Solidariedade, dedicação e trabalho resultaram em uma arrecadação de R$ 125.931,00, durante a 25ª edição do Bazar Solidário da Assembleia Social, realizado no dia 4 de outubro, no Teatro do Cerrado Zulmira Canavarros. Os recursos foram diretamente divididos entre as instituições filantrópicas Obra Social Anjo Gabriel, Associação Pestalozzi de Cuiabá e Obras Sociais Seara de Luz, e, nesta terça-feira (07), foi realizada a singela cerimônia de entrega dos cheques simbólicos, no Salão Negro da Assembleia Legislativa de Mato Grosso.
O Bazar Solidário é realizado pela Superintendência de Integração, Cidadania e Cultura da ALMT (Assembleia Social), sempre acompanhada pela primeira-dama da Casa de Leis, Sônia Meira Botelho, que, nesta edição, dedicou-se completamente à iniciativa. “Quero agradecer a todos que se uniram a nós, que abraçaram essa causa. Eu estou muito feliz, muito realizada com essa ação tão linda, resultado de muito suor, amor, carinho e dedicação”, discursou a anfitriã.
A superintendente da Assembleia Social, Daniella Paula Oliveira, inclusive, reconheceu na atuação de dona Sônia o grande motivo do recorde desta edição, que mais que dobrou a arrecadação do recorde anterior. “Ela trabalhou incansavelmente dias e dias e chegamos a essa superação, porque uma galera abraçou essa causa, por conta da motivação e do coração dela”.
Cada uma das instituições contempladas recebeu, ao final do bazar, em outubro, R$ 41.977,00, em repasse direto. A entrega dos cheques é uma cerimônia simbólica de fim de ciclo.
As Obras Sociais Seara de Luz atendem 80 crianças e o recurso será direcionado às demandas delas. Elione Fátima de Almeida Santos, presidente da instituição disse estar comovida com todo o ciclo do Bazar Solidário. “Eu quero agradecer imensamente em nome de nossas crianças. E elas estavam em um refeitório muito pequeno. Com esse recurso, vamos ampliar e será parte refeitório, parte espaço recreativo”, comemora.
Quem recebeu o cheque simbólico da Obra Social Anjo Gabriel foi o presidente da instituição Sílvio Marinho Nascimento, que de início já comentou que “Papai do Céu nos guiou a almas caridosas” e complementou: “Esse trabalho levou muita qualidade de vida para o Pedra 90”. Os recursos recebidos serão utilizados para algumas reformas do espaço e manutenção das atividades oferecidas.
A Associação Pestalozzi de Cuiabá também se mantém essencialmente por meio de doações. Apesar de receber recursos de algumas parcerias públicas, a maior parte das despesas dependem de pessoas solidárias. A presidente da instituição, Inaê Tereza Vilela, contou que o recurso chegou quando mais precisavam, chamando de “providência divina”. “Esse dinheiro vem principalmente para a gente dar o melhor atendimento para o deficiente. […] A gente vai comprar materiais pedagógicos adaptados, manutenção predial e aquisição de material esportivo”. O espaço educacional atende a quase 200 pessoas com deficiência.
Destacando o grande ciclo de solidariedade e dedicação para a realização de um bazar desse porte, que arrecadou mais de R$ 100 mil em quatro horas de vendas, a superintendente da Assembleia Social, Dani Paula, destacou o trabalho cotidiano das instituições filantrópicas, que atendem com generosidade a quem mais precisa. “Todo esse amor empenhado ainda é pouco perto do amor de vocês”, enalteceu.
O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Eduardo Botelho, utilizou da fala para agradecer a todos os envolvidos, especialmente os que doaram para que fosse alcançado o grande número de peças novas e usadas vendido. “Este trabalho feito aqui é muito gratificante pela participação de todos, até as camisas de Wilson [Santos]”, brincou. “São ações como essas que nos enchem de orgulho e disposição para continuar o trabalho. [Estou] só gratidão e eu tenho certeza que vamos fazer muito mais”, concluiu.
Participaram da cerimônia, ainda, os deputados estaduais Wilson Santos e Paulo Araújo e Thaísa Araújo, esposa de Paulo Araújo, que muito atuou nas arrecadações.
Em resposta ao pedido encaminhado pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) nesta sexta-feira (17), a Corregedoria-Geral da Justiça do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) decidiu suspender a medida de desocupação e determinou o encaminhamento do processo à Comissão Regional de Soluções Fundiárias para análise técnica do caso envolvendo famílias que residem nos condomínios Villas das Minas e Villas das Lavras do Sutil I e II, em Cuiabá. A decisão do Judiciário ocorreu após solicitação formal da Assembleia, diante da preocupação com os impactos sociais da medida.
A decisão considera que o caso apresenta potencial impacto social relevante, especialmente diante da possibilidade de cumprimento de medida de imissão na posse envolvendo famílias em situação de vulnerabilidade, e reforça a necessidade de adoção de etapas preparatórias antes de qualquer decisão de desocupação coletiva.
“Recebemos uma decisão muito importante da Corregedoria do Tribunal de Justiça, que representa uma vitória significativa para as famílias dos condomínios Minas e Lavras do Sutil. Ainda não vencemos a guerra, mas conquistamos uma batalha importante, que traz tranquilidade aos moradores que estavam vivendo momentos de angústia. Quero agradecer à Procuradoria da Assembleia e ao Poder Judiciário pela sensibilidade em olhar para essa situação. Esse resultado é fruto de um trabalho conjunto. Agora, vamos continuar dialogando e trabalhando para construir uma solução justa e definitiva para essas famílias. Contem com a Assembleia Legislativa, porque estaremos ao lado de vocês”, comemorou o deputado estadual Max Russi (Podemos), presidente da Assembleia Legislativa.
O procurador da Assembleia Legislativa, Ricardo Riva, explicou que a decisão da Corregedoria do Tribunal de Justiça foi resultado direto do pedido formal apresentado pela Casa, que apontou a necessidade de cumprimento de etapas legais e sociais antes da execução da medida de desocupação.
Segundo ele, a Assembleia solicitou a suspensão da imissão na posse justamente para garantir que o processo observe as exigências previstas na legislação e nas normas que tratam de conflitos fundiários coletivos.
“A Assembleia oficiou a Corregedoria do Tribunal pedindo a suspensão do cumprimento da imissão na posse, ou seja, da retirada das famílias dos apartamentos, porque existem etapas legais e sociais que precisam ser cumpridas antes de qualquer desocupação coletiva. A decisão da Corregedoria foi tomada a partir dessa solicitação e determinou o encaminhamento do processo à Comissão Regional de Soluções Fundiárias para análise técnica do caso”, explicou o procurador.
Ricardo Riva destacou ainda que a medida busca assegurar que qualquer decisão judicial seja precedida de avaliação técnica e de diálogo institucional, garantindo segurança jurídica e proteção às famílias envolvidas.
O pedido da ALMT – No documento encaminhado ao Judiciário, o presidente Max Russi alerta que o cumprimento da ordem de imissão na posse, decorrente de um processo de falência iniciado em 2003, pode resultar na retirada imediata de moradores de suas residências sem que haja medidas adequadas de acolhimento social às famílias afetadas. O ofício destaca que a execução da decisão, da forma como está prevista, pode gerar consequências sociais graves, especialmente para pessoas em situação de vulnerabilidade.
A Assembleia também argumenta que a condução do processo deve observar normas e diretrizes que tratam da proteção de direitos humanos e da mediação de conflitos. Entre os dispositivos citados estão o Provimento nº 23/2023 do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, a Resolução nº 510 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e orientações do Supremo Tribunal Federal (STF), que estabelecem que desocupações coletivas precisam ser precedidas de diálogo entre as partes e da definição de estratégias de atendimento às famílias atingidas.
De acordo com o documento, essas normas determinam que, antes da execução de despejos coletivos, sejam realizadas reuniões preparatórias e elaborados planos de ação que considerem a situação social dos moradores, garantindo alternativas de acolhimento e encaminhamento a programas habitacionais ou de assistência social, sempre que necessário.
Visita aos condomínios – Na noite de quinta-feira (16), Russi esteve pessoalmente nos residenciais para ouvir os moradores e acompanhar de perto a situação. Durante a visita, o parlamentar conversou com os condôminos e manifestou preocupação com a possibilidade de retirada imediata das pessoas de suas casas, destacando o clima de insegurança e aflição vivido pelos moradores. A presença do deputado no local ocorreu após relatos de que centenas de famílias temem perder suas moradias em razão de decisão judicial.