Um dos primeiros alvos do Hamas foi uma festa rave chamada Universo Paralello, que acontecia no sábado (7 de outubro) no deserto de Negev, no sul de Israel e a menos de 20 quilômetros da Faixa de Gaza.
“O inimigo pagará um preço como nunca conheceu antes”, afirmou o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, em vídeo divulgado nas redes sociais.
O objetivo de Israel é “expulsar as forças hostis que se infiltraram” em seu território “e restaurar a segurança e a tranquilidade das comunidades que foram atacadas”, completou Netanyahu.
A partir de segunda-feira (9), Israel começou a cercar a Faixa de Gaza, área que tem 40 quilômetros de comprimento e aproximadamente 8 quilômetros de largura, e impediram o acesso à energia, água e combustível até que os reféns sequestrados pelo grupo extremistas fossem libertos e retornassem para Israel.
A Operação Voltando em Paz do Governo Federal trouxe 211 passageiros na primeira aeronave, 214 no segundo voo, que também trouxe um cachorro e três gatos. O terceiro avião retornou com 69 brasileiros e o quarto com 207 e mais dois cachorros e dois gatos.
Neste domingo (15), outro avião da Força Aérea Brasileira retornou ao Brasil nesta madrugada, com 215 passageiros e 16 pets. O pouso foi realizado no Aeroporto de Galeão, no Rio de Janeiro.
A sexta aeronave está destinada a buscar brasileiros que estão na Faixa de Gaza. Neste momento, o avião VC-2, cedido pela Presidência da República , está em Roma, na Itália, de onde aguarda autorização para ir ao Egito.
De acordo com o embaixador do Brasil em Israel, Fred Meyer, a previsão é de haja 15 voos para transportar 2,7 mil brasileiros que queiram retornar ao Brasil. “Todos os que quiserem sair, sairão. Essa é a ordem do presidente Lula”, afirmou Meyer.
O prazo se encerrou às 18 horas (horário de Brasília) de sexta-feira (13), porém, após um apelo de organizações internacionais, Israel estendeu o prazo até às 10h da manhã de sábado (14) e realizou bombardeios em Gaza após o período .
A Organização das Nações Unidas (ONU) condenou o prazo de evacuação de Israel. Segundo Philippe Lazzarini, chefe da Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina (Unrwa) a saída de palestinos “se tornou um inferno”.
“Isso só causará níveis de miséria sem precedentes e empurrará ainda mais a população de Gaza rumo ao abismo […] O tamanho e a velocidade da crise humanitária em curso são assustadores”, completou Lazzarini.
O grupo terrorista Hamas rejeitou as ordens de Israel e pediu para população não seguirem as recomendações israelenses.
À ONU, Salama Marouf, chefe de comunicação do Hamas, afirmou que o aviso de Israel é “propaganda falsa, com o objetivo de semear confusão entre os cidadãos e prejudicar a nossa coesão interna” e pede aos cidadãos palestinos “não se envolverem nestas tentativas”.
Em comunicado, Hamas rejeitou a ordem de retirada da população. “Nosso povo palestino rejeita a ameaça dos líderes da ocupação (israelense) e seus apelos para que deixem suas casas e fujam para o sul ou para o Egito”, afirmou o grupo extremista.
De acordo com a ONU, mais de 1 milhão de pessoas já se descolaram de suas casas na palestina e se direcionaram ao sul. Segundo a Unicef, 700 crianças morreram em Gaza desde o início do confronto com Israel e que 2.450 ficaram feridas.
“De acordo com os últimos relatórios das autoridades de saúde locais e da mídia, pelo menos 2.215 palestinos foram mortos, incluindo mais de 700 crianças, e mais de 8.714 pessoas ficaram feridas, incluindo mais de 2.450 crianças”, disse a porta-voz da Unicef, Sara Al Hattab.
Segundo o Ministério da Saúde da Palestina, o ataque de Israel atingiu ao menos 15 hospitais e unidades de saúde da Faixa de Gaza. O porta-voz da pasta, Ashraf Al-Qudra afirmou que 28 médicos morreram e 23 ambulâncias foram atingidas enquanto profissionais socorriam vítimas do conflito.
Vítimas da guerra
O número de mortos na guerra entre Israel e o grupo palestino armado Hamas já passa dos 3.600 neste domingo (15). Ao todo, são 1.300 israelenses mortos, segundo o exército de Israel, e 2.329 palestinos mortos, segundo o Ministério da Saúde palestino.
Os acontecimentos recentes são reflexo de um conflito entre Israel e Palestina que já dura décadas. A região sempre foi ocupada por judeus e por palestinos, povo etnicamente árabe, de maioria muçulmana, o que gera conflitos sobre território. Ademais, os confrontos são constantes, e o último longo embate foi em 2021, durando 11 dias.
Foto da agência russa Sputnik mostra o presidente russo Vladimir Putin e o homólogo chinês Xi Jinping em Astana, em 3 de julho
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, confirmou nesta quinta-feira (12) que receberá seu homólogo chinês, Xi Jinping, em Kazan, no próximo mês de outubro, por ocasião da cúpula dos Brics.
O anúncio foi feito pelo mandatário russo durante encontro com o ministro das Relações Exteriores de Pequin, Wang Yi, em São Petersburgo, segundo a agência Interfax.
De acordo com Putin, as relações entre a China e a Rússia continuam a desenvolver-se “com muito sucesso em todas as direções”, incluindo a “coordenação no cenário internacional”.
Em imagens divulgadas pela mídia russa, Wang destacou que “o presidente Xi está muito feliz em aceitar o convite”.
“Nessa ocasião os dois chefes de Estado terão novas discussões estratégicas”, acrescentou o chanceler, destacando que ambos os líderes “estabeleceram uma confiança mútua sólida e uma amizade profunda”.
O ministro chinês chegou a São Petersburgo para participar da cúpula de altos funcionários e conselheiros de segurança nacional do bloco Brics. Sua visita também foi vista como uma oportunidade para lançar as bases do encontro presencial entre os líderes dos dois países.
A reunião dos Brics está marcada para acontecer entre 22 e 24 de outubro, na cidade russa de Kazan, e será o terceiro encontro presencial de 2024 entre Xi e Putin, poucas semanas antes das eleições presidenciais dos Estados Unidos, em novembro.
Formado inicialmente por Brasil, China, Índia e Rússia em 2009, o bloco foi ampliado com a adesão da África do Sul em 2010 e este ano incluiu vários outros países emergentes, como Egito e Irã. No início de setembro, a Turquia também apresentou um pedido de adesão ao bloco.