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Política Nacional

Caixa e Prefeitura do Rio assinam acordo para retomar Porto Maravilha

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A Caixa Econômica Federal e a Prefeitura do Rio de Janeiro assinaram nesta quinta-feira (10) termo de declaração de acordo para a retomada de investimentos na região portuária da cidade. A principal medida é a reestruturação do Projeto Porto Maravilha, criado em 2009, por meio de Parceria Público-Privada (PPP). O anúncio foi feito durante visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva às obras do novo Instituto de Matemática Pura e Aplicada (IMPA Tech), que está sendo construído na região. 

Por meio do acordo, está prevista a continuidade das obras de infraestrutura e urbanismo, travadas desde 2018 por um impasse financeiro entre Caixa e prefeitura. Também haverá expansão da área de investimentos imobiliários do Fundo Porto Maravilha, administrado pela Caixa, com a inclusão do bairro de São Cristóvão no projeto. É prevista ainda uma extensão do prazo de operação em mais 25 anos. A perspectiva é lançar novos empreendimentos residenciais e comerciais, e transformar a região em polo cultural, turístico e econômico. 

“Quando recebi a missão de assumir a Caixa, a primeira missão que o presidente me deu foi de que ela voltasse a ser um banco que investisse no desenvolvimento do país. Durante muito tempo, havia questões judiciais com a prefeitura, o que prejudicava a população do Rio de Janeiro. O Porto Maravilha é o maior projeto de reforma urbana do Brasil. E agora volta com mais obras e vai gerar empregos. Só em empreendimento imobiliário há potencial para geração de quase 400 mil empregos no próximo período”, disse Maria Rita Serrano, presidenta da Caixa Econômica.

O prefeito do Rio, Eduardo Paes, diz que os novos acordos vão permitir retomar o processo de desenvolvimento da cidade e são representativos de uma nova relação que vem sendo construída com o governo federal. 

“Essa história tinha sido interrompida e nada mais acontecia. Tentamos negociar com o governo anterior inúmeras vezes. Não faltou reunião. E não conseguimos absolutamente nada. E na segunda semana da nova presidenta da Caixa eu fui lá, discutimos e resolvemos o imbróglio. E o que vai acontecer na prática? Nós estamos permitindo que a Caixa tenha condições de negociar os certificados que permitem fazer prédios e possamos desenvolver a região”, disse Eduardo Paes, prefeito do Rio de Janeiro.

IMPA Tech 

O curso de graduação IMPA Tech vai receber investimentos de R$ 16,7 milhões do governo federal e tem previsão de início das atividades para 2024. O valor vai ser escalonado, com previsão de orçamento de R$ 22,9 milhões no segundo ano, R$ 41,7 milhões no terceiro e R$ 55,9 milhões no quarto. Recursos que também servirão para contratar funcionários e pagar bolsas aos estudantes. 

Um dos critérios do processo seletivo será o resultado dos estudantes na Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP), criada em 2005 durante o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. 

“Na época em que veio a ideia de criar a Olimpíada de Matemática, algumas pessoas se colocaram contra, com o argumento simples de que o pobre e a criança de escola pública não tinham interesse em saber matemática. Eu resolvi encarar o desafio”, disse Lula. “Eu aceitei a proposta de fazer essa faculdade agora porque o país não pode mais aceitar que os gênios sejam formados e trabalhem lá fora, quando podemos fazer isso aqui dentro. E não existe investimento mais barato do que em educação. Porque é a educação que vai garantir que esse país seja o que a gente sonha há tanto tempo”.

Fonte: EBC Política Nacional

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Política Nacional

Lula demite Silvio Almeida após denúncias de assédio sexual

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu na noite desta sexta-feira (6) demitir o ministro dos Direitos Humanos e Cidadania, Silvio Almeida, depois das denúncias de assédio sexual. 

“O presidente considera insustentável a manutenção do ministro no cargo considerando a natureza das acusações de assédio sexual”, informou a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, em nota.

A Polícia Federal abriu investigação sobre o caso. A Comissão de Ética Pública da Presidência da República também abriu procedimento preliminar para esclarecer os fatos.

“O governo federal reitera seu compromisso com os Direitos Humanos e reafirma que nenhuma forma de violência contra as mulheres será tolerada”, completou a nota. 

Silvio Almeida estava à frente do ministério desde o início de janeiro de 2023. Advogado e professor universitário, ele se projetou como um dos mais importantes intelectuais brasileiros da atualidade ao publicar artigos e livros sobre direito, filosofia, economia política e, principalmente, relações raciais.

Seu livro Racismo Estrutural (2019) foi um dos dez mais vendidos em 2020 e muitos o consideram uma obra imprescindível para se compreender a forma como o racismo está instituído na estrutura social, política e econômica brasileira. Um dos fundadores do Instituto Luiz Gama, Almeida também foi relator, em 2021, da comissão de juristas que a Câmara dos Deputados criou para propor o aperfeiçoamento da legislação de combate ao racismo institucional.

Acusações

As denúncias contra o ministro Silvio Almeida foram tornadas públicas pelo portal de notícias Metrópoles na tarde desta quinta-feira (5) e posteriormente confirmadas pela organização Me Too. Sem revelar nomes ou outros detalhes, a entidade afirma que atendeu a mulheres que asseguram ter sido assediadas sexualmente por Almeida.

“Como ocorre frequentemente em casos de violência sexual envolvendo agressores em posições de poder, essas vítimas enfrentam dificuldades em obter apoio institucional para validação de suas denúncias. Diante disso, autorizaram a confirmação do caso para a imprensa”, explicou a Me Too, em nota.

Segundo o site Metrópoles, entre as supostas vítimas de Almeida estaria a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, que ainda não se pronunciou publicamente sobre o assunto.

Horas após as denúncias virem a público, Almeida foi chamado a prestar esclarecimentos ao controlador-geral da União, Vinícius Carvalho, e ao advogado-geral da União, Jorge Messias. A Comissão de Ética da Presidência da República decidiu abrir procedimento para apurar as denúncias. A Secretaria de Comunicação Social (Secom) informou, em nota, que “o governo federal reconhece a gravidade das denúncias” e que o caso está sendo tratado com o rigor e a celeridade que situações que envolvem possíveis violências contra as mulheres exigem”. A Polícia Federal (PF) informou hoje que vai investigar as denúncias.

Em nota divulgada pela manhã, o Ministério das Mulheres classificou como “graves” as denúncias contra o ministro e manifestou solidariedade a todas as mulheres “que diariamente quebram silêncios e denunciam situações de assédio e violência”. A pasta ainda reafirmou que nenhuma violência contra a mulher deve ser tolerada e destacou que toda denúncia desta natureza precisa ser investigada, “dando devido crédito à palavra das vítimas”.

Pouco depois, a ministra das Mulheres, Cida Gonçalves, publicou em sua conta pessoal no Instagram uma foto sua de mãos dadas com Anielle Franco. “Minha solidariedade e apoio a você, minha amiga e colega de Esplanada, neste momento difícil”, escreveu Cida na publicação.

Fonte: EBC Política Nacional

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queiroz

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