O primeiro-ministro do Reino Unido, Rishi Sunak, informou nesta terça-feira (6) que o câncer detectado no rei Charles III, de 75 anos, teve um diagnóstico precoce. Segundo informações do Palácio de Buckingham, Charles deve adiar compromissos e aparições públicas para se dedicar ao tratamento da doença, seguindo orientações médicas.
“Felizmente, foi detectado precocemente e agora todos querem que ele receba o tratamento de que necessita e se recupere totalmente”, afirmou Sunak em entrevista à BBC. De acordo com a nota oficial emitida nessa segunda-feira (5), o rei Charles já deu início a “um cronograma de tratamentos regulares”.
No final de janeiro, o rei deu entrada em um hospital em Londres para fazer um procedimento cirúrgico na próstata, onde foi identificado “outro ponto de preocupação”. Não foi divulgado se o câncer é na próstata ou não.
Entenda a condição do rei
O rei Charles III sofre com o aumento da próstata, também conhecido como hiperplasia prostática benigna, ou HBP, condição não cancerosa que ocorre com frequência entre homens mais velhos. Aos 60 anos, mais da metade dos homens apresentam pelo menos sintomas leves de HBP, que incluem dificuldade para urinar e sensação de urgência para urinar.
De acordo com a Cancer Research UK, metade das pessoas diagnosticadas com tumores sobrevivem à doença por pelo menos 10 anos ou mais. Nos últimos 50 anos, as chances de uma pessoa sobreviver a um câncer aumentaram significativamente.
No histórico da família real, George VI, chefe de Estado do Reino Unido ao longo da Segunda Guerra Mundial e avô de Charles III, teve problemas de saúde a partir de 1948, quando foi diagnosticado com câncer de pulmão.
Ele morreu em 1952, dando lugar a sua filha, a rainha Elizabeth, que assumiu o trono no mesmo ano e ficou na posição até falecer, em 2022, de causas naturais. Nesse ano, o rei Charles III, seu filho, assumiu o posto.
Segundo informações da imprensa local, o monarca informou aos filhos, príncipe William e Harry, acerca do diagnóstico. Harry, que mantém relação turbulenta com o restante da família real, mora na Califórnia, nos Estados Unidos, com sua família.
Foto da agência russa Sputnik mostra o presidente russo Vladimir Putin e o homólogo chinês Xi Jinping em Astana, em 3 de julho
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, confirmou nesta quinta-feira (12) que receberá seu homólogo chinês, Xi Jinping, em Kazan, no próximo mês de outubro, por ocasião da cúpula dos Brics.
O anúncio foi feito pelo mandatário russo durante encontro com o ministro das Relações Exteriores de Pequin, Wang Yi, em São Petersburgo, segundo a agência Interfax.
De acordo com Putin, as relações entre a China e a Rússia continuam a desenvolver-se “com muito sucesso em todas as direções”, incluindo a “coordenação no cenário internacional”.
Em imagens divulgadas pela mídia russa, Wang destacou que “o presidente Xi está muito feliz em aceitar o convite”.
“Nessa ocasião os dois chefes de Estado terão novas discussões estratégicas”, acrescentou o chanceler, destacando que ambos os líderes “estabeleceram uma confiança mútua sólida e uma amizade profunda”.
O ministro chinês chegou a São Petersburgo para participar da cúpula de altos funcionários e conselheiros de segurança nacional do bloco Brics. Sua visita também foi vista como uma oportunidade para lançar as bases do encontro presencial entre os líderes dos dois países.
A reunião dos Brics está marcada para acontecer entre 22 e 24 de outubro, na cidade russa de Kazan, e será o terceiro encontro presencial de 2024 entre Xi e Putin, poucas semanas antes das eleições presidenciais dos Estados Unidos, em novembro.
Formado inicialmente por Brasil, China, Índia e Rússia em 2009, o bloco foi ampliado com a adesão da África do Sul em 2010 e este ano incluiu vários outros países emergentes, como Egito e Irã. No início de setembro, a Turquia também apresentou um pedido de adesão ao bloco.