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Agronegócio

André de Paula é o novo Ministro da Agricultura. E a posse é amanhã, dia 31

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O deputado licenciado André de Paula assume nesta terça-feira (31.03) o comando do Ministério da Agricultura e Pecuária, consolidando a troca no primeiro escalão do governo federal em meio à reforma ministerial e ao avanço do calendário eleitoral. A indicação, articulada pelo Partido Social Democrático, amplia o peso político do ministério em um momento de reorganização da base do governo no Congresso.

Atual ministro da Pesca e Aquicultura desde 2023, André de Paula construiu sua trajetória sobretudo no Legislativo, com vários mandatos como deputado federal por Pernambuco. Diferentemente de Fávaro (demitido na sexta-feira, leia aqui), que tem origem direta no agronegócio, o indicado não tem atuação consolidada no setor agrícola. Seu histórico está mais associado à articulação política, negociação de pautas e trânsito entre diferentes bancadas.

Esse perfil é justamente o que pesou na escolha. A indicação é atribuída ao presidente do PSD, Gilberto Kassab, um dos principais articuladores do governo no Congresso. A leitura, em Brasília, é de que a Agricultura passa a cumprir também um papel estratégico na liberação de emendas e na construção de maioria parlamentar, sobretudo em um ano pré-eleitoral.

Para o setor produtivo, a mudança traz um duplo sinal. De um lado, a entrada de um ministro com forte capacidade de articulação pode destravar pautas travadas em Brasília, especialmente aquelas que dependem de negociação política — como crédito rural, seguro agrícola e questões regulatórias. De outro, a ausência de vínculo direto com o campo levanta dúvidas sobre o grau de prioridade que temas técnicos do agro terão na agenda ministerial.

A experiência recente na Pesca e Aquicultura é vista como limitada em termos de conexão com a agricultura em larga escala. Ainda assim, interlocutores do governo avaliam que o novo ministro deve se apoiar na estrutura técnica do ministério e em secretarias estratégicas para conduzir temas específicos do setor.

A saída de Fávaro ocorre em meio ao calendário eleitoral, o atual ministro deve disputar a reeleição ao Senado por Mato Grosso, e reforça o movimento do Palácio do Planalto de redistribuir espaços para consolidar apoio político. A posse de André de Paula está prevista para o fim de março, após formalização no Diário Oficial.

Na prática, o agronegócio passa a conviver com um comando mais político na Agricultura, em um momento sensível para o setor, marcado por custos elevados, dependência de crédito e discussões regulatórias relevantes. O desafio será equilibrar articulação em Brasília com a condução técnica de uma das pastas mais estratégicas para a economia brasileira.

Fonte: Pensar Agro

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Agronegócio

Rural Show projeta novo salto em negócios e reforça avanço do agro

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A cidade de  Ji-Paraná (373 km da capital, Porto Velho), se prepara para a 13ª edição da Rondônia Rural Show Internacional, que será realizada entre 25 e 30 de maio. A expectativa é de ampliar novamente o volume de negócios e consolidar a feira como uma das principais vitrines do agronegócio na região Norte. Na edição de 2025, o evento movimentou cerca de R$ 3,5 bilhões em negócios, com mais de 270 mil visitantes e cerca de 650 expositores, segundo o governo estadual. Para 2026, a projeção do setor é de crescimento, puxado pela maior demanda por tecnologia, crédito e soluções produtivas no campo.

Realizada em um momento de expansão da fronteira agrícola no Norte, a feira tem ganhado peso não apenas regional, mas também nacional, ao reunir produtores, empresas, instituições financeiras e centros de pesquisa em um ambiente voltado à geração de negócios. A expectativa é de que a edição deste ano mantenha o ritmo de crescimento, impulsionada principalmente por investimentos em mecanização, irrigação e genética animal.

O avanço da Rondônia Rural Show acompanha a própria evolução do agronegócio no Estado. Rondônia vem ampliando sua participação na produção nacional, com destaque para a pecuária de corte e leite, além do crescimento da soja e do milho. Esse movimento tem elevado a demanda por tecnologia e assistência técnica, abrindo espaço para eventos que conectam oferta e demanda dentro do setor.

A feira também se consolida como plataforma de acesso a crédito. Instituições financeiras costumam concentrar no evento o lançamento de linhas de financiamento e condições especiais para aquisição de máquinas, equipamentos e insumos. Em um cenário de maior seletividade no crédito rural, esse tipo de ambiente ganha relevância para o produtor que busca viabilizar investimentos.

Outro eixo do evento é a difusão tecnológica. Empresas e instituições apresentam soluções voltadas ao aumento de produtividade e à redução de custos, com foco em sistemas mais eficientes e adaptados às condições da região Norte. A presença de startups e empresas de inovação tem crescido, refletindo a digitalização do campo.

Além da agricultura e da pecuária, a feira abre espaço para cadeias emergentes e produtos de valor agregado, ampliando as oportunidades para pequenos e médios produtores. A diversidade de expositores e a programação técnica reforçam o caráter de capacitação e atualização profissional do evento.

Serviço
Evento: 13ª Rondônia Rural Show Internacional
Data: 25 a 30 de maio de 2026
Local: Rodovia BR-364, km 333 (11 km de Ji-Paraná, sentido Presidente Médici)
Cidade: Ji-Paraná (RO)

Fonte: Pensar Agro

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queiroz

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