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POLÍTICA

Comissão debate saúde pública em audiências em Sorriso e Sinop

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Foto: Flávio André / Assessoria de Gabinete

A Comissão de Saúde, Previdência e Assistência Social da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) realizou, na quinta-feira (17),  audiências públicas em Sorriso e Sinop com objetivo de debater a situação da saúde pública na região norte do estado. Os encontros reuniram autoridades, trabalhadores da saúde e usuários do SUS, entre outros.

Pela manhã, em Sorriso, foram expostos problemas estruturais encontrados pela comissão no Hospital Regional da cidade, gerido pelo poder executivo estadual. Rachaduras com risco de desabamento de paredes, infiltrações, instalações fora da norma e pontos com risco de incêndio foram identificadas mesmo em áreas da unidade que já passaram por reforma ou ampliação.

A situação do hospital e o número de profissionais preocupam a presidente do Sindicato dos Servidores Públicos da Saúde do estado, Carmen Machado. “Nós estamos há mais de vinte anos sem concurso público. É inadmissível pensar que nós temos um quantitativo mínimo de profissionais para atender a população. Eles estão exaustos, sobretudo após uma pandemia nunca antes vista. Então o que a gente precisa realmente é que a Secretaria Estadual de Saúde olhe de forma humanizada para aqueles profissionais que fazem a diferença no atendimento à saúde da população”, afirmou.

A população também reclamou de dificuldades no acesso à exames como biópsias e da falta de medicamentos nas farmácias. Pessoas presentes na audiência ainda chamaram atenção para a arrecadação do município – prevista para chegar em quase R$ 1 bilhão este ano – como fator que facilita a criação de um hospital municipal em Sorriso. O promotor Márcio Berestinas defendeu que a “bonança arrecadatória permite a criação de unidade hospitalar que faça pelo menos pequenas cirurgias”.  

Essa demanda também foi apresentada durante a audiência em Sinop feita na tarde de quinta. “Um município de 190 mil habitantes também tem de ter uma unidade hospitalar própria para dar conta dos atendimentos de média complexidade e de baixa complexidade”, defendeu o presidente da Comissão de Saúde, Lúdio Cabral (PT). A secretária de saúde de Sinop, Daniela Galhardo, afirmou que a Unidade de Pronto Atendimento tem 70 leitos, mas não conta com centro cirúrgico e não consegue fazer o papel completo de um hospital municipal. “Já passou da hora de haver um hospital municipal na cidade”, afirmou a gestora.

No encontro, também foi demonstrada preocupação com o número de pacientes vítimas de acidente atendidos no Hospital Regional de Sinop – Jorge Abreu. Dados do diretor da unidade, revelam que 70% dos atendimentos cirúrgicos feitos são em ortopedia. Sendo cerca de 80% desses casos ocasionados por trauma. “É uma região em que há muito acidente de trânsito e nas estradas”, reforçou Lúdio Cabral.

Apesar dos problemas, parlamentares comemoraram a inauguração da leitos de UTI pediátrica no Hospital Regional de Sinop. A expectativa é que comecem a operar a partir das 19h de hoje. “O governador está vindo na sexta-feira (18) em Sinop para abrir os leitos de UTI pediátrica. Isso é um avanço para nossa região, porque a gente não tinha sequer um leito de pediatria para atender aqui. Sinop ganha, a região norte também ganha, mas precisamos avançar mais em vários aspectos. Precisamos aumentar o número de procedimentos, zerar as filas. Tem pessoas aguardando atendimento em unidades de saúde há mais de 20 dias por um leito”, disse o deputado em exercício Adenilson Rocha (Cidadania).

Regulação — Nos dois municípios, participantes relataram dificuldades com o sistema que define onde os pacientes serão atendidos e organiza a fila de solicitações. “Acredito que o desafio da saúde de Sorriso é o desafio do estado. É você regular o paciente, ou seja, encontrar um leito de hospital para ele. O paciente sofre um acidente, vem para uma unidade de pronto atendimento e em muitos casos chega a ficar quinze, vinte dias aguardando uma vaga, um leito no hospital regional, seja para procedimento ortopédico, uma cirurgia de quadril, seja um procedimento cardiovascular. Esse é o grande problema, principalmente para quem está no interior”, afirmou o vereador de Sorriso e suplente de deputado estadual Damiani da TV (PSDB).

Vereadores de municípios como Feliz Natal e Tapurah também relataram, na Câmara de Sinop, dificuldades para transferir pacientes e conseguir vagas. “A regulação hoje é um problema sério porque houve uma mudança recente. Todos os municípios reclamam, porque ao invés de facilitar o acesso, está dificultando”, resumiu Lúdio Cabral.

Fonte: ALMT – MT

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POLÍTICA

TJMT suspende desocupação em condomínios após pedido da ALMT

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Em resposta ao pedido encaminhado pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) nesta sexta-feira (17), a Corregedoria-Geral da Justiça do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) decidiu suspender a medida de desocupação e determinou o encaminhamento do processo à Comissão Regional de Soluções Fundiárias para análise técnica do caso envolvendo famílias que residem nos condomínios Villas das Minas e Villas das Lavras do Sutil I e II, em Cuiabá. A decisão do Judiciário ocorreu após solicitação formal da Assembleia, diante da preocupação com os impactos sociais da medida.

A decisão considera que o caso apresenta potencial impacto social relevante, especialmente diante da possibilidade de cumprimento de medida de imissão na posse envolvendo famílias em situação de vulnerabilidade, e reforça a necessidade de adoção de etapas preparatórias antes de qualquer decisão de desocupação coletiva.

“Recebemos uma decisão muito importante da Corregedoria do Tribunal de Justiça, que representa uma vitória significativa para as famílias dos condomínios Minas e Lavras do Sutil. Ainda não vencemos a guerra, mas conquistamos uma batalha importante, que traz tranquilidade aos moradores que estavam vivendo momentos de angústia. Quero agradecer à Procuradoria da Assembleia e ao Poder Judiciário pela sensibilidade em olhar para essa situação. Esse resultado é fruto de um trabalho conjunto. Agora, vamos continuar dialogando e trabalhando para construir uma solução justa e definitiva para essas famílias. Contem com a Assembleia Legislativa, porque estaremos ao lado de vocês”, comemorou o deputado estadual Max Russi (Podemos), presidente da Assembleia Legislativa.

O procurador da Assembleia Legislativa, Ricardo Riva, explicou que a decisão da Corregedoria do Tribunal de Justiça foi resultado direto do pedido formal apresentado pela Casa, que apontou a necessidade de cumprimento de etapas legais e sociais antes da execução da medida de desocupação.

Segundo ele, a Assembleia solicitou a suspensão da imissão na posse justamente para garantir que o processo observe as exigências previstas na legislação e nas normas que tratam de conflitos fundiários coletivos.

“A Assembleia oficiou a Corregedoria do Tribunal pedindo a suspensão do cumprimento da imissão na posse, ou seja, da retirada das famílias dos apartamentos, porque existem etapas legais e sociais que precisam ser cumpridas antes de qualquer desocupação coletiva. A decisão da Corregedoria foi tomada a partir dessa solicitação e determinou o encaminhamento do processo à Comissão Regional de Soluções Fundiárias para análise técnica do caso”, explicou o procurador.

Ricardo Riva destacou ainda que a medida busca assegurar que qualquer decisão judicial seja precedida de avaliação técnica e de diálogo institucional, garantindo segurança jurídica e proteção às famílias envolvidas.

O pedido da ALMT – No documento encaminhado ao Judiciário, o presidente Max Russi alerta que o cumprimento da ordem de imissão na posse, decorrente de um processo de falência iniciado em 2003, pode resultar na retirada imediata de moradores de suas residências sem que haja medidas adequadas de acolhimento social às famílias afetadas. O ofício destaca que a execução da decisão, da forma como está prevista, pode gerar consequências sociais graves, especialmente para pessoas em situação de vulnerabilidade.

A Assembleia também argumenta que a condução do processo deve observar normas e diretrizes que tratam da proteção de direitos humanos e da mediação de conflitos. Entre os dispositivos citados estão o Provimento nº 23/2023 do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, a Resolução nº 510 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e orientações do Supremo Tribunal Federal (STF), que estabelecem que desocupações coletivas precisam ser precedidas de diálogo entre as partes e da definição de estratégias de atendimento às famílias atingidas.

De acordo com o documento, essas normas determinam que, antes da execução de despejos coletivos, sejam realizadas reuniões preparatórias e elaborados planos de ação que considerem a situação social dos moradores, garantindo alternativas de acolhimento e encaminhamento a programas habitacionais ou de assistência social, sempre que necessário.

Visita aos condomínios – Na noite de quinta-feira (16), Russi esteve pessoalmente nos residenciais para ouvir os moradores e acompanhar de perto a situação. Durante a visita, o parlamentar conversou com os condôminos e manifestou preocupação com a possibilidade de retirada imediata das pessoas de suas casas, destacando o clima de insegurança e aflição vivido pelos moradores. A presença do deputado no local ocorreu após relatos de que centenas de famílias temem perder suas moradias em razão de decisão judicial.

Fonte: ALMT – MT

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queiroz

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