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POLÍTICA

Audiência pública em Nova Poxoréu discutiu demandas da região nessa segunda (4)

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A Assembleia Legislativa realizou audiência pública no distrito de Nova Poxoréu – a cerca de 240 km de Cuiabá – para discutir demandas dos moradores da região, na noite de segunda-feira (4). No debate, comandado pelo deputado estadual Paulo Araújo (Progressistas), a população reivindicou asfaltamento de vias, ampliação da oferta de serviços de saúde e educação, e também criação de espaços de lazer. 

A instabilidade no fornecimento de energia elétrica foi outro problema exposto por moradores de Nova Poxoréu. A falta de luz no distrito causou atraso de quase duas horas no início da audiência. “Isso aí é um caso que já vem há muitos anos se arrastando, a energia sempre é um dia sim outro dia não, e assim vai”, afirmou o presidente da Associação de Moradores de Nova Poxoréu, Jovercino Pereira Dias, conhecido como Dudu. “Você imagina uma família que faz sua compra mensal, compra carne, coisas perecíveis e, de repente, perde tudo porque não tem energia. Fora todo o incômodo”, complementou o deputado Paulo Araújo (PP).

A região é composta ainda por outros bairros como Vale dos Sonhos, Vale Verde, Bela Vista e Nova Buritis. Apesar de a região estar localizada próxima ao centro do município de Primavera do Leste, a área pertence ao município de Poxoréu. De acordo com lideranças locais, lá vivem cerca de 10 mil pessoas que, em maioria, trabalham nas indústrias presentes em Primavera. 

Moradora do Vale Verde, Valmira Duarte conta que seu maior anseio hoje é pela melhoria das estradas. “Também o posto de saúde tem que melhorar mais. A gente vai consultar, um dia tem médico, outro dia não tem. Passa semanas sem médico, é ruim demais. Aí se a gente quer, tem que consultar lá na cidade [Primavera do Leste]”, relatou. “Temos muito que reivindicar. O nosso arruamento, saneamento básico, transporte escolar, creche que nós precisamos aqui, os clubes de esporte para a criançada que não tem isso aqui ainda”, complementou Dudu, presidente da Associação de Moradores do distrito de Nova Poxoréu. 

Regularização fundiária e escassez de recursos – O prefeito de Poxoréu, Nelson Paim (PDT), afirmou que há muitas dificuldades para fazer investimentos na região. Além de faltar recursos próprios do município, ele disse que muitas vezes não é possível aplicar emendas parlamentares por conta da questão fundiária. 

“Aqui é uma área de ocupação irregular, a prefeitura não tem autonomia para comprar áreas da União. Não tem área para criar um espaço de lazer, não temos como conseguir licença ambiental para obras. Nós temos mantido um diálogo com o Incra para fazer a regularização da área. Inclusive, nessa região aqui da Nova Poxoréu, acredito que mais uns três, quatro meses, vamos entregar quase 700 escrituras da regularização”, sustentou.“Sem a regularização fundiária não vamos conseguir avançar. Isso deve ser nossa prioridade número 1 por ser um limitador”, concordou o deputado Paulo Araújo.

Nelson Paim ainda defendeu organizar serviços de saúde e educação antes de se iniciar uma obra para asfaltar as estradas. “Também sou a favor da pavimentação, mas se eu não tenho vaga para creche, se o Ministério Público está notificando o prefeito todo dia e nós não temos creche, não temos escola, como que nós vamos fazer asfalto? Nós não temos energia, como nós vamos fazer asfalto? Ao meu ver, assim que tiver uma pavimentação asfáltica, isso aqui vai triplicar, quadriplicar de pessoas”, argumentou. Ele estimou que serão necessários R$ 50 a 60 milhões para enfrentar essas questões e pediu união entre Assembleia Legislativa e Governo do Estado para apoiar as ações que precisam ser feitas. 

Encaminhamentos – O deputado Paulo Araújo fez o compromisso de convocar a direção da Energisa e cobrar prazo para solucionar a falta de energia em Nova Poxoréu. O parlamentar disse também que vai ser reunir com a Casa Civil do Executivo Estadual para requisitar ônibus escolares para região e com o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, para tratar da regularização fundiária. Por fim, Araújo garantiu que vai buscar parceria para asfaltar um trecho de 5 km junto ao Governo do Estado e que vai mobilizar outros deputados para buscar soluções para os problemas da região. 


Secretaria de Comunicação Social

Telefone: (65) 3313-6283

E-mail: imprensa1al@gmail.com


Fonte: ALMT – MT

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POLÍTICA

TJMT suspende desocupação em condomínios após pedido da ALMT

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Em resposta ao pedido encaminhado pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) nesta sexta-feira (17), a Corregedoria-Geral da Justiça do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) decidiu suspender a medida de desocupação e determinou o encaminhamento do processo à Comissão Regional de Soluções Fundiárias para análise técnica do caso envolvendo famílias que residem nos condomínios Villas das Minas e Villas das Lavras do Sutil I e II, em Cuiabá. A decisão do Judiciário ocorreu após solicitação formal da Assembleia, diante da preocupação com os impactos sociais da medida.

A decisão considera que o caso apresenta potencial impacto social relevante, especialmente diante da possibilidade de cumprimento de medida de imissão na posse envolvendo famílias em situação de vulnerabilidade, e reforça a necessidade de adoção de etapas preparatórias antes de qualquer decisão de desocupação coletiva.

“Recebemos uma decisão muito importante da Corregedoria do Tribunal de Justiça, que representa uma vitória significativa para as famílias dos condomínios Minas e Lavras do Sutil. Ainda não vencemos a guerra, mas conquistamos uma batalha importante, que traz tranquilidade aos moradores que estavam vivendo momentos de angústia. Quero agradecer à Procuradoria da Assembleia e ao Poder Judiciário pela sensibilidade em olhar para essa situação. Esse resultado é fruto de um trabalho conjunto. Agora, vamos continuar dialogando e trabalhando para construir uma solução justa e definitiva para essas famílias. Contem com a Assembleia Legislativa, porque estaremos ao lado de vocês”, comemorou o deputado estadual Max Russi (Podemos), presidente da Assembleia Legislativa.

O procurador da Assembleia Legislativa, Ricardo Riva, explicou que a decisão da Corregedoria do Tribunal de Justiça foi resultado direto do pedido formal apresentado pela Casa, que apontou a necessidade de cumprimento de etapas legais e sociais antes da execução da medida de desocupação.

Segundo ele, a Assembleia solicitou a suspensão da imissão na posse justamente para garantir que o processo observe as exigências previstas na legislação e nas normas que tratam de conflitos fundiários coletivos.

“A Assembleia oficiou a Corregedoria do Tribunal pedindo a suspensão do cumprimento da imissão na posse, ou seja, da retirada das famílias dos apartamentos, porque existem etapas legais e sociais que precisam ser cumpridas antes de qualquer desocupação coletiva. A decisão da Corregedoria foi tomada a partir dessa solicitação e determinou o encaminhamento do processo à Comissão Regional de Soluções Fundiárias para análise técnica do caso”, explicou o procurador.

Ricardo Riva destacou ainda que a medida busca assegurar que qualquer decisão judicial seja precedida de avaliação técnica e de diálogo institucional, garantindo segurança jurídica e proteção às famílias envolvidas.

O pedido da ALMT – No documento encaminhado ao Judiciário, o presidente Max Russi alerta que o cumprimento da ordem de imissão na posse, decorrente de um processo de falência iniciado em 2003, pode resultar na retirada imediata de moradores de suas residências sem que haja medidas adequadas de acolhimento social às famílias afetadas. O ofício destaca que a execução da decisão, da forma como está prevista, pode gerar consequências sociais graves, especialmente para pessoas em situação de vulnerabilidade.

A Assembleia também argumenta que a condução do processo deve observar normas e diretrizes que tratam da proteção de direitos humanos e da mediação de conflitos. Entre os dispositivos citados estão o Provimento nº 23/2023 do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, a Resolução nº 510 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e orientações do Supremo Tribunal Federal (STF), que estabelecem que desocupações coletivas precisam ser precedidas de diálogo entre as partes e da definição de estratégias de atendimento às famílias atingidas.

De acordo com o documento, essas normas determinam que, antes da execução de despejos coletivos, sejam realizadas reuniões preparatórias e elaborados planos de ação que considerem a situação social dos moradores, garantindo alternativas de acolhimento e encaminhamento a programas habitacionais ou de assistência social, sempre que necessário.

Visita aos condomínios – Na noite de quinta-feira (16), Russi esteve pessoalmente nos residenciais para ouvir os moradores e acompanhar de perto a situação. Durante a visita, o parlamentar conversou com os condôminos e manifestou preocupação com a possibilidade de retirada imediata das pessoas de suas casas, destacando o clima de insegurança e aflição vivido pelos moradores. A presença do deputado no local ocorreu após relatos de que centenas de famílias temem perder suas moradias em razão de decisão judicial.

Fonte: ALMT – MT

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queiroz

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