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MATO GROSSO

Concurso de redação revela importância do estudo para ressocialização

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Aproximadamente 500 reeducandos da Penitenciária de Água Boa participaram de um concurso de redação promovido pela Promotoria de Justiça do município. Cada uma das 25 alas, com cerca de 20 presos cada, apresentou um texto para concorrer à premiação. Das cinco redações vencedoras, quatro foram elaboradas por alas onde existem estudantes regulares.

“Este resultado é a prova de que o estudo é um importante meio de ressocialização”, ressaltou o diretor da unidade, Gilberto Antônio de Oliveira. Em uma das redações vencedoras também foi destacada a importância da educação no processo de ressocialização do reeducando.

“Essa ressocialização é possível colocando em prática projetos educacionais regulares, cursos profissionalizantes e ações culturais em que o principal objetivo não seja apenas remições de penas, e sim capacitar o reeducando, reintegrando-o à sociedade, preparado e com reais condições de seguir sua vida com dignidade e oportunidade”, diz um trecho da redação elaborada pela Ala Laranja 3.

O promotor de Justiça e coordenador adjunto do Centro de Apoio Operacional da Execução Penal, Roberto Arroio Farinazzo Junior, responsável pela iniciativa, destacou a importância da ressocialização. “A principal função da pena é a prevenção de novos crimes e ela ocorre de duas formas: pela punição, que é o pressuposto básico da pena, e pela ressocialização, que é possível por meio do trabalho e pelos estudos. É através do estudo que o reeducando tem condições de formar senso crítico e exercer a criatividade”.

Crédito da Foto – Agência Brasil/Imagem Ilustrativa

Fonte: Ministério Público MT – MT

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MATO GROSSO

Idoso garante na Justiça continuidade de tratamento oftalmológico

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A imagem apresenta uma balança dourada, símbolo da justiça, centralizada em um fundo branco. À direita da base da balança, as letras "TJMT" em dourado. No lado direito, a frase "2ª INSTÂNCIA" em azul e "DECISÃO DO DIA" em azul escuro e negrito. No lado esquerdo, três linhas horizontais azul-marinho.Resumo:

  • Clínica oftalmológica deverá manter e custear integralmente tratamento de idoso após agravamento de problema ocular.
  • A decisão garante continuidade da assistência médica mesmo sem perícia conclusiva sobre responsabilidade.

Um idoso de 84 anos conseguiu manter decisão que obriga uma clínica oftalmológica a custear integralmente seu tratamento ocular, incluindo consultas, exames, procedimentos ambulatoriais e medicamentos prescritos, após mudança no quadro clínico que tornou inadequada a cirurgia inicialmente determinada. A Quarta Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso negou recurso da empresa e confirmou a tutela de urgência.

O paciente ajuizou ação de obrigação de fazer com pedido de indenização por danos morais e materiais. Inicialmente, havia sido determinada a realização de cirurgia de vitrectomia para retirada de substância ocular. Contudo, com a evolução do quadro e a realização do procedimento, a medida perdeu o objeto. Diante disso, o juízo de origem adequou a tutela para garantir a continuidade do tratamento clínico voltado à recuperação da córnea e à preservação da visão do olho direito.

A clínica recorreu, sustentando que a nova decisão impôs obrigação ampla e contínua de custeio sem delimitação técnica ou temporal, bem como sem realização prévia de perícia médica para comprovar eventual nexo causal entre sua conduta e o atual problema. Alegou ainda que o comprometimento visual teria relação com cirurgia anterior realizada em outra unidade de saúde e que parte do atendimento vinha sendo viabilizada pelo Sistema Único de Saúde.

Ao analisar o recurso, a relatora, desembargadora Anglizey Solivan de Oliveira, destacou que a decisão questionada apenas ajustou a tutela de urgência à realidade clínica superveniente, conforme autoriza o artigo 296 do Código de Processo Civil. Ressaltou que, nesta fase processual, não se discute de forma definitiva a existência de erro médico ou responsabilidade civil, matérias que dependem de instrução probatória mais aprofundada, inclusive eventual perícia.

Segundo o entendimento adotado, a ausência de laudo conclusivo não impede a adoção de providências emergenciais quando há risco de agravamento da saúde, especialmente em se tratando de paciente idoso e com quadro ocular sensível. A manutenção do tratamento foi considerada medida reversível e necessária para evitar possível piora da visão.

O colegiado também afastou o argumento de que a clínica não poderia ser obrigada a fornecer medicamentos por não possuir farmácia própria. A decisão permite, alternativamente, o depósito judicial do valor correspondente para que o paciente adquira os colírios e demais remédios prescritos.

Em relação à multa diária, foi mantida a fixação de R$ 200 por dia em caso de descumprimento, limitada inicialmente a R$ 10 mil. Para a relatora, o valor é proporcional e adequado para assegurar o cumprimento da ordem.

Processo nº 1007607-59.2026.8.11.0000

Autor: Flávia Borges

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: imprensa@tjmt.jus.br

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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