A guerra já deixou quase 10 mil palestinos feridos.
Na sexta-feira (13), Israel ordenou que mais de um milhão de palestinos no norte de Gaza deixassem a região e fugissem para o sul antes da invasão israelense no território.
A ordem também foi direcionada aos hospitais da região, onde centenas de pessoas chegam feridas todos os dias em meio ao conflito. As informações são do jornal The New York Times.
De acordo com autoridades responsáveis por hospitais na Cidade de Gaza, não será possível remover pacientes feridos da área. “É absolutamente impossível esvaziar o hospital”, disse Muhammad Abu Salima, diretor do Hospital Al Shifa, ao Times.
“Não há nenhum lugar em Gaza que possa aceitar o número de pacientes de nossa unidade de terapia intensiva, da unidade de terapia intensiva neonatal ou mesmo das salas de cirurgia […] Se alguém não morrer pelo bombardeio, então, morrerá pela falta de atendimento médico”, relatou Abu Salima.
Israel afirma que a retirada de civis do norte de Gaza é uma forma de protegê-los da guerra. Desde segunda-feira, Israel impôs o “cerco completo” a Gaza, deixando os palestinos sem eletricidade, gás, comida, água e combustível no território.
Foto da agência russa Sputnik mostra o presidente russo Vladimir Putin e o homólogo chinês Xi Jinping em Astana, em 3 de julho
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, confirmou nesta quinta-feira (12) que receberá seu homólogo chinês, Xi Jinping, em Kazan, no próximo mês de outubro, por ocasião da cúpula dos Brics.
O anúncio foi feito pelo mandatário russo durante encontro com o ministro das Relações Exteriores de Pequin, Wang Yi, em São Petersburgo, segundo a agência Interfax.
De acordo com Putin, as relações entre a China e a Rússia continuam a desenvolver-se “com muito sucesso em todas as direções”, incluindo a “coordenação no cenário internacional”.
Em imagens divulgadas pela mídia russa, Wang destacou que “o presidente Xi está muito feliz em aceitar o convite”.
“Nessa ocasião os dois chefes de Estado terão novas discussões estratégicas”, acrescentou o chanceler, destacando que ambos os líderes “estabeleceram uma confiança mútua sólida e uma amizade profunda”.
O ministro chinês chegou a São Petersburgo para participar da cúpula de altos funcionários e conselheiros de segurança nacional do bloco Brics. Sua visita também foi vista como uma oportunidade para lançar as bases do encontro presencial entre os líderes dos dois países.
A reunião dos Brics está marcada para acontecer entre 22 e 24 de outubro, na cidade russa de Kazan, e será o terceiro encontro presencial de 2024 entre Xi e Putin, poucas semanas antes das eleições presidenciais dos Estados Unidos, em novembro.
Formado inicialmente por Brasil, China, Índia e Rússia em 2009, o bloco foi ampliado com a adesão da África do Sul em 2010 e este ano incluiu vários outros países emergentes, como Egito e Irã. No início de setembro, a Turquia também apresentou um pedido de adesão ao bloco.