POLÍTICA
ALMT participa da divulgação dos equipamentos de acessibilidade disponíveis a pessoas surdas e sudorcegas
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2 anos atrásem
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oestenews
No mês em que se comemora o Dia Internacional da Pessoa com Deficiência (3), a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), por meio do deputado Wilson Santos (PSD), participou da divulgação dos equipamentos de acessibilidade audiovisuais disponíveis para pessoas surdas e surdocegas, na rede Cinépolis do Shopping Estação – regional Mato Grosso.
O evento atende a Indicação nº 4007/2023, do deputado Wilson Santos, e visa chamar a atenção da população para a acessibilidade à cultura e ao entretenimento, em especial à inclusão e acessibilidade cinematográfica.
“A Constituição Federal garante que todos os cidadãos brasileiros são iguais perante a lei, então as pessoas com deficiência visual, dificuldades de locomoção, todos têm os mesmos direitos e cabe a iniciativa privada e aos órgãos públicos garantirem essas condições”, disse Wilson.
O parlamentar afirmou ainda que “em Mato Grosso cerca de 10 mil pessoas têm perda total da visão pessoas e que precisam ter os direitos garantidos. Essas pessoas têm direito de viver uma vida digna, de irem ao cinema, visitar um shopping ou ir a uma partida de futebol. Elas podem até não enxergarem, mas ouvem bem. Ao longo dos meus 8 mandatos e quando eu retornei à Assembleia Legislativa, em 2015, eu decidi trabalhar pelos excluídos”, explicou o deputado.
De acordo com o gerente jurídico da rede Cinépolis, Danilo Takaesu, o sistema Dolby, é uma habilitação de inclusão para o deficiente auditivo e deficiente visual conectado à porta-copos da poltrona. Esta rede de cinemas conta com equipamentos e sistemas de acessibilidade cinematográfica de última geração e é a primeira no Brasil a realizar este tipo de tecnologia.
Foto: Helder Faria
“A ideia é disponibilizar esses equipamentos em todas as salas do Brasil. Em Cuiabá há oito meses estávamos em implantação e teste do sistema. Alguns deficientes têm direito à gratuidade. No momento em que a pessoa pega o seu ingresso nós emprestamos o equipamento, ele assina um termo de responsabilidade, comprometendo a devolvê-lo no final do filme. Temos 3 funções oferecidas para o deficiente visual, o auditivo a audiodescrição, que é um narrador descrevendo o ambiente”, explicou Danilo.
Roberto Carlos Pinto mora em Uberlândia (MG). Ele é vice-presidente do Conselho Estadual em Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência desse município. Em 2010 ele descobriu um tumor que atrofiou o nervo ótico. Desde então tem baixa visão severa e precisa de auxílio de equipamentos para assistir filmes.
“Eu já tive o privilégio de usufruir desse benefício, dessa tecnologia assistida para pessoas com deficiência visual e também para pessoas com deficiência auditiva. No município de Uberlândia, tem essa mesma rede de cinemas e eu já usufrui desse benefício e é muito bom com. A legislação, ela é perfeita e as pessoas têm o privilégio de ter uma lei adequada e ter o acesso ao seu direito. Cuiabá está de parabéns”, disse Roberto.
Leis aprovadas na ALMT – Em 2023, oito leis que dispõem sobre direitos das pessoas com deficiência foram sancionadas em Mato Grosso. As proposituras vão desde programa para reconhecer iniciativas de promoção da acessibilidade, garantia de reserva de acento para acompanhantes, redução da jornada de trabalho até a criação de Fundo Especial para promoção de políticas públicas voltadas para as pessoas com deficiência.
- Lei nº 12.290/2023, de autoria do deputado Beto Dois a Um, que altera a Lei nº 10.134, de 27 de junho de 2014, que obriga a reserva de assento ao acompanhante de Pessoa com Deficiência no Estado de Mato Grosso.
- Lei nº 12.056/2023, de autoria do deputado Paulo Araújo, que institui o Selo Acessibilidade Nota 10, como forma de certificação oficial aos estabelecimentos privados ou públicos que promovam acessibilidade de pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida, no âmbito do Estado de Mato Grosso e dá outras providências.
- Lei nº 12.171/2023, do Poder Executivo, e aprovada na ALMT que dispõe sobre a criação do Fundo Estadual dos Direitos das Pessoas com Deficiência no Estado de Mato Grosso – FUEPC.
- Lei nº 12.085/2023, de autoria do deputado Dr. Gimenez, que inclui a Pessoa com Esclerose Lateral Amiotrófica, para fins de fruição dos direitos assegurados nos III, 228, IV e 230 da Constituição do Estado de Mato Grosso, e da Lei Complementar nº 114, de 2002, que Consolida a Legislação relativa à Pessoa Com Deficiência no estado de Mato Grosso e dá outras providências.
- Lei nº 12.048/2023, de autoria deputado Wilson Santos, que dispõe sobre a permanência de acompanhantes dos pacientes com deficiência ou com Transtorno do Espectro Autista (TEA) internados para tratamento da covid-19 nas unidades de saúde públicas ou particulares no Estado de Mato Grosso.
- Lei nº 12.130/2023, de autoria deputado Silvio Fávero, que dispõe sobre a garantia de acessibilidade das pessoas com deficiência visual aos projetos culturais patrocinados ou fomentados com verba pública estadual.
- Lei nº 12.214/2023, do Tribunal de Justiça, e aprovada na ALMT que altera a Lei nº 8.814, de 15 de janeiro de 2008, que institui o Sistema de Desenvolvimento de Carreiras e Remuneração (SDCR) dos Servidores do Poder Judiciário do Estado de Mato Grosso, para dispor sobre a redução da carga horária de trabalho do servidor responsável legal e cuidador direto de pessoa com deficiência no âmbito do Poder Judiciário do Estado de Mato Grosso.
- Lei nº 11.995/2023, de autoria do deputado Paulo Araújo, que dispõe sobre a reserva de cargos e empregos públicos para as pessoas com deficiência nos processos seletivos simplificados ou contratação temporária excepcional no âmbito da Administração Pública Estadual direta e indireta e dá outras providências.
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E-mail: imprensa1al@gmail.com
Fonte: ALMT – MT
POLÍTICA
TJMT suspende desocupação em condomínios após pedido da ALMT
Publicado
22 horas atrásem
abril 17, 2026Por
oestenews
Em resposta ao pedido encaminhado pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) nesta sexta-feira (17), a Corregedoria-Geral da Justiça do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) decidiu suspender a medida de desocupação e determinou o encaminhamento do processo à Comissão Regional de Soluções Fundiárias para análise técnica do caso envolvendo famílias que residem nos condomínios Villas das Minas e Villas das Lavras do Sutil I e II, em Cuiabá. A decisão do Judiciário ocorreu após solicitação formal da Assembleia, diante da preocupação com os impactos sociais da medida.
A decisão considera que o caso apresenta potencial impacto social relevante, especialmente diante da possibilidade de cumprimento de medida de imissão na posse envolvendo famílias em situação de vulnerabilidade, e reforça a necessidade de adoção de etapas preparatórias antes de qualquer decisão de desocupação coletiva.
“Recebemos uma decisão muito importante da Corregedoria do Tribunal de Justiça, que representa uma vitória significativa para as famílias dos condomínios Minas e Lavras do Sutil. Ainda não vencemos a guerra, mas conquistamos uma batalha importante, que traz tranquilidade aos moradores que estavam vivendo momentos de angústia. Quero agradecer à Procuradoria da Assembleia e ao Poder Judiciário pela sensibilidade em olhar para essa situação. Esse resultado é fruto de um trabalho conjunto. Agora, vamos continuar dialogando e trabalhando para construir uma solução justa e definitiva para essas famílias. Contem com a Assembleia Legislativa, porque estaremos ao lado de vocês”, comemorou o deputado estadual Max Russi (Podemos), presidente da Assembleia Legislativa.
O procurador da Assembleia Legislativa, Ricardo Riva, explicou que a decisão da Corregedoria do Tribunal de Justiça foi resultado direto do pedido formal apresentado pela Casa, que apontou a necessidade de cumprimento de etapas legais e sociais antes da execução da medida de desocupação.
Segundo ele, a Assembleia solicitou a suspensão da imissão na posse justamente para garantir que o processo observe as exigências previstas na legislação e nas normas que tratam de conflitos fundiários coletivos.
“A Assembleia oficiou a Corregedoria do Tribunal pedindo a suspensão do cumprimento da imissão na posse, ou seja, da retirada das famílias dos apartamentos, porque existem etapas legais e sociais que precisam ser cumpridas antes de qualquer desocupação coletiva. A decisão da Corregedoria foi tomada a partir dessa solicitação e determinou o encaminhamento do processo à Comissão Regional de Soluções Fundiárias para análise técnica do caso”, explicou o procurador.
Ricardo Riva destacou ainda que a medida busca assegurar que qualquer decisão judicial seja precedida de avaliação técnica e de diálogo institucional, garantindo segurança jurídica e proteção às famílias envolvidas.
O pedido da ALMT – No documento encaminhado ao Judiciário, o presidente Max Russi alerta que o cumprimento da ordem de imissão na posse, decorrente de um processo de falência iniciado em 2003, pode resultar na retirada imediata de moradores de suas residências sem que haja medidas adequadas de acolhimento social às famílias afetadas. O ofício destaca que a execução da decisão, da forma como está prevista, pode gerar consequências sociais graves, especialmente para pessoas em situação de vulnerabilidade.
A Assembleia também argumenta que a condução do processo deve observar normas e diretrizes que tratam da proteção de direitos humanos e da mediação de conflitos. Entre os dispositivos citados estão o Provimento nº 23/2023 do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, a Resolução nº 510 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e orientações do Supremo Tribunal Federal (STF), que estabelecem que desocupações coletivas precisam ser precedidas de diálogo entre as partes e da definição de estratégias de atendimento às famílias atingidas.
De acordo com o documento, essas normas determinam que, antes da execução de despejos coletivos, sejam realizadas reuniões preparatórias e elaborados planos de ação que considerem a situação social dos moradores, garantindo alternativas de acolhimento e encaminhamento a programas habitacionais ou de assistência social, sempre que necessário.
Visita aos condomínios – Na noite de quinta-feira (16), Russi esteve pessoalmente nos residenciais para ouvir os moradores e acompanhar de perto a situação. Durante a visita, o parlamentar conversou com os condôminos e manifestou preocupação com a possibilidade de retirada imediata das pessoas de suas casas, destacando o clima de insegurança e aflição vivido pelos moradores. A presença do deputado no local ocorreu após relatos de que centenas de famílias temem perder suas moradias em razão de decisão judicial.
Fonte: ALMT – MT
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