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Aborto: brasileiras buscam a Argentina para interromper a gravidez

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A lei argentina permite a interrupção da gravidez até a 14ª semana
Monica Yanakiew/Agência Brasil

A lei argentina permite a interrupção da gravidez até a 14ª semana

A Argentina se tornou uma referência para mulheres brasileiras que querem realizar o aborto de forma segura e legal, já que o procedimento é legalizado no país desde 2021.

A lei argentina permite a interrupção da gravidez até a 14ª semana, em casos de violência sexual e quando a saúde integral – ou seja, em termos físicos e psicológicos – da gestante está em risco.

Além disso, a comercialização do abortivo misoprostol é legalizada no país. Com isso, é possível realizar um aborto autogestionado com o medicamento adquirido em farmácias mediante receita médica.

De acordo com reportagem da Folha de S. Paulo, muitas brasileiras realizam o procedimento no país vizinho para ter mais segurança. Lá, o aborto é realizado em clínicas e hospitais, com o acompanhamento de equipe médica.

A clínica escolhida por duas mulheres ouvidas pelo jornal foi a Musa, localizada em Rosário, província de Santa Fé, local pioneiro no direito ao aborto. Segundo a matéria, desde a legalização, a clínica já atendeu mais de 1.140 mulheres – destas, 301 eram do Brasil, o que faz das brasileiras quase 90% das estrangeiras que procuram a unidade.

Segundo dados do projeto Mirar, em quase três anos, as mortes relacionadas ao aborto caíram 43% no país. A gravidez na adolescência foi reduzida em mais de 40% – principalmente devido à educação sexual integral.

Venda ilegal no Brasil

No Brasil, o misoprostol, conhecido como Cytotec, é comercializado ilegalmente. A venda do medicamento no país é realizada por grupos de apoio a mulheres, que indicam a quantidade de comprimidos conforme a idade gestacional das clientes. O preço vai de R$ 800 a R$ 2.100, e o remédio chega escondido em embalagens de maquiagem.

Relatos

Uma jovem, identificada como “M”, engravidou aos 21 anos do namorado, segundo a Folha. Como a gestação não era uma opção para o casal, os dois embarcaram para a Argentina para realizar a interrupção da gravidez.

A mulher chegou grávida de 11 semanas e 4 dias em Rosário, na província de Santa Fé, local pioneiro no direito ao aborto. Ela foi enquadrada na interrupção voluntária da gravidez, assegurada até as 14 semanas, que garante à mulher o direito ao procedimento sem precisar se justificar.

O aborto foi feito em uma clínica privada por meio da aspiração manual intrauterina, que dura cerca de 20 minutos. Na equipe estava Bárbara Paiva, uma médica brasileira que se tornou referência para as conterrâneas que vão à Argentina realizar o aborto.

Finalizado o procedimento, M foi aconselhada pela equipe a implantar o DIU (dispositivo intrauterino) para prevenir uma nova gravidez, o que poderia ser feito ali mesmo. Ela aceitou, e após cerca de 15 minutos, saiu do consultório de mãos dadas com o namorado após agradecer as profissionais.

Outra mulher, de 43 anos, identificada como “G”, mãe de quatro filhos, quis interromper a quinta gravidez, que significava um alto risco para a sua saúde. Aconselhada a realizar o procedimento, mas sem conseguir uma ajuda efetiva da própria médica, ela tentou os medicamentos abortivos, mas sem sucesso.

Com isso, ela teve de optar pela clínica Musa, na Argentina.

“Eu amo ser mãe, passei praticamente toda a minha vida adulta exercendo esse papel. Mas não queria deixar meus quatro filhos órfãos”, disse.

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Fonte: Nacional

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Rui Denardin: O que esperar do mercado automotivo em 2025?

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Por Rui Denardin – Grupo Mônaco: À medida que nos aproximamos do final do ano é natural começarmos a refletir sobre as projeções para 2025. No mercado automotivo não seria diferente. Grandes expectativas já surgem, especialmente diante dos resultados positivos de 2024, marcados pelo aumento das vendas e pela recuperação total do setor no cenário pós-pandemia.

Analisando os fatores que impactam esse mercado, 2025 promete ser um ano dinâmico, repleto de avanços tecnológicos e alinhado às novas demandas do consumidor. Conforme nos preparamos para esse futuro promissor, algumas tendências-chave já estão moldando o setor, e, como um player estratégico, precisamos estar atentos para liderar e inovar.

E uma dessas principais tendências que seguirá em alta é a busca por veículos sustentáveis. A eletrificação continuará sendo o principal motor de mudança, com uma previsão de aumento significativo na participação dos veículos elétricos, não apenas no Brasil, mas em mercados globais.

Isso ocorre devido à redução nos custos de produção de baterias e ao avanço da infraestrutura de carregamento. No Brasil, o crescimento do segmento tem sido impulsionado por incentivos fiscais e subsídios que tornam as soluções híbridas e elétricas mais acessíveis ao consumidor.

Além disso, a busca por sustentabilidade permeia todos os aspectos da vida moderna, inclusive a mobilidade urbana. A produção de veículos elétricos tornou-se mais limpa, com o uso de materiais recicláveis, consolidando a responsabilidade ambiental como um diferencial competitivo.

Apesar das transformações tecnológicas, uma coisa não mudará em 2025: o foco na experiência do cliente. As empresas que conseguem oferecer atendimento excepcional, simplificar processos e garantir um suporte eficiente sairão na frente, conquistando a fidelidade de seus consumidores.

No Grupo Mônaco, valorizamos essa conexão desde a nossa fundação, na década de 1970. Meu pai, Armindo Denardin, ao inaugurar nossa primeira concessionária em Altamira, no Pará, chamava seu empreendimento de “Casa de Amigos”. Esse espírito de proximidade e atenção personalizada, seja para fechar um negócio ou apenas para receber bem quem nos procura, é um legado que mantemos até hoje.

O futuro do mercado automotivo não é apenas sobre tecnologia; é sobre como utilizamos essa tecnologia para melhorar vidas e gerar um impacto positivo no planeta. No Grupo Mônaco, estamos comprometidos em liderar essa transformação, com inovação, excelência e uma visão estratégica que priorize nossos clientes, colaboradores e parceiros.

2025 será um ano para acelerar. Estou confiante de que estamos prontos para essa jornada, que promete grandes conquistas e novas possibilidades para montadoras, concessionárias e, principalmente, para nossos clientes. Que venha o novo!

Rui Denardin é CEO do Grupo Mônaco

Fonte: Auto

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queiroz

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