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Mais de um milhão de ucranianos ficam sem energia após ataque russo

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Usina nuclear de Zaporizhzhia, na Ucrânia
Reprodução/YouTube/Autoridade Nuclear Ucraniana

Usina nuclear de Zaporizhzhia, na Ucrânia

Mais de um milhão de ucranianos ficaram sem energia após o massivo ataque aéreo lançado pela Rússia ter atingido a rede elétrica de diferentes regiões do país nesta sexta-feira (22). De acordo com autoridades da Rússia, este foi o pior ataque ao setor energético nos últimos tempos.

A maior usina hidrelétrica da Ucrânia, a DniproHES, em Zaporíjia, foi afetada pelos bombardeios, conforme informou a empresa estatal de energia hidrelétrica ucraniana. A barragem, no entanto, não tem risco de ruptura.

De acordo com o ministro de Energia da Ucrânia, German Galushchenko, esse pode ser considerado o “maior ataque em larga escala contra a indústria energética ucraniana em tempos recentes”.

“O objetivo não é apenas causar danos, mas tentar novamente, como no ano passado, causar uma falha em larga escala na operação do sistema de energia do país”, disse em uma publicação nas redes sociais. A ofensiva foi classificada, pelas autoridades de Moscou, como uma “resposta” aos ataques realizados pela Ucrânia em Belgorod, a 40 km da fronteira entre os dois países.

As Forças Armadas da Ucrânia Moscou informaram que foram disparados 88 mísseis de diversos tipos e 63 drones Shahed (iraniano, capaz de levar uma ogiva explosiva e de atingir alvos a até 2 mil km) contra diferentes áreas do país, de Kharkiv a Odessa.

O sistema de defesa antiaéreo ucraniano conseguiu derrubar parte dos projéteis (55 drones e 37 mísseis), porém não foi capaz de impedir todos os ataques, que foram direcionados especialmente aos sistemas de energia, segundo o presidente Volodymyr Zelensky.

“O mundo vê os alvos dos terroristas russos com clareza: usinas de energia e linhas de fornecimento de energia, uma barragem hidrelétrica, edifícios residenciais comuns e até mesmo um ônibus”, afirmou o presidente ucraniano nas redes sociais.

A Ukrenergo, operadora de energia do país e que também administra a rede de barragens da Ucrânia, comunicou que “dezenas de instalações elétricas foram danificadas” em virtude dos bombardeios, e que foram necessários “cortes urgentes” em sete regiões. A empresa afirmou, ainda, que os maiores prejuízos seriam nas regiões de Kharkiv, Odessa, Kirovograd e Dnipropetrosvk.

Kharkiv, segunda cidade mais importante do país e que abriga cerca de 1,5 milhão de habitantes está completamente sem energia e aquecimento após ser acertada por “mais de 20 mísseis”, conforme informado pelo prefeito Igor Terejov. O abastecimento de água funciona parcialmente, mas “a pressão é mínima”. Em Odessa, que foi alvo de outros ataques recentes, as autoridades estimam que 260 mil casas estejam sem acesso à energia.

Galushchenko, o ministro de Energia da Ucrânia, confirmou que os alvos dos bombardeios eram infraestruturas energéticas e militar-industriais, eixos ferroviários e arsenais.

Ele afirmou, ainda, que uma das linhas de energia elétrica abastecedoras da central nuclear ucraniana de Zaporíjia, ocupada por Moscou, foi cortada por um bombardeio, pondo em risco a operação. Mas, segundo a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), por enquanto a linha de emergência ligada à sede continua funcionando.

“Esta situação é extremamente perigosa e ameaça provocar uma situação de emergência, pois se acontecer uma ausência de conexão dessa última linha de comunicação com a rede elétrica nacional, a central nuclear de Zaporijia ficará à beira de um novo ‘apagão'”, alertou a operadora ucraniana Energoatom, especializada em energia nuclear.

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Fonte: Internacional

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Putin confirma encontro com Xi Jinping na Rússia em outubro

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Foto da agência russa Sputnik mostra o presidente russo Vladimir Putin e o homólogo chinês Xi Jinping em Astana, em 3 de julho
Sputnik

Foto da agência russa Sputnik mostra o presidente russo Vladimir Putin e o homólogo chinês Xi Jinping em Astana, em 3 de julho


O presidente da Rússia, Vladimir Putin,  confirmou nesta quinta-feira (12) que receberá seu homólogo chinês, Xi Jinping, em Kazan, no próximo mês de outubro, por ocasião da cúpula dos Brics.

O anúncio foi feito pelo mandatário russo durante encontro com o ministro das Relações Exteriores de Pequin, Wang Yi, em São Petersburgo, segundo a agência Interfax.

De acordo com Putin, as relações entre a China e a Rússia continuam a desenvolver-se “com muito sucesso em todas as direções”, incluindo a “coordenação no cenário internacional”.

Em imagens divulgadas pela mídia russa, Wang destacou que “o presidente Xi está muito feliz em aceitar o convite”.

“Nessa ocasião os dois chefes de Estado terão novas discussões estratégicas”, acrescentou o chanceler, destacando que ambos os líderes “estabeleceram uma confiança mútua sólida e uma amizade profunda”.

O ministro chinês chegou a São Petersburgo para participar da cúpula de altos funcionários e conselheiros de segurança nacional do bloco Brics. Sua visita também foi vista como uma oportunidade para lançar as bases do encontro presencial entre os líderes dos dois países.

A reunião dos Brics está marcada para acontecer entre 22 e 24 de outubro, na cidade russa de Kazan, e será o terceiro encontro presencial de 2024 entre Xi e Putin, poucas semanas antes das eleições presidenciais dos Estados Unidos, em novembro.

Formado inicialmente por Brasil, China, Índia e Rússia em 2009, o bloco foi ampliado com a adesão da África do Sul em 2010 e este ano incluiu vários outros países emergentes, como Egito e Irã. No início de setembro, a Turquia também apresentou um pedido de adesão ao bloco.

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Fonte: Internacional

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queiroz

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