Connect with us

POLÍTICA

Audiência discute mudança de nomenclatura de técnicos para professores de desenvolvimento infantil

Publicado

em

A Assembleia Legislativa de Mato Grosso realizou audiência pública, na noite desta sexta-feira (31), para debater a adequação de nomenclatura da categoria de Técnicos de Desenvolvimento Infantil para Professor de Desenvolvimento Infantil. A audiência foi requerida pelo deputado estadual Elizeu Nascimento (PL), que já havia promovido debate sobre o assunto em 2021.

A categoria defende a adequação como forma de valorização e reconhecimento dos profissionais que atuam nas redes municipais de ensino público de Mato Grosso e afirma que a nova nomenclatura é mais apropriada à gama de tarefas que desempenham.

“Nós somos professores lá nas unidades das creches, mas não somos reconhecidos e recebemos como técnicos. Nós somos pedagogos, temos especializações, alguns colegas possuem mestrado, a função nos foi dada como professor, mas o reconhecimento não”, relatou a presidente do Sindicato dos Técnicos de Desenvolvimento Infantil (SINDITDI) de Cuiabá, Rosileni Soares.

A representante sindical argumenta ainda que os municípios não estariam cumprindo a Lei 9394/96, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. “Está na lei que quem educa tem que ser professor e nós não vamos abrir mão dos nossos direitos”, reforça.

Segundo ela, atualmente Cuiabá conta com cerca de quatro mil profissionais atuando diretamente com crianças de 0 a 3 anos e 11 meses de idade. Entre os benefícios que poderão ser conquistados pela categoria a partir da mudança, está a aposentadoria especial, a que professores têm direito.

A categoria defende a adequação como forma de valorização e reconhecimento dos profissionais que atuam nas redes municipais de ensino público de Mato Grosso

Foto: ANGELO VARELA / ALMT

Embora a medida seja de responsabilidade dos municípios, Elizeu Nascimento ressaltou a importância de os deputados estaduais se envolverem na discussão e buscarem o apoio dos prefeitos para atendimento da reivindicação da categoria.

“Nós, deputados, temos parceria com diversos municípios e enviamos investimentos para várias áreas. Está na hora de também termos o comprometimento com a categoria e buscarmos junto aos prefeitos com que temos parceria para que eles possam ajudar nesses municípios”, defendeu.

Segundo Elizeu, após a última audiência pública realizada sobre o assunto, os municípios de Itaúba, Campo Novo do Parecis e Colíder já promoveram a mudança na carreira. “Ainda temos 138 municípios para conquistar. Infelizmente Cuiabá já fez vários compromissos de que iria atender, mas não foi cumprido e é onde nós temos a maior quantidade desses profissionais”, lamentou.

O parlamentar também destacou a relevância da atividade realizada pelos profissionais e a pertinência da solicitação. “Eles estão buscando simplesmente o reconhecimento da atividade que já exercem”, frisou.

Em Juscimeira, a carreira recebe a denominação de Auxiliar de Desenvolvimento Infantil. A presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Juscimeira (Sispjus), Dilma Maria Coelho, e a vereadora Silvanei Cavalheiro (PL), compareceram à audiência e reforçaram o apelo para atendimento da demanda.

“A nossa luta é igual à de vocês, embora o nome seja diferente. Nós realizamos o serviço pedagógico juntamente com o professor, então buscamos também a valorização que a nomenclatura traz pra categoria”, manifestou Dilma.

Assim como Silvanei, o vereador de Diamantino Adriano Correa (PSB) se comprometeu a apresentar uma proposição sobre o assunto na Câmara Municipal e a buscar apoio junto ao chefe do Executivo Municipal.

Movimento Nacional – A demanda da categoria será levada a Brasília por meio do “Movimento Somos Todas Professoras”, que conta com a adesão do Sindicato dos Técnicos de Desenvolvimento Infantil (SINDITDI) de Cuiabá. “Isso acontece em todo o país. Queremos que os municípios sejam obrigados a cumprirem a lei”, pontuou Rosileni Soares.

Tribunal de Contas – Ao final da audiência pública, Elizeu Nascimento informou que irá procurar o Tribunal de Contas do Estado (TCE) e a Associação Mato-Grossense dos Municípios (AMM) para solicitar o apoio dos órgãos para atendimento do pleito.

Assim como temos evado a pauta dos agentes de saúde, vamos levar também a pauta dos professores para que possamos organizar através do TCE esse chamamento dos prefeitos”, disse.

Fonte: ALMT – MT

Continue Lendo
Clique para comentar

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado.

POLÍTICA

TJMT suspende desocupação em condomínios após pedido da ALMT

Publicado

em

Por

Em resposta ao pedido encaminhado pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) nesta sexta-feira (17), a Corregedoria-Geral da Justiça do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) decidiu suspender a medida de desocupação e determinou o encaminhamento do processo à Comissão Regional de Soluções Fundiárias para análise técnica do caso envolvendo famílias que residem nos condomínios Villas das Minas e Villas das Lavras do Sutil I e II, em Cuiabá. A decisão do Judiciário ocorreu após solicitação formal da Assembleia, diante da preocupação com os impactos sociais da medida.

A decisão considera que o caso apresenta potencial impacto social relevante, especialmente diante da possibilidade de cumprimento de medida de imissão na posse envolvendo famílias em situação de vulnerabilidade, e reforça a necessidade de adoção de etapas preparatórias antes de qualquer decisão de desocupação coletiva.

“Recebemos uma decisão muito importante da Corregedoria do Tribunal de Justiça, que representa uma vitória significativa para as famílias dos condomínios Minas e Lavras do Sutil. Ainda não vencemos a guerra, mas conquistamos uma batalha importante, que traz tranquilidade aos moradores que estavam vivendo momentos de angústia. Quero agradecer à Procuradoria da Assembleia e ao Poder Judiciário pela sensibilidade em olhar para essa situação. Esse resultado é fruto de um trabalho conjunto. Agora, vamos continuar dialogando e trabalhando para construir uma solução justa e definitiva para essas famílias. Contem com a Assembleia Legislativa, porque estaremos ao lado de vocês”, comemorou o deputado estadual Max Russi (Podemos), presidente da Assembleia Legislativa.

O procurador da Assembleia Legislativa, Ricardo Riva, explicou que a decisão da Corregedoria do Tribunal de Justiça foi resultado direto do pedido formal apresentado pela Casa, que apontou a necessidade de cumprimento de etapas legais e sociais antes da execução da medida de desocupação.

Segundo ele, a Assembleia solicitou a suspensão da imissão na posse justamente para garantir que o processo observe as exigências previstas na legislação e nas normas que tratam de conflitos fundiários coletivos.

“A Assembleia oficiou a Corregedoria do Tribunal pedindo a suspensão do cumprimento da imissão na posse, ou seja, da retirada das famílias dos apartamentos, porque existem etapas legais e sociais que precisam ser cumpridas antes de qualquer desocupação coletiva. A decisão da Corregedoria foi tomada a partir dessa solicitação e determinou o encaminhamento do processo à Comissão Regional de Soluções Fundiárias para análise técnica do caso”, explicou o procurador.

Ricardo Riva destacou ainda que a medida busca assegurar que qualquer decisão judicial seja precedida de avaliação técnica e de diálogo institucional, garantindo segurança jurídica e proteção às famílias envolvidas.

O pedido da ALMT – No documento encaminhado ao Judiciário, o presidente Max Russi alerta que o cumprimento da ordem de imissão na posse, decorrente de um processo de falência iniciado em 2003, pode resultar na retirada imediata de moradores de suas residências sem que haja medidas adequadas de acolhimento social às famílias afetadas. O ofício destaca que a execução da decisão, da forma como está prevista, pode gerar consequências sociais graves, especialmente para pessoas em situação de vulnerabilidade.

A Assembleia também argumenta que a condução do processo deve observar normas e diretrizes que tratam da proteção de direitos humanos e da mediação de conflitos. Entre os dispositivos citados estão o Provimento nº 23/2023 do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, a Resolução nº 510 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e orientações do Supremo Tribunal Federal (STF), que estabelecem que desocupações coletivas precisam ser precedidas de diálogo entre as partes e da definição de estratégias de atendimento às famílias atingidas.

De acordo com o documento, essas normas determinam que, antes da execução de despejos coletivos, sejam realizadas reuniões preparatórias e elaborados planos de ação que considerem a situação social dos moradores, garantindo alternativas de acolhimento e encaminhamento a programas habitacionais ou de assistência social, sempre que necessário.

Visita aos condomínios – Na noite de quinta-feira (16), Russi esteve pessoalmente nos residenciais para ouvir os moradores e acompanhar de perto a situação. Durante a visita, o parlamentar conversou com os condôminos e manifestou preocupação com a possibilidade de retirada imediata das pessoas de suas casas, destacando o clima de insegurança e aflição vivido pelos moradores. A presença do deputado no local ocorreu após relatos de que centenas de famílias temem perder suas moradias em razão de decisão judicial.

Fonte: ALMT – MT

Continue Lendo
queiroz

Publicidade

Câmara de Vereadores de Porto Esperidião elege Mesa Diretora