Connect with us

BRASIL

“A especulação é o futuro de Brasília”, diz Frederico Flósculo sobre o PPCub

Publicado

em

“A especulação é o futuro de Brasília”, diz Frederico Flósculo sobre o PPCub
Redação GPS

“A especulação é o futuro de Brasília”, diz Frederico Flósculo sobre o PPCub

Em entrevista ao GPS Brasília, o professor Frederico Flósculo, mestre em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade de Brasília (UnB), fez duras críticas ao Plano de Preservação do Conjunto Urbanístico de Brasília (PPCub) , que deve ser votado nesta quarta-feira (19), pela Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF). “Da forma como o PPCub foi escrito, Brasília vai perder o título de Patrimônio Cultural da Humanidade (concedido pela Unesco). A especulação é o futuro de Brasília” , alertou.

Flósculo traçou um detalhado histórico do PPCub desde o governo de José Aparecido de Oliveira , que comandou o Buriti entre 9 de maio de 1985 e 19 de setembro de 1988. “Ele fez um notável esforço para formar um grupo resolutivo, que nos trouxe um título importante (o de Patrimônio Cultural da Humanidade), em poucos meses. Só esqueceu de um detalhe: o Plano de Preservação teria de ser trabalhado imediatamente, e não deixar esta conquista trabalhar sozinha” , destacou.

“Quando Brasília se tornou autônoma, com a Lei Orgânica de 1993, se fala no PPCub pela primeira vez. E ele era para ter sido uma prioridade e concluído antes mesmo do PDOT (Plano Diretor de Ordenamento Territorial). Na época, o governador Joaquim Roriz fez um PDOT à sua moda. Desde 1993 deveríamos ter um PPCub, mas o nosso patrimônio não tem a menor regra desde então” , avalia.

Segundo o professor, apenas o governo de José Roberto Arruda agiu de forma distinta em relação ao PPCUB . “Ele começou a encarar a questão de verdade. Ele poderia ter feito um PPCub de nível internacional. Mas seu governo acabou e foi seguido por Agnelo Queiroz, que o retomou com uma versão horrorosa e especulativa. E depois vem o governo de Rodrigo Rollemberg, com a Lei de Uso e Ocupação do Solo (Luos). E aí acontece o desastre: o GDF passa a poder mudar o uso do solo sem consulta à CLDF, o que é antidemocrático, mas foi aceito pelos deputados” , destaca.

Essa brecha legal, segundo o arquiteto e urbanista, construiu um PPCub que soma o que ele chamou de “legado especulativo de Agnelo” ao que classifica como “o legado autoritário de Rollemberg” . E usou São Paulo como comparação dos riscos para Brasília. “Este PPCub é o coroamento do domínio imobiliário, como ocorreu na capital paulista. E as consequências vão se desdobrar no futuro” , alertou.

Pontos de adensamento
Frederico Flósculo também comentou os principais gargalo da proposta , como o aumento de gabarito dos setores hoteleiros, a ocupação da orla do Lago Paranoá e o uso residencial dos setores de grandes áreas. “São pontos relevantes. E mostram erros básico. A essência do planejamento urbano é que o diagnóstico seja 90% e a ação, 10%. E esse PPCub não tem diagnóstico. É a vontade do governador e do Sinduscon (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Distrito Federal), em um ato ant-republicano” , acredita.

Com 32 anos de cátedra, Flósculo compara o PPCub a um trabalho malfeito. “Sou professor há 32 anos e quando um aluno apresenta um trabalho ruim, eu devolvo e mando refazer. Era o que a Câmara Legislativa deveria fazer: devolver para o governo, que precisa estudar e fazer um planejamento decente. E é um plano ruim pela grosseria com que eles tratam a cidade” , avalia.

“Se a Câmara Legislativa tiver dignidade e compreender sua história, jamais deve aceitar esse PPCub. A maioria da Câmara, porém, está agindo como vândalos. Isso vai dilapidar Brasília. Estamos à deriva” , concluiu.

The post “A especulação é o futuro de Brasília”, diz Frederico Flósculo sobre o PPCub first appeared on GPS Brasília – Portal de Notícias do DF .

Fonte: Nacional

Continue Lendo

BRASIL

Rui Denardin: O que esperar do mercado automotivo em 2025?

Publicado

em

Por

Por Rui Denardin – Grupo Mônaco: À medida que nos aproximamos do final do ano é natural começarmos a refletir sobre as projeções para 2025. No mercado automotivo não seria diferente. Grandes expectativas já surgem, especialmente diante dos resultados positivos de 2024, marcados pelo aumento das vendas e pela recuperação total do setor no cenário pós-pandemia.

Analisando os fatores que impactam esse mercado, 2025 promete ser um ano dinâmico, repleto de avanços tecnológicos e alinhado às novas demandas do consumidor. Conforme nos preparamos para esse futuro promissor, algumas tendências-chave já estão moldando o setor, e, como um player estratégico, precisamos estar atentos para liderar e inovar.

E uma dessas principais tendências que seguirá em alta é a busca por veículos sustentáveis. A eletrificação continuará sendo o principal motor de mudança, com uma previsão de aumento significativo na participação dos veículos elétricos, não apenas no Brasil, mas em mercados globais.

Isso ocorre devido à redução nos custos de produção de baterias e ao avanço da infraestrutura de carregamento. No Brasil, o crescimento do segmento tem sido impulsionado por incentivos fiscais e subsídios que tornam as soluções híbridas e elétricas mais acessíveis ao consumidor.

Além disso, a busca por sustentabilidade permeia todos os aspectos da vida moderna, inclusive a mobilidade urbana. A produção de veículos elétricos tornou-se mais limpa, com o uso de materiais recicláveis, consolidando a responsabilidade ambiental como um diferencial competitivo.

Apesar das transformações tecnológicas, uma coisa não mudará em 2025: o foco na experiência do cliente. As empresas que conseguem oferecer atendimento excepcional, simplificar processos e garantir um suporte eficiente sairão na frente, conquistando a fidelidade de seus consumidores.

No Grupo Mônaco, valorizamos essa conexão desde a nossa fundação, na década de 1970. Meu pai, Armindo Denardin, ao inaugurar nossa primeira concessionária em Altamira, no Pará, chamava seu empreendimento de “Casa de Amigos”. Esse espírito de proximidade e atenção personalizada, seja para fechar um negócio ou apenas para receber bem quem nos procura, é um legado que mantemos até hoje.

O futuro do mercado automotivo não é apenas sobre tecnologia; é sobre como utilizamos essa tecnologia para melhorar vidas e gerar um impacto positivo no planeta. No Grupo Mônaco, estamos comprometidos em liderar essa transformação, com inovação, excelência e uma visão estratégica que priorize nossos clientes, colaboradores e parceiros.

2025 será um ano para acelerar. Estou confiante de que estamos prontos para essa jornada, que promete grandes conquistas e novas possibilidades para montadoras, concessionárias e, principalmente, para nossos clientes. Que venha o novo!

Rui Denardin é CEO do Grupo Mônaco

Fonte: Auto

Continue Lendo
queiroz

Publicidade

Câmara de Vereadores de Porto Esperidião elege Mesa Diretora