A Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (ALMT) realizou, na noite desta sexta-feira (27), audiência pública no Distrito de Nova Poxoréu, em Poxoréu (250 quilômetros de Cuiabá), para discutir a criação de uma escola estadual e melhorias no transporte escolar da região. O debate reuniu moradores e autoridades para tratar das deficiências estruturais da escola atual e das medidas necessárias para viabilizar a construção de uma nova unidade estadual.
O deputado estadual Elizeu Nascimento (Novo), autor do requerimento, afirmou que o objetivo foi ouvir a população, esclarecer a situação do projeto e buscar encaminhamentos junto ao Executivo estadual e municipal. “Estamos aqui para garantir transparência e encontrar soluções. A população precisa de uma escola estruturada e de transporte seguro”, declarou.
Durante o debate, ficou evidenciado que o principal entrave para o início da obra é documental. A coordenadora de infraestrutura da Diretoria Regional de Educação de Primavera do Leste, Talita Zanon, explicou que o terreno destinado à nova unidade já possui liberação do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), com termo de posse concedido ao município. No entanto, é necessária a formalização da cessão de uso ao Estado para viabilizar a construção.
“O governo não constrói em terreno que não esteja legalmente disponível. Falta o termo de cessão para que possamos avançar”, afirmou. Segundo ela, o projeto arquitetônico está aprovado e prevê 16 salas de aula e quadra poliesportiva. Após a cessão, o município ainda deverá cumprir as exigências técnicas e legais para formalização do convênio e liberação dos recursos. “O Estado entra com o recurso, mas o município precisa estar com a documentação regular. O prazo pode variar de três a seis meses, conforme a tramitação”.
Foto: Ronaldo Mazza
O vereador por Primavera do Leste, Sargento Lucas Telles (PRD), afirmou que levou a demanda ao deputado após ser procurado por mães preocupadas com as condições da unidade onde funcionam turmas municipais e estaduais. Segundo ele, a escola apresenta problemas estruturais, como banheiros sem divisão adequada, salas sem portas e ar-condicionado sem funcionamento, o que reforça a necessidade de construção de uma nova unidade para atender a comunidade com mais qualidade.
O prefeito de Poxoréu, Luciano Sol (Republicanos), destacou que a audiência pública reforça a transparência do processo. Ele afirmou que o terreno destinado à nova escola foi recebido na gestão anterior e já está regularizado junto ao Incra, restando apenas a formalização da cessão ao Estado para viabilizar a obra. Segundo ele, o município está comprometido com a conclusão dos trâmites necessários para que a construção seja iniciada. “Precisamos da união entre municípios, governo do Estado e Assembleia Legislativa para garantir investimentos e melhorar a qualidade de vida da população”, declarou.
A procuradora-geral do município de Poxoréu, Dayse Cristina de Oliveira Lima, informou que já existe parceria entre município e Estado para a construção da escola que atenderá os nove bairros da região. Segundo ela, o local está definido, o projeto aprovado e as tratativas estão na fase final para o início do processo licitatório. O projeto vem sendo discutido desde o ano passado e depende da conclusão dos trâmites formais. “A audiência soma esforços para que o processo avance”, afirmou.
Ao promover o debate no próprio distrito, a ALMT reforçou seu papel de mediadora institucional, aproximando comunidade, executivo municipal e governo estadual. A expectativa é que, superada a etapa documental, o convênio seja formalizado e a construção da nova escola estadual avance, ampliando vagas e garantindo melhores condições de ensino aos estudantes de Nova Poxoréu.
Após ser procurado por lideranças comunitárias dos bairros Jardim Botânico, Santa Luzia e Terra Prometida de Cuiabá, o deputado estadual Wilson Santos (PSD) articulou uma reunião com representantes da concessionária Águas Cuiabá, nesta quarta-feira (4), para discutir soluções relacionadas ao abastecimento de água e à coleta de esgoto nessas regiões, que juntas, contam com mais de mil famílias. O encontro ocorreu no gabinete do parlamentar e contou com a presença do diretor-geral da concessionária, Leonardo Menna, do coordenador jurídico e regulatório, Denis Canavarros, além de representantes das comunidades.
Segundo o parlamentar, a reunião foi uma oportunidade de aproximar a concessionária das demandas da população e buscar encaminhamentos para os problemas relatados. “São bairros que reclamam da questão da água e do esgoto. Estive no Jardim Botânico e tomei conhecimento de que Águas Cuiabá já universalizou a rede de esgoto. Provavelmente, Cuiabá é a primeira capital do país a chegar neste patamar. São mais de 91% da rede de esgoto instalada, o que nos deixa satisfeitos”, destacou.
Apesar do avanço na infraestrutura, Wilson Santos chamou atenção para o baixo índice de ligações domiciliares ao sistema. “Apenas cerca de 30% dos domicílios estão ligados à rede de esgoto. Isso significa que 70% ainda estão lançando resíduos em locais inadequados. É obrigação do munícipe, responsável pelo imóvel, fazer essa ligação, já que ele é quem gera o esgoto. Estamos falando de investimentos de bilhões”, explicou.
O bairro Jardim Botânico conta com 258 famílias, no Terra Prometida são aproximadamente 700 e 84 no Santa Luzia, sendo que um dos problemas que prevalecem nestas localidades são problemas relacionados à baixa pressão da água, vazamentos na rede e a necessidade de ampliação da coleta de esgoto. Segundo o deputado, muitas dessas comunidades surgiram a partir de ocupações urbanas, reflexo da ausência histórica de políticas habitacionais.
A presidente da Associação de Moradores do Jardim Botânico, Andréa Galvão, relatou que a comunidade enfrenta problemas frequentes no abastecimento de água. “Há muitos canos estourados e a água fica fraca, muitas vezes, não chega até a caixa. Também precisamos da rede de esgoto e, infelizmente, os moradores acabam convivendo com resíduos. A maioria tem condições de fazer a ligação à rede”, disse.
Durante a reunião, o diretor-geral da Águas Cuiabá explicou que a ligação dos imóveis à rede de esgoto é a alternativa para garantir a coleta adequada e destacou que a concessionária já apresentou estudos e projetos para ampliar o atendimento em áreas que ainda não possuem cobertura. De acordo com ele, a empresa mapeou áreas irregulares e já iniciou tratativas com o poder público municipal para avançar nas soluções.
“Agradecemos a oportunidade de ouvir a reivindicação da comunidade. O prefeito já nos demandou uma proposta para resolver a situação, que está tramitando na agência reguladora municipal. A expectativa é que possamos avançar e resolver esse problema em breve”, afirmou Leonardo.
Segundo a concessionária, o custo para a ligação do imóvel à rede de esgoto pode variar entre R$ 2 mil e R$ 9 mil, dependendo da localização da fossa e das condições da infraestrutura existente. “Água é vida e o esgoto também é fundamental para a saúde pública. A Águas Cuiabá tem demonstrado atenção às demandas da população e esperamos que essa situação seja resolvida. Agradecemos a intervenção do deputado com essa nossa reivindicação”, afirmou o morador Jonhy Araújo.