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POLÍTICA

Assembleia Legislativa realiza projeto piloto no Distrito Industrial

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), por meio do Espaço Cidadania, realizou hoje (2) um projeto piloto para emissão de Carteira de Identidade Nacional (CIN), no Distrito Industrial de Cuiabá. O evento é uma parceria entre o Poder Legislativo, Associação das Empresas do Distrito Industrial de Cuiabá (AEDIC) e a Politec (Perícia Oficial e Identificação Técnica de Mato Grosso) e aconteceu na empresa de Transformadores Elétricos (Trael), sendo a primeira a fazer esse tipo de serviço. Atualmente, a AEDIC conta com 101.137 empresas no quadro ativo de Cuiabá.

Para a presidente em exercício da Assembleia Legislativa, deputada Janaína Riva (MDB), a parceria com a AEDIC vai facilitar bastante a vida dos trabalhadores do Distrito. “Trata-se de uma iniciativa que facilita a vida da empresa e dos trabalhadores. Queremos sim, expandir esse trabalho no Distrito Industrial pensando mais nas pessoas que não tem tempo necessário para resolver esses problemas, e isso vai facilitar a sua vida”, falou a presidente.

“É muito bom ter uma empresa que tem a preocupação social em cidadania. A Assembleia Legislativa junto com a Politec (Perícia Oficial e Identificação Técnica de Mato Grosso) fez o convite e a TRAEL aceitou. Hoje aqui, todos os trabalhadores terão condições de regularizar suas documentações pessoais”, lembra a parlamentar.

Conforme Janaina Riva, a emissão do novo documento segue padrões internacionais e possui o código MRZ, o mesmo do passaporte, que permite a entrada em países do Mercosul com maior facilidade. Para os demais países, ainda é necessária a apresentação do passaporte.

“Temos agora um novo modelo de identidade com padrão igual de todos os Estados brasileiros. Nada mais justo do que começar na TRAEL com a colaboração do Espaço Cidadania”, comentou ela.

O diretor presidente da TRAEL, Marinaldo Ferreira dos Santos entende que é um momento muito especial para a empresa e todos os colaboradores, principalmente na semana dos trabalhadores. “É um trabalho de cidadania em parceria com a e Assembleia, TRAEL, AEDIC e Politec. Depois de uma jornada, os trabalhadores não tem tempo para buscar resolver problemas com documentações. Estou muito contente com essa iniciativa que vem atender a necessidade do colaborador”, destaca.

Segundo a coordenadora do Espaço Cidadania, Rosinéia de Jesus, a primeira via em papel moeda será gratuita para todos e terá versão digital pela plataforma gov.br. “A taxa será aplicada apenas para modelo de cartões de policarbonato ao custo de R$ 99,53 para emissão”, explica ela. As carteiras de identidade expedidas de acordo com os padrões anteriores permanecerão válidas pelo prazo de dez anos, até 29 de fevereiro de 2032.

Para ter acesso ao novo documento, é preciso ter o CPF regularizado na Receita Federal, além dos documentos originais, o RG antigo, certidões (nascimento, casamento e averbação de divórcio) e Boletins de Ocorrência em caso de perda ou extravio. Para inclusão de grupo sanguíneo é preciso ter exame comprobatório.

O coordenador de identificação da Politec, Carlos Eduardo José da Silva destacou que a ideia surgiu depois que o órgão recebeu uma demanda muito grande do gabinete da deputada Janaina Riva referente aos trabalhadores do Distrito Industrial e, por isso, resolveu fazer o mutirão.

“Após uma reunião com representantes da AEDIC, tomamos a iniciativa de realizar esse trabalho de cidadania para essas pessoas que não tem tempo de correr atrás de regularizar suas documentações. Esse é o primeiro projeto, e depois do resultado, pretendemos dar prosseguimento para outras etapas”, disse o coordenador.  

O prazo de validade do novo documento depende da idade do titular: cinco anos para crianças de até 11 anos e dez anos para quem tem idade entre 12 e 59 anos. Pessoas com mais de 60 anos não precisarão trocar o documento.

Novo documento CIN – Em 2022, o Brasil iniciou a emissão do novo documento unificado que usará o número do CPF como identificação única dos cidadãos. A implantação foi gradativa e as unidades para mudança definitiva na emissão, conforme estabelece o Decreto nº 10.977/2022.

Ele é considerado mais seguro porque permite a validação eletrônica de sua autenticidade por QR Code, Traz ainda informações do indivíduo, impressão digital e a opção pela doação de órgãos.
 

Fonte: ALMT – MT

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POLÍTICA

TJMT suspende desocupação em condomínios após pedido da ALMT

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Em resposta ao pedido encaminhado pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) nesta sexta-feira (17), a Corregedoria-Geral da Justiça do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) decidiu suspender a medida de desocupação e determinou o encaminhamento do processo à Comissão Regional de Soluções Fundiárias para análise técnica do caso envolvendo famílias que residem nos condomínios Villas das Minas e Villas das Lavras do Sutil I e II, em Cuiabá. A decisão do Judiciário ocorreu após solicitação formal da Assembleia, diante da preocupação com os impactos sociais da medida.

A decisão considera que o caso apresenta potencial impacto social relevante, especialmente diante da possibilidade de cumprimento de medida de imissão na posse envolvendo famílias em situação de vulnerabilidade, e reforça a necessidade de adoção de etapas preparatórias antes de qualquer decisão de desocupação coletiva.

“Recebemos uma decisão muito importante da Corregedoria do Tribunal de Justiça, que representa uma vitória significativa para as famílias dos condomínios Minas e Lavras do Sutil. Ainda não vencemos a guerra, mas conquistamos uma batalha importante, que traz tranquilidade aos moradores que estavam vivendo momentos de angústia. Quero agradecer à Procuradoria da Assembleia e ao Poder Judiciário pela sensibilidade em olhar para essa situação. Esse resultado é fruto de um trabalho conjunto. Agora, vamos continuar dialogando e trabalhando para construir uma solução justa e definitiva para essas famílias. Contem com a Assembleia Legislativa, porque estaremos ao lado de vocês”, comemorou o deputado estadual Max Russi (Podemos), presidente da Assembleia Legislativa.

O procurador da Assembleia Legislativa, Ricardo Riva, explicou que a decisão da Corregedoria do Tribunal de Justiça foi resultado direto do pedido formal apresentado pela Casa, que apontou a necessidade de cumprimento de etapas legais e sociais antes da execução da medida de desocupação.

Segundo ele, a Assembleia solicitou a suspensão da imissão na posse justamente para garantir que o processo observe as exigências previstas na legislação e nas normas que tratam de conflitos fundiários coletivos.

“A Assembleia oficiou a Corregedoria do Tribunal pedindo a suspensão do cumprimento da imissão na posse, ou seja, da retirada das famílias dos apartamentos, porque existem etapas legais e sociais que precisam ser cumpridas antes de qualquer desocupação coletiva. A decisão da Corregedoria foi tomada a partir dessa solicitação e determinou o encaminhamento do processo à Comissão Regional de Soluções Fundiárias para análise técnica do caso”, explicou o procurador.

Ricardo Riva destacou ainda que a medida busca assegurar que qualquer decisão judicial seja precedida de avaliação técnica e de diálogo institucional, garantindo segurança jurídica e proteção às famílias envolvidas.

O pedido da ALMT – No documento encaminhado ao Judiciário, o presidente Max Russi alerta que o cumprimento da ordem de imissão na posse, decorrente de um processo de falência iniciado em 2003, pode resultar na retirada imediata de moradores de suas residências sem que haja medidas adequadas de acolhimento social às famílias afetadas. O ofício destaca que a execução da decisão, da forma como está prevista, pode gerar consequências sociais graves, especialmente para pessoas em situação de vulnerabilidade.

A Assembleia também argumenta que a condução do processo deve observar normas e diretrizes que tratam da proteção de direitos humanos e da mediação de conflitos. Entre os dispositivos citados estão o Provimento nº 23/2023 do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, a Resolução nº 510 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e orientações do Supremo Tribunal Federal (STF), que estabelecem que desocupações coletivas precisam ser precedidas de diálogo entre as partes e da definição de estratégias de atendimento às famílias atingidas.

De acordo com o documento, essas normas determinam que, antes da execução de despejos coletivos, sejam realizadas reuniões preparatórias e elaborados planos de ação que considerem a situação social dos moradores, garantindo alternativas de acolhimento e encaminhamento a programas habitacionais ou de assistência social, sempre que necessário.

Visita aos condomínios – Na noite de quinta-feira (16), Russi esteve pessoalmente nos residenciais para ouvir os moradores e acompanhar de perto a situação. Durante a visita, o parlamentar conversou com os condôminos e manifestou preocupação com a possibilidade de retirada imediata das pessoas de suas casas, destacando o clima de insegurança e aflição vivido pelos moradores. A presença do deputado no local ocorreu após relatos de que centenas de famílias temem perder suas moradias em razão de decisão judicial.

Fonte: ALMT – MT

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