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Acidente em Vinhedo e responsabilidades

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Peritos do Cenipa no condomínio residencial onde caiu o avião da Voepass, em Vinhedo (SP)
Divulgação: FAB

Peritos do Cenipa no condomínio residencial onde caiu o avião da Voepass, em Vinhedo (SP)


Mais um acidente aéreo gera intensa comoção na sociedade brasileira. Mais um. Em 17 de julho de 2007, um outro acidente aéreo deixava 198 mortos no meio da cidade de São Paulo, ao lado do aeroporto de Congonhas. Era o voo TAM 3054, vindo de Porto Alegre para a capital paulista.

Agora, na última sexta-feira, 9/8, o país todo foi impactado pelo trágico acidente aéreo da VoePass em Vinhedo, no interior de São Paulo. 62 pessoas morreram no acidente, entre passageiros e tripulação. O caso está sob investigação, mas, de modo preliminar, se fala em congelamento das asas do avião. Alguns vídeos do evento mostram a aeronave descendo em espiral em uma orientação vertical (situação de estol de parafuso chato), com uma grande quantidade de fogo e fumaça se espalhando a partir da fuselagem do avião

Qual a responsabilidade da Voepass (antiga Passaredo) pelo acidente?

Em casos de acidente aéreo, a primeira responsabilizada será a companhia aérea, que é a operadora da aeronave. Assim, ao menos inicialmente, a Voepass será responsabilizada pelos danos morais e patrimoniais oriundos do evento trágico.

Em casos assim, vigora a chamada “responsabilidade objetiva” imposta ao transportador, fundada no risco da atividade. Até mesmo os danos em solo, causados às construções e áreas do local do acidente, se incluem neste dever de reparação.

Quanto ao valor, no ramo da aviação as indenizações seguem uma norma internacional chamada DES – Direito Especial de Saque, moeda internacional utilizada para definir os limites máximos de indenização em casos de acidente aéreo com mortes. Esse limite é de 113.100 DES por passageiro — atualmente algo em torno de R$ 830.000,00 –, mas, não é algo que vincula totalmente o nosso sistema legal, podendo ser fixado um valor maior do que esse por um juiz, por exemplo.

Além da indenização, a legislação brasileira exige que as companhias aéreas tenham seguro obrigatório para qualquer aeronave em atividade, o chamado RETA – Responsabilidade Civil por Danos Pessoais e Materiais em Caso de Acidente Aéreo. Esse seguro visa justamente indenizar os familiares de vítimas de tragédias aéreas.

No caso da tragédia de Vinhedo, a Defensoria Pública do Paraná afirmou que a empresa já acionou o seguro e que a corretora Alper e a seguradora Starr “estão trabalhando para dar suporte à companhia aérea para atender as famílias dos 58 passageiros e quatro tripulantes”.

Por fim, se ficar provada falta de manutenção da aeronave, a Voepass pode sofrer outras sanções, especialmente junto à ANAC. Lembremos aqui de um outro acidente, o TAM 402 ocorrido próximo ao aeroporto de Congonhas, vitimando de modo fatal 99 pessoas e causado por uma falha no reversor de empuxo, devido à manutenção precária.

Para acessar mais textos meus e de outros pesquisadores, confira em www.institutoconviccao.com.br

Fonte: Nacional

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Rui Denardin: O que esperar do mercado automotivo em 2025?

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Por Rui Denardin – Grupo Mônaco: À medida que nos aproximamos do final do ano é natural começarmos a refletir sobre as projeções para 2025. No mercado automotivo não seria diferente. Grandes expectativas já surgem, especialmente diante dos resultados positivos de 2024, marcados pelo aumento das vendas e pela recuperação total do setor no cenário pós-pandemia.

Analisando os fatores que impactam esse mercado, 2025 promete ser um ano dinâmico, repleto de avanços tecnológicos e alinhado às novas demandas do consumidor. Conforme nos preparamos para esse futuro promissor, algumas tendências-chave já estão moldando o setor, e, como um player estratégico, precisamos estar atentos para liderar e inovar.

E uma dessas principais tendências que seguirá em alta é a busca por veículos sustentáveis. A eletrificação continuará sendo o principal motor de mudança, com uma previsão de aumento significativo na participação dos veículos elétricos, não apenas no Brasil, mas em mercados globais.

Isso ocorre devido à redução nos custos de produção de baterias e ao avanço da infraestrutura de carregamento. No Brasil, o crescimento do segmento tem sido impulsionado por incentivos fiscais e subsídios que tornam as soluções híbridas e elétricas mais acessíveis ao consumidor.

Além disso, a busca por sustentabilidade permeia todos os aspectos da vida moderna, inclusive a mobilidade urbana. A produção de veículos elétricos tornou-se mais limpa, com o uso de materiais recicláveis, consolidando a responsabilidade ambiental como um diferencial competitivo.

Apesar das transformações tecnológicas, uma coisa não mudará em 2025: o foco na experiência do cliente. As empresas que conseguem oferecer atendimento excepcional, simplificar processos e garantir um suporte eficiente sairão na frente, conquistando a fidelidade de seus consumidores.

No Grupo Mônaco, valorizamos essa conexão desde a nossa fundação, na década de 1970. Meu pai, Armindo Denardin, ao inaugurar nossa primeira concessionária em Altamira, no Pará, chamava seu empreendimento de “Casa de Amigos”. Esse espírito de proximidade e atenção personalizada, seja para fechar um negócio ou apenas para receber bem quem nos procura, é um legado que mantemos até hoje.

O futuro do mercado automotivo não é apenas sobre tecnologia; é sobre como utilizamos essa tecnologia para melhorar vidas e gerar um impacto positivo no planeta. No Grupo Mônaco, estamos comprometidos em liderar essa transformação, com inovação, excelência e uma visão estratégica que priorize nossos clientes, colaboradores e parceiros.

2025 será um ano para acelerar. Estou confiante de que estamos prontos para essa jornada, que promete grandes conquistas e novas possibilidades para montadoras, concessionárias e, principalmente, para nossos clientes. Que venha o novo!

Rui Denardin é CEO do Grupo Mônaco

Fonte: Auto

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queiroz

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