Alexei Navalny, um dos principais opositores do presidente russo, Vladimir Putin
Opositor do presidente russo Vladmir Putin, Alexei Navalny foi encontrado nesta segunda-feira (25) após duas semanas desaparecido. Segundo sua porta-voz, ele está em um presídio na Sibéria.
Navalny está desaparecido desde 11 de dezembro, quando deixou de participar de duas audiências. Na época, ele estava preso em uma penitenciária a 240 quilômetros de Moscou.
Os advogados afirmam que o desaparecimento de Navalny aconteceu dias após Vladmir Putin anunciar sua candidatura à reeleição para o Kremlin em 2024.
“Encontramos Alexei. Ele está agora no IK-3, no assentamento de Kharp, no Distrito Autônomo de Yamal-Nenets”, declarou Kira Yarmysh, porta-voz do ativista, nas redes sociais.
Kira ressaltou que Navalny conversou com os advogados e que seu estado de saúde é estável. Antes de desaparecer, a defesa ressaltou que o ativista estava debilitado devido à dificuldade de acesso à comida e cela “sem ventilação”.
Alexei Navalny foi condenado em agosto por suposta criação de uma comunidade extremista, além de financiar crimes políticos. Para a defesa, a acusação é uma tentativa de reprimir as ações do ativista contra Putin.
Foto da agência russa Sputnik mostra o presidente russo Vladimir Putin e o homólogo chinês Xi Jinping em Astana, em 3 de julho
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, confirmou nesta quinta-feira (12) que receberá seu homólogo chinês, Xi Jinping, em Kazan, no próximo mês de outubro, por ocasião da cúpula dos Brics.
O anúncio foi feito pelo mandatário russo durante encontro com o ministro das Relações Exteriores de Pequin, Wang Yi, em São Petersburgo, segundo a agência Interfax.
De acordo com Putin, as relações entre a China e a Rússia continuam a desenvolver-se “com muito sucesso em todas as direções”, incluindo a “coordenação no cenário internacional”.
Em imagens divulgadas pela mídia russa, Wang destacou que “o presidente Xi está muito feliz em aceitar o convite”.
“Nessa ocasião os dois chefes de Estado terão novas discussões estratégicas”, acrescentou o chanceler, destacando que ambos os líderes “estabeleceram uma confiança mútua sólida e uma amizade profunda”.
O ministro chinês chegou a São Petersburgo para participar da cúpula de altos funcionários e conselheiros de segurança nacional do bloco Brics. Sua visita também foi vista como uma oportunidade para lançar as bases do encontro presencial entre os líderes dos dois países.
A reunião dos Brics está marcada para acontecer entre 22 e 24 de outubro, na cidade russa de Kazan, e será o terceiro encontro presencial de 2024 entre Xi e Putin, poucas semanas antes das eleições presidenciais dos Estados Unidos, em novembro.
Formado inicialmente por Brasil, China, Índia e Rússia em 2009, o bloco foi ampliado com a adesão da África do Sul em 2010 e este ano incluiu vários outros países emergentes, como Egito e Irã. No início de setembro, a Turquia também apresentou um pedido de adesão ao bloco.