“Vamos acreditar que os médicos legistas vão dizer ‘O cara morreu disso ou daquilo’ para você poder fazer um pré-julgamento, porque senão você julga agora que foi não sei quem que mandou matar, e não foi, e depois você vai pedir desculpas?”, questionou o presidente, ressaltando que não se pode “banalizar uma acusação”.
A colônia penal onde Navalny estava encarcerado informou à mãe e ao advogado do dissidente que ele foi vítima de “síndrome de morte súbita”, mas a família e aliados do opositor acusam a Rússia de esconder o corpo. (ANSA)
Foto da agência russa Sputnik mostra o presidente russo Vladimir Putin e o homólogo chinês Xi Jinping em Astana, em 3 de julho
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, confirmou nesta quinta-feira (12) que receberá seu homólogo chinês, Xi Jinping, em Kazan, no próximo mês de outubro, por ocasião da cúpula dos Brics.
O anúncio foi feito pelo mandatário russo durante encontro com o ministro das Relações Exteriores de Pequin, Wang Yi, em São Petersburgo, segundo a agência Interfax.
De acordo com Putin, as relações entre a China e a Rússia continuam a desenvolver-se “com muito sucesso em todas as direções”, incluindo a “coordenação no cenário internacional”.
Em imagens divulgadas pela mídia russa, Wang destacou que “o presidente Xi está muito feliz em aceitar o convite”.
“Nessa ocasião os dois chefes de Estado terão novas discussões estratégicas”, acrescentou o chanceler, destacando que ambos os líderes “estabeleceram uma confiança mútua sólida e uma amizade profunda”.
O ministro chinês chegou a São Petersburgo para participar da cúpula de altos funcionários e conselheiros de segurança nacional do bloco Brics. Sua visita também foi vista como uma oportunidade para lançar as bases do encontro presencial entre os líderes dos dois países.
A reunião dos Brics está marcada para acontecer entre 22 e 24 de outubro, na cidade russa de Kazan, e será o terceiro encontro presencial de 2024 entre Xi e Putin, poucas semanas antes das eleições presidenciais dos Estados Unidos, em novembro.
Formado inicialmente por Brasil, China, Índia e Rússia em 2009, o bloco foi ampliado com a adesão da África do Sul em 2010 e este ano incluiu vários outros países emergentes, como Egito e Irã. No início de setembro, a Turquia também apresentou um pedido de adesão ao bloco.