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BRASIL

Ativista vem ao Brasil falar sobre direitos ambientais das crianças

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Foi assistindo às notícias sobre o desmatamento e as queimadas na Amazônia, em 2019, que o jovem colombiano Francisco Vera decidiu ingressar no ativismo ambiental. “As notícias foram muito impactantes para mim e me fizeram refletir e tomar atitudes”. Uma dessas atitudes foi formar o movimento Guardiões pela Vida, que hoje reúne cerca de 700 crianças e jovens de todo o mundo para defender pautas ligadas aos direitos humanos e ao meio ambiente. 

Atualmente com 14 anos, Francisco veio ao Brasil para conhecer a Amazônia e também para conversar com autoridades políticas e governamentais sobre o tema. “A Amazônia é fundamental não só para o Brasil, mas para todo o mundo. É o pulmão do mundo, e sua situação é chave para o nosso futuro”, disse Francisco em entrevista exclusiva à Agência Brasil. 

Ele entregou à ministra do Meio Ambiente e da Mudança do Clima, Marina Silva, a “Declaração da Ecoesperança”, documento que reúne demandas de crianças e jovens relacionadas ao meio ambiente, como educação ambiental e climática, políticas reais de adaptação às alterações climáticas nos territórios e maiores espaços de representação e participação em espaços reais de tomada de decisão. 

“As crianças e os jovens têm uma força muito grande, porque são os fiéis depositários dos bens naturais que os nossos países possuem. Nós, como autoridades, temos a obrigação de entregar um mundo igual ou melhor do que aquele que encontramos. Então, o ativismo, o empenho deles, além de ser uma força política importante, cria um constrangimento ético para aqueles que, podendo mais e tendo mais meios para agir, não estejam fazendo a sua parte”, disse a ministra à Agência Brasil, após a visita de Francisco. 

Ela lembrou com emoção o início de seu envolvimento com questões políticas e ambientais, quando tinha 17 anos, ao lado do líder seringueiro Chico Mendes. Francisco também entregou à ministra um livro infantil de sua autoria, que explica de maneira didática como é o processo de mudanças climáticas. 

Em 2024, o governo deverá retomar a realização da Conferência Nacional Infantojuvenil pelo Meio Ambiente, iniciada em 2003. Segundo a ministra, o evento voltado ao fortalecimento da cidadania ambiental nas escolas e comunidade foi uma sugestão de suas filhas, quando ainda eram crianças “Nós íamos fazer a Conferência do Meio Ambiente dos adultos, e eu estava em casa lendo o material. Elas chegaram e perguntaram: ‘vai ter uma para criança?’ Eu fiquei com aquilo na cabeça e pedi para fazer uma versão para as crianças”, contou Marina. 

Ela lembrou que o desmatamento na Amazônia já registrou redução de 66% em julho.“Ainda temos muito trabalho. O presidente Lula está comprometido com o desmatamento zero na Amazônia até 2030”. 

Representantes do Instituto Alana, organização da sociedade civil que atua pelos direitos das crianças, também participaram da reunião com a ministra. “Esperamos que haja uma resposta do Brasil para políticas integradas na questão climática que olhem para os direitos das crianças. Como podemos escutá-las e ter a participação delas de maneira mais ativa”, explica o gerente de clima e meio ambiente do Alana, JP Amaral. 

Futuro 

Para o futuro, Francisco ainda não definiu se investe na carreira política ou se dedica à ciência. “Me interessa muito ser cientista, ou algo assim”. 

A mãe do jovem, Ana Maria Manzanares, garante que o filho é muito dedicado aos estudos e tira notas boas, mesmo com tantas viagens em defesa de suas ideias. “É um grande desafio, mas me sinto muito feliz, é uma grande honra”, diz a mãe. Os dois estão no Brasil há uma semana e já passaram por Manaus, Rio de Janeiro e São Paulo para participar de outros eventos. 

Nascido na Colômbia, o jovem se mudou com a família há dois anos para Barcelona, na Espanha, por questões de segurança. “O fato de falar sobre o meio ambiente desencadeou uma série de ameaças que colocavam em risco a minha segurança e a da minha família. Mas agora estou seguro”, diz Francisco.

Recentemente, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) nomeou Francisco Vera como o primeiro jovem defensor do meio ambiente e da ação climática para a América Latina e o Caribe.

Fonte: EBC GERAL

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Rui Denardin: O que esperar do mercado automotivo em 2025?

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Por Rui Denardin – Grupo Mônaco: À medida que nos aproximamos do final do ano é natural começarmos a refletir sobre as projeções para 2025. No mercado automotivo não seria diferente. Grandes expectativas já surgem, especialmente diante dos resultados positivos de 2024, marcados pelo aumento das vendas e pela recuperação total do setor no cenário pós-pandemia.

Analisando os fatores que impactam esse mercado, 2025 promete ser um ano dinâmico, repleto de avanços tecnológicos e alinhado às novas demandas do consumidor. Conforme nos preparamos para esse futuro promissor, algumas tendências-chave já estão moldando o setor, e, como um player estratégico, precisamos estar atentos para liderar e inovar.

E uma dessas principais tendências que seguirá em alta é a busca por veículos sustentáveis. A eletrificação continuará sendo o principal motor de mudança, com uma previsão de aumento significativo na participação dos veículos elétricos, não apenas no Brasil, mas em mercados globais.

Isso ocorre devido à redução nos custos de produção de baterias e ao avanço da infraestrutura de carregamento. No Brasil, o crescimento do segmento tem sido impulsionado por incentivos fiscais e subsídios que tornam as soluções híbridas e elétricas mais acessíveis ao consumidor.

Além disso, a busca por sustentabilidade permeia todos os aspectos da vida moderna, inclusive a mobilidade urbana. A produção de veículos elétricos tornou-se mais limpa, com o uso de materiais recicláveis, consolidando a responsabilidade ambiental como um diferencial competitivo.

Apesar das transformações tecnológicas, uma coisa não mudará em 2025: o foco na experiência do cliente. As empresas que conseguem oferecer atendimento excepcional, simplificar processos e garantir um suporte eficiente sairão na frente, conquistando a fidelidade de seus consumidores.

No Grupo Mônaco, valorizamos essa conexão desde a nossa fundação, na década de 1970. Meu pai, Armindo Denardin, ao inaugurar nossa primeira concessionária em Altamira, no Pará, chamava seu empreendimento de “Casa de Amigos”. Esse espírito de proximidade e atenção personalizada, seja para fechar um negócio ou apenas para receber bem quem nos procura, é um legado que mantemos até hoje.

O futuro do mercado automotivo não é apenas sobre tecnologia; é sobre como utilizamos essa tecnologia para melhorar vidas e gerar um impacto positivo no planeta. No Grupo Mônaco, estamos comprometidos em liderar essa transformação, com inovação, excelência e uma visão estratégica que priorize nossos clientes, colaboradores e parceiros.

2025 será um ano para acelerar. Estou confiante de que estamos prontos para essa jornada, que promete grandes conquistas e novas possibilidades para montadoras, concessionárias e, principalmente, para nossos clientes. Que venha o novo!

Rui Denardin é CEO do Grupo Mônaco

Fonte: Auto

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queiroz

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