Connect with us

Agronegócio

Agrotec Porto Velho 2025 aposta no agro para impulsionar economia local

Publicado

em

A abertura oficial da Agrotec Porto Velho 2025, realizada nesta quinta-feira (27.11), marca o início de um dos maiores eventos de inovação, tecnologia e negócios do agronegócio da capital rondoniense. A feira reúne produtores rurais, pesquisadores, empresários, instituições financeiras e autoridades públicas — com o objetivo de aproximar o produtor de novas tecnologias, fomentar investimentos e consolidar Porto Velho como polo de crescimento agrícola e agroindustrial.

O timing não poderia ser mais favorável. Segundo dados recentes do governo do estado, Rondônia registrou o maior crescimento da produção agrícola do país na safra 2024/25 — com alta de 29,4% no volume de grãos colhidos, superando a média nacional.  Em números absolutos, o salto foi de 4.153,4 mil toneladas para 5.373,5 mil toneladas.

Além disso, o estado alcançou em 2025 um Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) próximo a R$ 32 bilhões, praticamente o dobro do registrado seis anos antes. Esses números colocam Rondônia entre os protagonistas do agronegócio nacional — e explicam por que a Agrotec Porto Velho desperta tanto interesse de produtores, investidores e poder público.

Porto Velho carrega peso estratégico para o agronegócio do estado. O município concentra o maior rebanho bovino de Rondônia — em 2024, alcançou 1,794 milhão de cabeças, mantendo-se entre os municípios com os maiores plantéis do país. A pecuária representa parcela importante da economia local — e a feira surge como palanque para anunciar tecnologias, investimentos e políticas de apoio que buscam modernizar a atividade.

Para muitos expositores — tanto da agricultura, quanto da pecuária e de serviços — a feira representa a chance de consolidar negócios, acessos a crédito, tecnologias, assistência técnica e maior eficiência produtiva. Bancos cooperativos e instituições financeiras participam oferecendo linhas de financiamento ao agronegócio, o que para analistas significa um levantamento de capital e oportunidade real de investir em expansão com segurança.

Apesar do desempenho robusto, há desafios estruturais a superar. Rondônia e seus municípios, como Porto Velho, precisam ampliar a infraestrutura logística, incluindo estradas, armazenagem, transporte e processamento — fatores essenciais para que o crescimento agrícola se traduza em ganhos reais para produtores e economia local. O evento Agrotec, com sua vitrine de tecnologias e soluções, surge também como espaço de negociação dessas melhorias.

Outro ponto que ganha destaque é a diversificação da produção. A agricultura de grãos — impulsionada pela safra recorde no estado — segue como base, mas há espaço para expandir cultivo, pecuária, laticínios, agroindústria e serviços associados. A feira pretende estimular justamente essa diversificação.

Fonte: Pensar Agro

Continue Lendo

Agronegócio

Atenção para a declaração de rebanho obrigatória

Publicado

em

Por

A atualização cadastral dos rebanhos, obrigatória para produtores rurais em todo o país, ganha força neste ano com a abertura das primeiras janelas de declaração em diferentes estados. Embora o calendário varie conforme a unidade da Federação, a exigência já se consolidou como um dos principais instrumentos de controle sanitário da pecuária brasileira.

Em Goiás, a primeira etapa de 2026 ocorre entre 1º e 31 de maio, conforme cronograma da Agência Goiana de Defesa Agropecuária. O procedimento é obrigatório e exige que o produtor informe a situação atualizada dos animais na propriedade, incluindo nascimentos, mortes e movimentações.

A exigência, no entanto, não é isolada. Estados como Rio Grande do Sul já realizam a declaração entre abril e junho, enquanto Paraná segue calendário semelhante. No Centro-Oeste, modelos semestrais também são adotados, com etapas distribuídas ao longo do ano, como ocorre em Mato Grosso do Sul. Já em Mato Grosso e Rondônia, a atualização costuma ocorrer no fim do ano, concentrada entre novembro e dezembro.

Apesar das diferenças de prazo, a lógica é a mesma em todo o país: manter um banco de dados atualizado sobre o rebanho nacional, permitindo resposta rápida a eventuais surtos sanitários e maior controle da movimentação animal.

Na prática, o produtor deve declarar todas as espécies existentes na propriedade — de bovinos e suínos a aves, equinos, ovinos, caprinos, abelhas e animais aquáticos — garantindo que o cadastro reflita a realidade atual da produção.

A medida ganhou ainda mais importância com o avanço do Brasil no status sanitário internacional, especialmente após a retirada gradual da vacinação contra febre aftosa em diversas regiões. Com menor margem para erro, a rastreabilidade e o controle do rebanho passaram a ser considerados essenciais para a manutenção de mercados e abertura de novos destinos para a carne brasileira.

Além da sanidade, os dados também são utilizados para orientar políticas públicas e planejamento do setor. Informações atualizadas permitem dimensionar com precisão o tamanho do rebanho, direcionar campanhas de controle de doenças e apoiar decisões comerciais.

O descumprimento da obrigação pode gerar penalidades, incluindo multas e restrições operacionais. Na prática, o produtor fica impedido de emitir a Guia de Trânsito Animal (GTA), documento indispensável para transporte e comercialização, o que pode travar a atividade dentro da porteira.

Com a digitalização dos sistemas, o processo tem migrado para plataformas online, o que amplia o acesso, mas também exige atenção redobrada do produtor quanto a prazos e regularidade cadastral.

Em um cenário de maior exigência sanitária e competitividade internacional, a declaração de rebanho deixou de ser apenas uma obrigação burocrática e passou a integrar a estratégia produtiva da pecuária brasileira — com impacto direto sobre a segurança do sistema e a capacidade de acesso a mercados.

Fonte: Pensar Agro

Continue Lendo
queiroz

Publicidade

Câmara de Vereadores de Porto Esperidião elege Mesa Diretora