O Coral Desvendar, em atividade em Cuiabá desde 2018, lança, nesta quarta-feira (1º), seu primeiro álbum musical. Além de disponibilizar as músicas nas mais importantes plataformas de áudio (pré-salve disponível no link https://tratore.ffm.to/coraldesvendar), haverá um grande espetáculo no Teatro do Cerrado Zulmira Canavarros, às 20h, com participação especial do Grupo de Siriri Flor de Atalaia.
Os ingressos estão sendo vendidos a R$ 10,00 ou a R$ 5,00 mais 1kg de alimento não perecível. Vendas antecipadas são pelo whatsapp (65) 99998-6888. A Superintendência de Integração, Cidadania e Cultura da ALMT (Assembleia Social) é uma das apoiadoras do espetáculo.
O show Desvendar conta com músicas de autoria do grupo e de outros artistas brasileiros. Haverá “algumas músicas que estão no álbum, mas também músicas que sintetizam o novo momento do grupo, com músicas autorais mais novas, outras releituras, umas músicas de matriz africana, indígenas”, entre outras, contextualiza a regente, coordenadora e diretora artística do Coral Desvendar, Estela Ceregatti.
O coral Desvendar é autoral, é sediado na Associação Solarium, em Cuiabá, e, segundo explica Estela “tem um viés artístico, social, mas, para além disso, um viés terapêutico, por meio da cantoterapia”. As músicas são compostas pelos próprios integrantes, atendendo a proposta de criação coletiva.
O álbum a ser lançado nesta quarta foi gerado em etapas. Inicialmente, sua gravação foi contemplada pela Prefeitura de Cuiabá, com incentivos da Lei Aldir Blanc, em 2020, e, em razão da pandemia de covid-19, as vozes dos coralistas foram gravadas à distância, pelo celular mesmo. “Entramos em pandemia e mantivemos nossos encontros on-line do coral e conseguimos gravar as músicas com os aparelhos celulares. Apenas os instrumentistas gravaram no estúdio, porque não podia ter aglomeração”, explica a regente.
Finalizado esse produto e com o retorno à normalidade, o coral decidiu gravar novamente o álbum, agora com as vozes captadas em estúdio. É essa segunda finalização que será disponibilizada nas plataformas musicais nesta quarta, com composições do coral, composições de Estela Ceregatti, com músicas brasileiras que espelham os coralistas e músicas de domínio público.
No álbum, Estela Ceregatti assina ainda a direção musical e os arranjos vocais. Jhon Stuart fez a produção musical e os arranjos instrumentais, são músicos Yndira Villarroel, Alaécio Martins, Leonnid Carvalho Paniago, Jhon Stuart e Estela Ceregatti. A identidade visual é de Augusto Figliaggi, Daniela da Silva Monteiro fez as aquarelas da arte e a empresa Tratore é responsável pela distribuição musical.
O show conta, ainda, com produção musical de Manoel Neto e direção cênica de Maurício Ricardo. Para o espetáculo, acompanham os coralistas os músicos Tarcísio Sobreira Jr. (bateria), Manoel Neto (guitarra) e Maiara Monteiro (violino).
“Nós conhecemos a qualidade musical de Estela Ceregatti, seja na composição, seja na regência, e sempre incentivamos a produção autoral mato-grossense. O Teatro Zulmira Canavarros, com certeza, vai transbordar de beleza nesta quarta-feira e esperamos todos vocês”, convida a superintendente da Assembleia Social e diretora do Teatro Zulmira Canavarros, Daniella Paula Oliveira.
São apoiadores, além da Assembleia Social e o Teatro do Cerrado Zulmira Canavarros, a Associação Solarium, o Grupo de Siriri Flor de Atalaia e a Gráfica Tríade.
Mais informações, pelo telefone (65) 99998-6888 (Estela Ceregatti) ou pelo perfil @coraldesvendar no Instagram.
Serviço
Lançamento do álbum musical Desvendar com o Coral Desvendar
Data: Quarta-feira (1º), às 20h
Local: Teatro do Cerrado Zulmira Canavarros (anexo à ALMT)
Ingressos: R$ 10,00 ou a R$ 5,00 mais 1kg de alimento não perecível
Vendas antecipadas e informações: pelo whatsapp (65) 99998-6888
Em resposta ao pedido encaminhado pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) nesta sexta-feira (17), a Corregedoria-Geral da Justiça do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) decidiu suspender a medida de desocupação e determinou o encaminhamento do processo à Comissão Regional de Soluções Fundiárias para análise técnica do caso envolvendo famílias que residem nos condomínios Villas das Minas e Villas das Lavras do Sutil I e II, em Cuiabá. A decisão do Judiciário ocorreu após solicitação formal da Assembleia, diante da preocupação com os impactos sociais da medida.
A decisão considera que o caso apresenta potencial impacto social relevante, especialmente diante da possibilidade de cumprimento de medida de imissão na posse envolvendo famílias em situação de vulnerabilidade, e reforça a necessidade de adoção de etapas preparatórias antes de qualquer decisão de desocupação coletiva.
“Recebemos uma decisão muito importante da Corregedoria do Tribunal de Justiça, que representa uma vitória significativa para as famílias dos condomínios Minas e Lavras do Sutil. Ainda não vencemos a guerra, mas conquistamos uma batalha importante, que traz tranquilidade aos moradores que estavam vivendo momentos de angústia. Quero agradecer à Procuradoria da Assembleia e ao Poder Judiciário pela sensibilidade em olhar para essa situação. Esse resultado é fruto de um trabalho conjunto. Agora, vamos continuar dialogando e trabalhando para construir uma solução justa e definitiva para essas famílias. Contem com a Assembleia Legislativa, porque estaremos ao lado de vocês”, comemorou o deputado estadual Max Russi (Podemos), presidente da Assembleia Legislativa.
O procurador da Assembleia Legislativa, Ricardo Riva, explicou que a decisão da Corregedoria do Tribunal de Justiça foi resultado direto do pedido formal apresentado pela Casa, que apontou a necessidade de cumprimento de etapas legais e sociais antes da execução da medida de desocupação.
Segundo ele, a Assembleia solicitou a suspensão da imissão na posse justamente para garantir que o processo observe as exigências previstas na legislação e nas normas que tratam de conflitos fundiários coletivos.
“A Assembleia oficiou a Corregedoria do Tribunal pedindo a suspensão do cumprimento da imissão na posse, ou seja, da retirada das famílias dos apartamentos, porque existem etapas legais e sociais que precisam ser cumpridas antes de qualquer desocupação coletiva. A decisão da Corregedoria foi tomada a partir dessa solicitação e determinou o encaminhamento do processo à Comissão Regional de Soluções Fundiárias para análise técnica do caso”, explicou o procurador.
Ricardo Riva destacou ainda que a medida busca assegurar que qualquer decisão judicial seja precedida de avaliação técnica e de diálogo institucional, garantindo segurança jurídica e proteção às famílias envolvidas.
O pedido da ALMT – No documento encaminhado ao Judiciário, o presidente Max Russi alerta que o cumprimento da ordem de imissão na posse, decorrente de um processo de falência iniciado em 2003, pode resultar na retirada imediata de moradores de suas residências sem que haja medidas adequadas de acolhimento social às famílias afetadas. O ofício destaca que a execução da decisão, da forma como está prevista, pode gerar consequências sociais graves, especialmente para pessoas em situação de vulnerabilidade.
A Assembleia também argumenta que a condução do processo deve observar normas e diretrizes que tratam da proteção de direitos humanos e da mediação de conflitos. Entre os dispositivos citados estão o Provimento nº 23/2023 do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, a Resolução nº 510 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e orientações do Supremo Tribunal Federal (STF), que estabelecem que desocupações coletivas precisam ser precedidas de diálogo entre as partes e da definição de estratégias de atendimento às famílias atingidas.
De acordo com o documento, essas normas determinam que, antes da execução de despejos coletivos, sejam realizadas reuniões preparatórias e elaborados planos de ação que considerem a situação social dos moradores, garantindo alternativas de acolhimento e encaminhamento a programas habitacionais ou de assistência social, sempre que necessário.
Visita aos condomínios – Na noite de quinta-feira (16), Russi esteve pessoalmente nos residenciais para ouvir os moradores e acompanhar de perto a situação. Durante a visita, o parlamentar conversou com os condôminos e manifestou preocupação com a possibilidade de retirada imediata das pessoas de suas casas, destacando o clima de insegurança e aflição vivido pelos moradores. A presença do deputado no local ocorreu após relatos de que centenas de famílias temem perder suas moradias em razão de decisão judicial.