Connect with us

BRASIL

Compromisso climático: Brasil precisa rever financiamento agropecuário

Publicado

em

Para cumprir compromisso climático, Brasil precisa rever financiamento agropecuário
FreePik

Para cumprir compromisso climático, Brasil precisa rever financiamento agropecuário


O Brasil reafirmou o compromisso de reduzir em 48,4% suas emissões dos gases do efeito estufa (GEE) já em 2025. Mas, para alcançar essa meta, precisa transformar urgentemente sua relação com o setor agropecuário, cuja expansão é a principal causa da mudança do uso da terra, principal fonte de emissões de CO2 no país. Essa transformação passa pelo redirecionamento dos recursos públicos: só em 2022, R$ 21,1 bilhões em financiamentos e mais de R$ 10,8 bilhões foram concedidos em benefícios tributários e subsídios para as atividades agropecuárias nos estados da Amazônia Legal e do Matopiba – região que se estende pelo estado de Tocantins e partes do Maranhão, Piauí e Bahia.

O cruzamento dos dados foram apontados no novo estudo do Instituto Escolhas.
Os Fundos Constitucionais de Financiamento do Norte, Nordeste e Centro-Oeste (FNO, FNE e FCO) destinaram, no total, R$ 16,9 bilhões para a agropecuária nos estados da Amazônia Legal e da região do Matopiba. Já o BNDES destinou R$ 4,2 bilhões, sendo que somente para o Mato Grosso foram R$ 2,4 bilhões. O estudo estima que, na região Norte, o setor agropecuário recebeu R$ 5,9 bilhões em benefícios tributários e R$ 4,4 bilhões em subsídios da União.

“A expansão agropecuária na Amazônia Legal tem a pegada do gado e a produção de grãos como principais vetores. Os grãos, notadamente soja e milho, também são o foco de produção agrícola no Matopiba. Grandes monoculturas, voltadas para a produção de commodities, e pouco comprometidas com boas práticas de produção e comercialização. O cumprimento das metas brasileiras para o desafio da mudança do clima exige uma série de novos compromissos, inclusive, a garantia de mais recursos, o chamado financiamento climático, para promover um modelo de produção agrícola mais sustentável”, defende Jaqueline Ferreira, gerente de portfólio do Instituto Escolhas.

O estudo identificou que o setor agropecuário também se beneficia de subsídios cruzados da Conta do Desenvolvimento Energético (CDE), que é paga por todos os consumidores de energia elétrica por meio do pagamento de tarifas mais altas na conta de luz. Os recursos da CDE custeiam, por exemplo, a universalização dos serviços de energia e os descontos tarifários, como fontes incentivadas e irrigação. Para a agropecuária, foram R$ 2,2 bilhões em todo o Brasil, resultado da soma de dois tipos de subsídios: R$ 1,2 bilhão para irrigação e aquicultura e R$ 1,1 bilhão para atividades rurais em geral. O total de recursos para agropecuária via CDE foi de R$ 204,4 milhões nos estados da Amazônia Legal e R$ 366,6 milhões nos estados da Bahia e Piauí, que só pertencem à região do Matopiba.

Fonte: Nacional

Continue Lendo

BRASIL

Rui Denardin: O que esperar do mercado automotivo em 2025?

Publicado

em

Por

Por Rui Denardin – Grupo Mônaco: À medida que nos aproximamos do final do ano é natural começarmos a refletir sobre as projeções para 2025. No mercado automotivo não seria diferente. Grandes expectativas já surgem, especialmente diante dos resultados positivos de 2024, marcados pelo aumento das vendas e pela recuperação total do setor no cenário pós-pandemia.

Analisando os fatores que impactam esse mercado, 2025 promete ser um ano dinâmico, repleto de avanços tecnológicos e alinhado às novas demandas do consumidor. Conforme nos preparamos para esse futuro promissor, algumas tendências-chave já estão moldando o setor, e, como um player estratégico, precisamos estar atentos para liderar e inovar.

E uma dessas principais tendências que seguirá em alta é a busca por veículos sustentáveis. A eletrificação continuará sendo o principal motor de mudança, com uma previsão de aumento significativo na participação dos veículos elétricos, não apenas no Brasil, mas em mercados globais.

Isso ocorre devido à redução nos custos de produção de baterias e ao avanço da infraestrutura de carregamento. No Brasil, o crescimento do segmento tem sido impulsionado por incentivos fiscais e subsídios que tornam as soluções híbridas e elétricas mais acessíveis ao consumidor.

Além disso, a busca por sustentabilidade permeia todos os aspectos da vida moderna, inclusive a mobilidade urbana. A produção de veículos elétricos tornou-se mais limpa, com o uso de materiais recicláveis, consolidando a responsabilidade ambiental como um diferencial competitivo.

Apesar das transformações tecnológicas, uma coisa não mudará em 2025: o foco na experiência do cliente. As empresas que conseguem oferecer atendimento excepcional, simplificar processos e garantir um suporte eficiente sairão na frente, conquistando a fidelidade de seus consumidores.

No Grupo Mônaco, valorizamos essa conexão desde a nossa fundação, na década de 1970. Meu pai, Armindo Denardin, ao inaugurar nossa primeira concessionária em Altamira, no Pará, chamava seu empreendimento de “Casa de Amigos”. Esse espírito de proximidade e atenção personalizada, seja para fechar um negócio ou apenas para receber bem quem nos procura, é um legado que mantemos até hoje.

O futuro do mercado automotivo não é apenas sobre tecnologia; é sobre como utilizamos essa tecnologia para melhorar vidas e gerar um impacto positivo no planeta. No Grupo Mônaco, estamos comprometidos em liderar essa transformação, com inovação, excelência e uma visão estratégica que priorize nossos clientes, colaboradores e parceiros.

2025 será um ano para acelerar. Estou confiante de que estamos prontos para essa jornada, que promete grandes conquistas e novas possibilidades para montadoras, concessionárias e, principalmente, para nossos clientes. Que venha o novo!

Rui Denardin é CEO do Grupo Mônaco

Fonte: Auto

Continue Lendo
queiroz

Publicidade

Câmara de Vereadores de Porto Esperidião elege Mesa Diretora