União Europeia nega fim de ajuda humanitária à Palestina
O porta-voz do poder Executivo da União Europeia, Eric Mamer, declarou nesta terça-feira (10) que o bloco não suspenderá “nenhum pagamento até que complete a revisão dos programas de assistência para a população palestina”: “Mas ao mesmo tempo, dada a evolução em campo, consideramos necessário reexaminar os programas de ajuda”.
“A linha da Comissão Europeia é a seguinte: ontem [9], o tweet de Oliver Varhelyi [comissário europeu de Ampliação e Política de Vizinhança, que anunciou interrupção imediata de todos os pagamentos aos palestinos] não foi coordenado com o colegiado dos comissários”.
“A UE reavaliará os programas de ajuda e, enquanto isso, nenhum pagamento será suspenso. As ajudas humanitárias estão excluídas da avaliação. Não posso dar um prazo para o empenho do próximo pagamento”, disse o porta-voz.
“A comunicação da Comissão deve ser coerente. Não somos da posição de tirar de alguém a possibilidade de twittar”, disse, questionado sobre se Varhelyi ainda poderia fazer comunicados via Twitter.
Também nesta terça, o alto representante da União Europeia para Política Externa, Josep Borrell, declarou: “Condenamos qualquer ataque aos civis e conclamamos respeito aos princípios universais do direito internacional. Israel certamente tem direito de se defender, mas isso deve ser feito em linha com o direito internacional”.
“Pedimos a liberação dos reféns e que haja acesso a comida, água e remédios. Certamente condenaremos os atos terroristas que criaram tanto sofrimento e não ajudaram os palestinos”, concluiu, em coletiva de imprensa em Mascate, ao fim da reunião da cúpula entre UE e países do Golfo.
Foto da agência russa Sputnik mostra o presidente russo Vladimir Putin e o homólogo chinês Xi Jinping em Astana, em 3 de julho
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, confirmou nesta quinta-feira (12) que receberá seu homólogo chinês, Xi Jinping, em Kazan, no próximo mês de outubro, por ocasião da cúpula dos Brics.
O anúncio foi feito pelo mandatário russo durante encontro com o ministro das Relações Exteriores de Pequin, Wang Yi, em São Petersburgo, segundo a agência Interfax.
De acordo com Putin, as relações entre a China e a Rússia continuam a desenvolver-se “com muito sucesso em todas as direções”, incluindo a “coordenação no cenário internacional”.
Em imagens divulgadas pela mídia russa, Wang destacou que “o presidente Xi está muito feliz em aceitar o convite”.
“Nessa ocasião os dois chefes de Estado terão novas discussões estratégicas”, acrescentou o chanceler, destacando que ambos os líderes “estabeleceram uma confiança mútua sólida e uma amizade profunda”.
O ministro chinês chegou a São Petersburgo para participar da cúpula de altos funcionários e conselheiros de segurança nacional do bloco Brics. Sua visita também foi vista como uma oportunidade para lançar as bases do encontro presencial entre os líderes dos dois países.
A reunião dos Brics está marcada para acontecer entre 22 e 24 de outubro, na cidade russa de Kazan, e será o terceiro encontro presencial de 2024 entre Xi e Putin, poucas semanas antes das eleições presidenciais dos Estados Unidos, em novembro.
Formado inicialmente por Brasil, China, Índia e Rússia em 2009, o bloco foi ampliado com a adesão da África do Sul em 2010 e este ano incluiu vários outros países emergentes, como Egito e Irã. No início de setembro, a Turquia também apresentou um pedido de adesão ao bloco.