Após pouco mais de um mês de férias, o papa Francisco retomou nesta quarta-feira (7) suas audiências gerais no Vaticano. Desta vez, sua fala foi interrompida por um protesto de ativistas de direitos dos animais.
“A tourada é pecado”, dizia um cartaz levantado pelas duas mulheres, que também gritavam. Elas foram retiradas da sala pelos seguranças. Veja o vídeo:
Two activists from animal rights group PETA interrupted Pope Francis’ general audience on Wednesday (7 August), protesting against bullfighting.
PETA has been pleading with the Pope to cut Catholic Church’s ties with bullfighting and condemn the “despicable blood sport.” pic.twitter.com/KavrtVnSjh
A ONG Peta reivindicou a autoria do protesto. “Todos os anos, dezenas de milhares de touros são atormentados e abatidos em festivais de touradas ao redor do mundo, muitos dos quais são realizados em homenagem a santos católicos”, cobrou a organização.
Francisco não se pronunciou sobre a manifestação após as ativistas serem levadas pelos seguranças.
Apelo contra as guerras
Em sua fala, Francisco renovou o apelo por paz no Oriente Médio, na Ucrânia e em outros países em guerra.
A tradicional catequese de meio de semana com os fiéis foi realizada na Sala Paulo VI, e o Pontífice aproveitou para reiterar que “acompanha com grande preocupação” a evolução do conflito entre Israel e Hamas na Faixa de Gaza, que ameaça se disseminar pela região.
“Reforço meu apelo a todas as partes envolvidas para que o conflito não se expanda e por um cessar-fogo imediato em todas as frentes, a começar por Gaza, onde a situação humanitária é gravíssima e insustentável”, declarou o Papa.
Francisco também pediu orações dos fiéis “pela martirizada Ucrânia, por Myanmar e pelo Sudão”. “Que essas populações que tanto sofrem com a guerra possam reencontrar em breve a tão desejada paz”, acrescentou.
Além disso, o líder católico cobrou esforços para “eliminar as discriminações étnicas em regiões do Paquistão e do Afeganistão, especialmente contra as mulheres”.
Foto da agência russa Sputnik mostra o presidente russo Vladimir Putin e o homólogo chinês Xi Jinping em Astana, em 3 de julho
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, confirmou nesta quinta-feira (12) que receberá seu homólogo chinês, Xi Jinping, em Kazan, no próximo mês de outubro, por ocasião da cúpula dos Brics.
O anúncio foi feito pelo mandatário russo durante encontro com o ministro das Relações Exteriores de Pequin, Wang Yi, em São Petersburgo, segundo a agência Interfax.
De acordo com Putin, as relações entre a China e a Rússia continuam a desenvolver-se “com muito sucesso em todas as direções”, incluindo a “coordenação no cenário internacional”.
Em imagens divulgadas pela mídia russa, Wang destacou que “o presidente Xi está muito feliz em aceitar o convite”.
“Nessa ocasião os dois chefes de Estado terão novas discussões estratégicas”, acrescentou o chanceler, destacando que ambos os líderes “estabeleceram uma confiança mútua sólida e uma amizade profunda”.
O ministro chinês chegou a São Petersburgo para participar da cúpula de altos funcionários e conselheiros de segurança nacional do bloco Brics. Sua visita também foi vista como uma oportunidade para lançar as bases do encontro presencial entre os líderes dos dois países.
A reunião dos Brics está marcada para acontecer entre 22 e 24 de outubro, na cidade russa de Kazan, e será o terceiro encontro presencial de 2024 entre Xi e Putin, poucas semanas antes das eleições presidenciais dos Estados Unidos, em novembro.
Formado inicialmente por Brasil, China, Índia e Rússia em 2009, o bloco foi ampliado com a adesão da África do Sul em 2010 e este ano incluiu vários outros países emergentes, como Egito e Irã. No início de setembro, a Turquia também apresentou um pedido de adesão ao bloco.