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POLÍCIA

Polícia Civil prende advogado por cárcere privado e apropriação de bens de idosa em Sorriso

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Um advogado de 33 anos investigado por cárcere privado e violação a direitos da pessoa idosa, incluindo a administração excessiva de remédios, apropriação de bens e induzimento à assinatura de procurações praticados contra a sua sogra de 80 anos de idade, foi preso em flagrante, pela Polícia Civil, na quarta-feira (27.08), após investigações conduzidas pelo Núcleo de Combate à Violência Doméstica e Crimes Sexuais contra Mulher, Idoso, Adolescente e Criança da Delegacia de Sorriso (442 km ao norte de Cuiabá).

Casado com o filho da vítima, o advogado foi autuado em flagrante pelos crimes de cárcere privado qualificado pelo grave sofrimento físico e moral, apropriação de bens de idoso, induzimento de idoso a outorgar procuração e violência psicológica.

O filho da vítima, investigado por participação nos crimes, fugiu no momento da abordagem policial , mas já assumiu o compromisso de se apresentar à delegacia. Uma cuidadora da idosa também foi conduzida à delegacia autuada pelo cometimento do delito de favorecimento pessoal.

As investigações iniciaram em janeiro deste ano, após a equipe da Delegacia de Sorriso receber denúncia anônima de que a vítima, proprietária de lojas da cidade, estava sendo mantida sob cárcere privado pelo genro, sendo impedida de receber visitas de amigos e familiares, além de ser dopada com diversos medicamentos.

Com base na denúncia inicial, a equipe de investigação diligenciou no sentido de identificar pessoas próximas à idosa, como cuidadoras, amigas, familiares, ex-funcionárias, que pudessem relatar a rotina da vítima e ajudar a identificar os fatos denunciados.

Durante as investigações, foram ouvidas diversas testemunhas, que relataram situações de extrema violação a direitos da idosa, praticados pelo seu genro, companheiro do filho da idosa, incluindo a administração excessiva de remédios, apropriação de bens e induzimento à assinatura de procurações para disposição dos bens dela.

Na quarta-feira (27), um neto da vítima procurou a delegacia, relatando que estava sendo impedido de visitar a sua avó, e que não era a primeira vez que o pedido era negado pelos suspeitos e mostrou um vídeo em que o filho da vítima questionava a visita do neto, o impedindo de tirar a idosa de casa para um passeio.

Na ocasião também foi apresentada à Polícia um documento de alteração contratual perante a junta comercial, onde a idosa, está sendo tolhida de receber qualquer rendimento da loja a qual é proprietária, configurando violação ao artigo 106 e 102 do estatuto do idoso, além de outros documentos que denotam a violência patrimonial sofrida pela vítima.

Diante das evidências, a equipe policial foi até a residência da vítima para realizar a prisão em flagrante dos suspeitos, sendo acionada a presença da OAB, uma vez que um dos investigados seria advogado. Na residência, foi dada voz de prisão aos dois suspeitos (filho e genro da vítima), porém o filho da idosa fugiu por um portão que dá acesso a uma rua aos fundos da casa.

Durante o flagrante, foram apreendidos alguns materiais e documentos, entre eles um talão de cheques em nome da vítima e um caderno de anotações, com tentativas de cópias de assinatura da idosa.

As investigações apontaram que por ser advogado, o genro da vítima vinha se apropriando, de forma articulada e documentada, do patrimônio da idosa e gerenciando suas lojas. Além de ter as senhas dos cartões da vítima e ser o responsável por separar e ministrar os medicamentos dados à idosa, o genro também articulou uma procuração registrando a outorgação da empresa da vítima, conferindo a ele os mais amplos, gerais e ilimitados poderes para que possa gerir e administrar todos os seus negócios, assuntos e interesse.

Diversas outras irregularidades foram encontradas durante as investigações, como o arrendamento de uma terra de propriedade da idosa, também administrada pelo advogado, cujo valor ultrapassaria R$ 1 milhão ao ano, e a qual a vítima acredita receber apenas R$ 18 mil/ano.

Em consultas no sistema, foi encontrado um testamento público do dia 10 de março de 2023, onde a idosa nomeia e constitui o filho como seu testamentário, indicando-o com posse e administração, constando como testemunhas uma funcionária da loja e a atual cuidadora da idosa. Neste documento consta o e-mail do advogado (genro da vítima), indicando que ele é a pessoa responsável por articular o testamento.

Após a prisão, o advogado foi encaminhado para audiência de custódia, onde foi liberado mediante fiança no valor de R$ 150 mil e determinação de afastamento da casa de das lojas da vítima.

Segundo a delegada titular da Delegacia de Sorriso, Jéssica de Assis, as investigações seguem em andamento, uma vez que ficou claro o cerceamento de comunicações da idosa com pessoas que possam comprometer o esquema malicioso que os suspeitos desenvolveram.

“Os suspeitos já demonstraram que oferecem perigo às testemunhas e quaisquer pessoas que representem empecilho para a dilapidação patrimonial e garantia do isolamento da vítima, além de existirem diversas procurações e alterações contratuais feitas à margem do efetivo consentimento da vítima, e como colocam em risco a integridade do patrimônio dela”, disse a delegada.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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POLÍCIA

Polícia Civil deflagra operação com alvo em ex-gerente de casa de acolhimento envolvido em desvios de benefícios

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A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta quarta-feira (22.4), a Operação Broquel para cumprir ordens judiciais contra um esquema de desvio de benefícios de internos da Casa de Acolhimento Rogina Marques de Arruda, da Prefeitura de Várzea Grande.

São cumpridos mandados de busca e apreensão domiciliar e de afastamento de sigilo de dados de aparelhos eletrônicos, expedidos pela Segunda Vara Criminal de Várzea Grande. A operação tem como alvo principal o ex-gerente da unidade, que ocupou o cargo até 2024 e é investigado por crimes de peculato majorado praticados de forma continuada.

As investigações, conduzidas pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor), apontam que o suspeito, valendo-se de sua função pública, da sua posição hierárquica sobre os acolhidos e da relação de confiança com eles construída, apropriou-se indevidamente de documentos pessoais, cartões bancários e benefícios assistenciais dos internos.

Saques e empréstimos

De acordo com os relatos colhidos, o ex-gerente realizava saques integrais dos benefícios e contraía empréstimos bancários não autorizados em nome das vítimas, pessoas em situação de extrema vulnerabilidade social e psicológica.

Algumas das vítimas, além de viverem ou terem vivido em situação de rua, são analfabetas, possuem dificuldade de comunicação, dependência química e alcoólica ou ainda enfermidades de natureza psiquiátrica, características que, em efeito sinérgico, potencializam a condição de vulnerabilidade.

Em um dos casos documentados, um empréstimo consignado de mais de R$ 16 mil foi formalizado em nome de um acolhido, com indícios de fraude na contratação.

Além dos desvios financeiros, há denúncias de que o investigado utilizava a mão de obra dos internos para trabalhos não remunerados em sua propriedade particular e utilizava métodos de intimidação e coação psicológica para manter o controle sobre os valores desviados.

Suspensão de função pública

Contra o principal investigado, também foi determinada a suspensão do exercício da função pública, sendo ele atualmente ocupante de outro cargo na Secretaria Municipal de Saúde de Várzea Grande, bem como o impedimento de nomeação ou contratação para outro cargo pelo Poder Público Municipal.

Foram determinadas outras medidas cautelares, como a proibição de o investigado manter contato com vítimas e testemunhas e a proibição de acesso a todos os prédios e às dependências da Secretaria Municipal de Assistência Social de Várzea Grande.

Casa de Acolhimento

A Casa de Acolhimento Rogina Marques de Arruda é um equipamento público de execução direta da Secretaria Municipal de Assistência Social de Várzea Grande, destinado ao acolhimento de homens adultos em situação de rua.

O regimento interno da unidade proíbe a retenção de documentos ou valores como condição para permanência no local, prevendo que a guarda de pertences deve ser feita com segurança e devolvida integralmente aos assistidos.

As investigações prosseguem com a análise de materiais apreendidos e a identificação de possíveis novas vítimas do esquema.

Nome da operação

A Operação Broquel (termo que remete a um escudo de proteção) visa não apenas punir os desvios de recursos públicos e particulares, mas também interromper o ciclo de abusos contra cidadãos em estado de extrema hipossuficiência social e jurídica.

Operação Pharus

A operação integra os trabalhos do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do Programa Tolerância Zero, do Governo do Estado.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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