As agências de inteligência dos Estados Unidos não encontraram evidências diretas de que a pandemia de covid-19 começou em um incidente no Instituto de Virologia de Wuhan, na China, revela um relatório liberado nessa sexta-feira (23).
O documento de quatro páginas afirma que as agências de inteligência ainda não podem descartar a possibilidade de que o vírus tenha vindo de um laboratório, no entanto, elas não foram capazes de descobrir as origens da pandemia.
Incapacidade
“A Agência Central de Inteligência e outra agência continuam incapazes de determinar a origem precisa da pandemia do covid-19, pois ambas as hipóteses (naturais e de laboratório) dependem de suposições significativas ou enfrentam objeções com relatórios conflitantes”, informa o relatório.
As agências disseram que, embora um “trabalho extensivo” tenha sido conduzido no instituto de Wuhan (IVW), elas não encontraram evidências de um incidente específico que pudesse ter causado o surto.
“Continuamos a não ter nenhuma indicação de que as pesquisas pré-pandêmicas do IVW incluíam SARSCoV-2 ou um progenitor próximo, nem qualquer evidência direta de que um incidente específico relacionado à pesquisa ocorreu envolvendo pessoal do IVW antes da pandemia que poderia ter causado a pandemia de Covid”, afirma o relatório.
Foto da agência russa Sputnik mostra o presidente russo Vladimir Putin e o homólogo chinês Xi Jinping em Astana, em 3 de julho
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, confirmou nesta quinta-feira (12) que receberá seu homólogo chinês, Xi Jinping, em Kazan, no próximo mês de outubro, por ocasião da cúpula dos Brics.
O anúncio foi feito pelo mandatário russo durante encontro com o ministro das Relações Exteriores de Pequin, Wang Yi, em São Petersburgo, segundo a agência Interfax.
De acordo com Putin, as relações entre a China e a Rússia continuam a desenvolver-se “com muito sucesso em todas as direções”, incluindo a “coordenação no cenário internacional”.
Em imagens divulgadas pela mídia russa, Wang destacou que “o presidente Xi está muito feliz em aceitar o convite”.
“Nessa ocasião os dois chefes de Estado terão novas discussões estratégicas”, acrescentou o chanceler, destacando que ambos os líderes “estabeleceram uma confiança mútua sólida e uma amizade profunda”.
O ministro chinês chegou a São Petersburgo para participar da cúpula de altos funcionários e conselheiros de segurança nacional do bloco Brics. Sua visita também foi vista como uma oportunidade para lançar as bases do encontro presencial entre os líderes dos dois países.
A reunião dos Brics está marcada para acontecer entre 22 e 24 de outubro, na cidade russa de Kazan, e será o terceiro encontro presencial de 2024 entre Xi e Putin, poucas semanas antes das eleições presidenciais dos Estados Unidos, em novembro.
Formado inicialmente por Brasil, China, Índia e Rússia em 2009, o bloco foi ampliado com a adesão da África do Sul em 2010 e este ano incluiu vários outros países emergentes, como Egito e Irã. No início de setembro, a Turquia também apresentou um pedido de adesão ao bloco.