Connect with us

BRASIL

Artigo: por que devemos ter cuidado ao falar de suicídio nas redes sociais?

Publicado

em

Artigo: por que devemos ter cuidado ao falar de suicídio nas redes sociais?
Dr. Antônio Geraldo da Silva

Artigo: por que devemos ter cuidado ao falar de suicídio nas redes sociais?

As redes sociais hoje servem como um espaço para compartilhar momentos da nossa vida, nossas experiências, pensamentos e emoções. Infelizmente, muitas pessoas fazem mau uso dessas plataformas, principalmente quando se trata de temas delicados como compartilhar detalhes sobre tentativas de suicídio e métodos usados. Embora possa parecer uma forma de buscar apoio e compreensão de terceiros, esse tipo de relato pode ser perigoso, principalmente para aqueles que estão vulneráveis.

Um dos principais perigos é o potencial efeito de contágio ou “efeito Werther”, usado na literatura médica em alusão ao romance “Os Sofrimentos do Jovem Werther” do escritor alemão Goethe, que conta a história de um jovem que tirou a própria vida após vivenciar uma paixão não correspondida. A época, centenas de jovens cometeram suicídio, alguns deles estavam usando roupas parecidas com o personagem principal, utilizaram o mesmo método que ele ou foi encontrado o livro no local da morte.

Quando uma pessoa compartilha detalhes de uma tentativa de suicídio, dos métodos que usou ou planeja usar para milhares de pessoas, isso pode ser entendido como uma validação ou até mesmo uma sugestão para outros que estão passando por momentos difíceis. É como se estivessem enviando uma mensagem de que o suicídio é uma opção viável e até mesmo aceitável. Principalmente quando é uma pessoa influente e famosa, pois pode acontecer a identificação com o seu ídolo.

O compartilhamento de métodos específicos pode fornecer às pessoas que estão pensando em cometer suicídio informações detalhadas e acessíveis sobre como fazê-lo. Isso pode aumentar o risco de uma pessoa seguir adiante com seus planos, especialmente se estiver em um estado emocional frágil e vulnerável.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que mais de 1 milhão de pessoas cometem suicídio a cada ano em todo o mundo. No Brasil, já passamos de 15 mil casos notificados anualmente, com uma tendência preocupante de crescimento entre os jovens. Esses números apesar de alarmantes podem não ser reais, pois há muita subnotificação em mortes suspeitas, e também não refletem totalmente o impacto devastador que o suicídio tem sobre as famílias e pessoas próximas. São muitas as pessoas afetadas direta e indiretamente.

O compartilhamento de tentativas de suicídio nas redes sociais não é apenas prejudicial para aqueles que estão passando por dificuldades, mas também para aqueles que estão em suas redes de apoio. Amigos e familiares podem se sentir impotentes, culpados ou sobrecarregados ao serem expostos a essas informações. Pessoas que também já passaram por essas situações também podem ser afetadas ao lerem os relatos.

O suicídio é uma questão de saúde pública e que pode ser prevenida. Mas isso exigirá um compromisso sério de todos os setores da sociedade. Para prevenir o suicídio, precisamos investir em campanhas de promoção da saúde mental e prevenção de doenças. Isso inclui não apenas a conscientização sobre os transtornos mentais, mas também o tratamento adequado e a garantia de acesso a medicamentos essenciais por meio do sistema público de saúde e farmácias populares.

O comportamento suicida é uma complicação das doenças mentais. A existência de transtornos mentais é considerada um fator de risco significativo para o suicídio. Praticamente 100% das pessoas que tentam ou cometem suicídio têm algum possui algum quadro psiquiátrico, diagnosticada ou não. Infelizmente, muitas delas não têm acesso ao tratamento adequado.

Além disso, é fundamental combater o estigma associado às doenças mentais. O estigma pode impedir que as pessoas busquem ajuda quando mais precisam e não recebam o tratamento adequado.

Outra medida que seria de grande ajuda seria a implementção de políticas mais rigorosas para lidar com conteúdo relacionado ao suicídio nas redes sociais. Incluindo a remoção rápida de postagens que glorificam o suicídio ou induzem pessoas a isso, bem como oferecer informações confiáveis sobre como buscar ajuda médica para tratar os transtornos mentais para aqueles que estão mais vulneráveis.

Promover campanhas visando a conscientização sobre saúde mental e o estigma que cerca as doenças mentais é fundamental. Muitas pessoas que poderiam se beneficiar do tratamento não o procuram devido ao medo do julgamento social ou à falta de entendimento sobre as doenças mentais.

É importante lembrar que o suicídio não é uma saída e que há esperança e ajuda disponíveis. Se você ou alguém que você conhece está lutando com pensamentos suicidas, não hesite em buscar ajuda médica e serviços de saúde. Procure um psiquiatra. Fale para qualquer pessoa sobre seus pensamentos e peça ajuda. Tudo tem que ser resolvido de imediato. Você não está sozinho e há pessoas dispostas a ajudá-lo.

The post Artigo: por que devemos ter cuidado ao falar de suicídio nas redes sociais? first appeared on GPS Brasília – Portal de Notícias do DF .

Fonte: Nacional

Continue Lendo

BRASIL

Rui Denardin: O que esperar do mercado automotivo em 2025?

Publicado

em

Por

Por Rui Denardin – Grupo Mônaco: À medida que nos aproximamos do final do ano é natural começarmos a refletir sobre as projeções para 2025. No mercado automotivo não seria diferente. Grandes expectativas já surgem, especialmente diante dos resultados positivos de 2024, marcados pelo aumento das vendas e pela recuperação total do setor no cenário pós-pandemia.

Analisando os fatores que impactam esse mercado, 2025 promete ser um ano dinâmico, repleto de avanços tecnológicos e alinhado às novas demandas do consumidor. Conforme nos preparamos para esse futuro promissor, algumas tendências-chave já estão moldando o setor, e, como um player estratégico, precisamos estar atentos para liderar e inovar.

E uma dessas principais tendências que seguirá em alta é a busca por veículos sustentáveis. A eletrificação continuará sendo o principal motor de mudança, com uma previsão de aumento significativo na participação dos veículos elétricos, não apenas no Brasil, mas em mercados globais.

Isso ocorre devido à redução nos custos de produção de baterias e ao avanço da infraestrutura de carregamento. No Brasil, o crescimento do segmento tem sido impulsionado por incentivos fiscais e subsídios que tornam as soluções híbridas e elétricas mais acessíveis ao consumidor.

Além disso, a busca por sustentabilidade permeia todos os aspectos da vida moderna, inclusive a mobilidade urbana. A produção de veículos elétricos tornou-se mais limpa, com o uso de materiais recicláveis, consolidando a responsabilidade ambiental como um diferencial competitivo.

Apesar das transformações tecnológicas, uma coisa não mudará em 2025: o foco na experiência do cliente. As empresas que conseguem oferecer atendimento excepcional, simplificar processos e garantir um suporte eficiente sairão na frente, conquistando a fidelidade de seus consumidores.

No Grupo Mônaco, valorizamos essa conexão desde a nossa fundação, na década de 1970. Meu pai, Armindo Denardin, ao inaugurar nossa primeira concessionária em Altamira, no Pará, chamava seu empreendimento de “Casa de Amigos”. Esse espírito de proximidade e atenção personalizada, seja para fechar um negócio ou apenas para receber bem quem nos procura, é um legado que mantemos até hoje.

O futuro do mercado automotivo não é apenas sobre tecnologia; é sobre como utilizamos essa tecnologia para melhorar vidas e gerar um impacto positivo no planeta. No Grupo Mônaco, estamos comprometidos em liderar essa transformação, com inovação, excelência e uma visão estratégica que priorize nossos clientes, colaboradores e parceiros.

2025 será um ano para acelerar. Estou confiante de que estamos prontos para essa jornada, que promete grandes conquistas e novas possibilidades para montadoras, concessionárias e, principalmente, para nossos clientes. Que venha o novo!

Rui Denardin é CEO do Grupo Mônaco

Fonte: Auto

Continue Lendo
queiroz

Publicidade

Câmara de Vereadores de Porto Esperidião elege Mesa Diretora