quinta-feira, 24 de setembro de 2026
BRASIL

Com pessimismo externo, dólar sobe 0,47% e aproxima-se de R$ 5,20

Em dia de nervosismo no mercado doméstico e externo, o dólar aproximou-se de R$ 5,20, e fechou no maior nível desde o fim de agosto. A bolsa caiu quase 1% e terminou o dia abaixo dos 184 mil pontos. O movimento ocorreu em um dia de maior aversão a risco nos mercados…

Em dia de nervosismo no mercado doméstico e externo, o dólar aproximou-se de R$ 5,20, e fechou no maior nível desde o fim de agosto. A bolsa caiu quase 1% e terminou o dia abaixo dos 184 mil pontos. O movimento ocorreu em um dia de maior aversão a risco nos mercados internacionais, com alta dos juros dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos e avanço do petróleo em meio às incertezas sobre as negociações entre Estados Unidos e Irã. No Brasil, investidores também acompanharam as novas projeções econômicas do Banco Central e o cenário fiscal. Principais números Dólar à vista: R$ 5,1931 (+0,47%); Ibovespa: 183.965,91 pontos (-0,99%); Dólar no mês: alta de 0,26%; Dólar no ano: queda de 5,39%; Petróleo tipo Brent: US$ 106,60 (+3,41%); Petróleo tipo WTI: US$ 94,61 (+2,65%). Dólar avança Notícias relacionadas:CMN endurece regras para fundos comprarem créditos judiciais.MPSP recomenda intervenção na Feira do Brás por causa de dívida.Subsídio de R$ 2,12 ao diesel deve ser mantido por 30 dias.O dólar comercial encerrou esta quinta-feira (24) vendido a R$ 5,193, com alta de 0,47%. A cotação iniciou o dia em R$ 5,16 e chegou a R$ 5,202 na máxima do dia, por volta das 15h. Com o resultado, o dólar passou a acumular alta de 0,26% em setembro, embora ainda registre queda de 5,39% no ano. A valorização ocorreu em linha com o comportamento da moeda norte-americana no exterior. O índice DXY, que mede o dólar em relação a uma cesta de seis moedas, subia 0,14%, aos 101,270 pontos, por volta das 17h. A alta ganhou força ao longo da manhã, acompanhando a elevação dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos. O movimento veio em meio às preocupações com a inflação americana e à perspectiva de manutenção de juros elevados pelo Federal Reserve. O Treasury (título público estadunidense) de dez anos chegou a 5,2209% no fim da tarde, contra 5,114% na sessão anterior. O papel está com rendimento acima de 5% ao ano pela primeira vez desde 2007. Taxas mais altas para títulos públicos dos Estados Unidos, considerados os investimentos mais seguros do mundo, estimulam a fuga de capital de países emergentes, como o Brasil. Atuação do BC O Banco Central também atuou no mercado de…