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Agronegócio

Cepea registra queda de 13% na variação de preços entre boi magro e gordo

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Dados recentes do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) destacam uma diminuição na diferença entre os valores de negociação do boi magro em relação ao boi gordo destinado ao abate no mês de outubro.

Essa redução do ágio do animal de reposição em relação ao boi pronto para o abate representa uma mudança significativa após as amplas discrepâncias registradas em agosto e setembro, que haviam atingido seus maiores patamares desde outubro de 2021.

Conforme análises conduzidas pelos pesquisadores do Cepea, a diferença entre os preços dos bois magros e gordos, na parcial deste mês (até o dia 24), se encontra em 7,3%, marcando um decréscimo em comparação com os 13,02% registrados em setembro e os 12,02% de agosto. Estes últimos meses haviam testemunhado os ágios mais substanciais desde outubro de 2021, quando o diferencial atingiu 16,4%.

Essa tendência de redução no ágio entre setembro e agosto tem despertado o interesse dos pecuaristas, uma vez que torna a prática da terminação intensiva uma alternativa cada vez mais atrativa.

Este fenômeno reflete as complexas dinâmicas do mercado pecuário e pode influenciar a tomada de decisões no setor nos próximos meses. O Cepea continua monitorando de perto essas variações no mercado de bovinos.

Fonte: Pensar Agro

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Agronegócio

Atenção para a declaração de rebanho obrigatória

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A atualização cadastral dos rebanhos, obrigatória para produtores rurais em todo o país, ganha força neste ano com a abertura das primeiras janelas de declaração em diferentes estados. Embora o calendário varie conforme a unidade da Federação, a exigência já se consolidou como um dos principais instrumentos de controle sanitário da pecuária brasileira.

Em Goiás, a primeira etapa de 2026 ocorre entre 1º e 31 de maio, conforme cronograma da Agência Goiana de Defesa Agropecuária. O procedimento é obrigatório e exige que o produtor informe a situação atualizada dos animais na propriedade, incluindo nascimentos, mortes e movimentações.

A exigência, no entanto, não é isolada. Estados como Rio Grande do Sul já realizam a declaração entre abril e junho, enquanto Paraná segue calendário semelhante. No Centro-Oeste, modelos semestrais também são adotados, com etapas distribuídas ao longo do ano, como ocorre em Mato Grosso do Sul. Já em Mato Grosso e Rondônia, a atualização costuma ocorrer no fim do ano, concentrada entre novembro e dezembro.

Apesar das diferenças de prazo, a lógica é a mesma em todo o país: manter um banco de dados atualizado sobre o rebanho nacional, permitindo resposta rápida a eventuais surtos sanitários e maior controle da movimentação animal.

Na prática, o produtor deve declarar todas as espécies existentes na propriedade — de bovinos e suínos a aves, equinos, ovinos, caprinos, abelhas e animais aquáticos — garantindo que o cadastro reflita a realidade atual da produção.

A medida ganhou ainda mais importância com o avanço do Brasil no status sanitário internacional, especialmente após a retirada gradual da vacinação contra febre aftosa em diversas regiões. Com menor margem para erro, a rastreabilidade e o controle do rebanho passaram a ser considerados essenciais para a manutenção de mercados e abertura de novos destinos para a carne brasileira.

Além da sanidade, os dados também são utilizados para orientar políticas públicas e planejamento do setor. Informações atualizadas permitem dimensionar com precisão o tamanho do rebanho, direcionar campanhas de controle de doenças e apoiar decisões comerciais.

O descumprimento da obrigação pode gerar penalidades, incluindo multas e restrições operacionais. Na prática, o produtor fica impedido de emitir a Guia de Trânsito Animal (GTA), documento indispensável para transporte e comercialização, o que pode travar a atividade dentro da porteira.

Com a digitalização dos sistemas, o processo tem migrado para plataformas online, o que amplia o acesso, mas também exige atenção redobrada do produtor quanto a prazos e regularidade cadastral.

Em um cenário de maior exigência sanitária e competitividade internacional, a declaração de rebanho deixou de ser apenas uma obrigação burocrática e passou a integrar a estratégia produtiva da pecuária brasileira — com impacto direto sobre a segurança do sistema e a capacidade de acesso a mercados.

Fonte: Pensar Agro

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queiroz

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