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Corregedoria de SP aprova cassação de vereador por fala racista

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Vereador Camilo Cristófaro
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Vereador Camilo Cristófaro

A Corregedoria da Câmara Municipal de São Paulo aprovou o pedido de cassação do mandato do vereador Camilo Cristófaro (Avante). A decisão foi tomada nesta quinta-feira (24), tendo 5 votos e uma abstenção. Cristófaro foi flagrado utilizando a expressão “não lavaram a calçada, é coisa de preto”, durante a uma sessão da Casa, em maio de 2022.

A cassação do mandato de Cristófaro ainda deverá passar pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que acontecerá na próxima quarta-feira para verificar se há constitucionalidade no pedido. Após isso, será mandado ao plenário da Câmara Municipal, no dia 5 de setembro. Para que o mandato seja cassado, serão necessários 37 dos 55 vereadores.

Caso seja concretizado, Cristófaro perderá os direitos políticos por um período de oito anos. Essa seria a primeira vez que um mandato de vereador seria cassado motivado por racismo no país. Recentemente, outro caso de racismo aconteceu na Casa, com o vereador Arnaldo Faria de Sá utilizando as expressões “negro de alma branca” e “negro de verdade” para se referir ao ex-prefeito Celso Pitta.

O parecer do caso foi elaborado pelo vereador Marlon Luz (MDB), que diz ver a quebra de decoro por parte de Cristófaro. No parecer, ele diz que o acusado “reforçou a percepção socialmente abominável de que as pessoas negras são necessariamente encarregadas de executar trabalhos manuais e que sua suposta ineficiência está relacionada à sua etnia, o que, por si só, já caracterizaria quebra de decoro”.

Luz ainda reconhece que a intensão de inferiorizar a população negra foi feita de “forma jocosa”, e que a “cassação do mandato parlamentar do vereador Camilo Cristófaro em razão da quebra de decoro parlamentar representa uma resposta firme e necessária diante de condutas que afrontam os valores democráticos e a confiança depositada pelos cidadãos em seus representantes”.

O caso foi aberto através da representação feita pelas vereadoras Luana Alves (PSOL) e Sonaira Fernandes (Republicanos), e pelo deputado federal Alexandre Leite da Silva (União Brasil). Houve a ajuda de uma munícipe na representação, Carmen da Silva Ferreira.

Como justificativa para a fala, Cristófaro diz que estava se referindo a um fusca preto que faz parte da coleção pessoal de carros antigos. Mas o parlamentar mudou a versão quando estava participando do colégio de líderes, onde disse que no momento estava brincando com um amigo negro.

““Eu estava com o Chuchu, que é o chefe de gabinete da Sub do Ipiranga, e é negro. Eu comentei com ele, que estava lá. Inclusive no domingo nós fizemos uma limpeza e quando eu cheguei eu falei: ‘isso aí é coisa de preto, né?’. Falei pro Chuchu, como irmão, porque ele é meu irmão”, disse o vereador.

No dia 4 de maio, ele publicou uma nota em que admitiu o erro e disse que precisava “passar por uma desconstrução desses preconceitos”, mas se manteve dizendo que não tinha tido “uma fala racista”.

Fonte: Nacional

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Rui Denardin: O que esperar do mercado automotivo em 2025?

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Por Rui Denardin – Grupo Mônaco: À medida que nos aproximamos do final do ano é natural começarmos a refletir sobre as projeções para 2025. No mercado automotivo não seria diferente. Grandes expectativas já surgem, especialmente diante dos resultados positivos de 2024, marcados pelo aumento das vendas e pela recuperação total do setor no cenário pós-pandemia.

Analisando os fatores que impactam esse mercado, 2025 promete ser um ano dinâmico, repleto de avanços tecnológicos e alinhado às novas demandas do consumidor. Conforme nos preparamos para esse futuro promissor, algumas tendências-chave já estão moldando o setor, e, como um player estratégico, precisamos estar atentos para liderar e inovar.

E uma dessas principais tendências que seguirá em alta é a busca por veículos sustentáveis. A eletrificação continuará sendo o principal motor de mudança, com uma previsão de aumento significativo na participação dos veículos elétricos, não apenas no Brasil, mas em mercados globais.

Isso ocorre devido à redução nos custos de produção de baterias e ao avanço da infraestrutura de carregamento. No Brasil, o crescimento do segmento tem sido impulsionado por incentivos fiscais e subsídios que tornam as soluções híbridas e elétricas mais acessíveis ao consumidor.

Além disso, a busca por sustentabilidade permeia todos os aspectos da vida moderna, inclusive a mobilidade urbana. A produção de veículos elétricos tornou-se mais limpa, com o uso de materiais recicláveis, consolidando a responsabilidade ambiental como um diferencial competitivo.

Apesar das transformações tecnológicas, uma coisa não mudará em 2025: o foco na experiência do cliente. As empresas que conseguem oferecer atendimento excepcional, simplificar processos e garantir um suporte eficiente sairão na frente, conquistando a fidelidade de seus consumidores.

No Grupo Mônaco, valorizamos essa conexão desde a nossa fundação, na década de 1970. Meu pai, Armindo Denardin, ao inaugurar nossa primeira concessionária em Altamira, no Pará, chamava seu empreendimento de “Casa de Amigos”. Esse espírito de proximidade e atenção personalizada, seja para fechar um negócio ou apenas para receber bem quem nos procura, é um legado que mantemos até hoje.

O futuro do mercado automotivo não é apenas sobre tecnologia; é sobre como utilizamos essa tecnologia para melhorar vidas e gerar um impacto positivo no planeta. No Grupo Mônaco, estamos comprometidos em liderar essa transformação, com inovação, excelência e uma visão estratégica que priorize nossos clientes, colaboradores e parceiros.

2025 será um ano para acelerar. Estou confiante de que estamos prontos para essa jornada, que promete grandes conquistas e novas possibilidades para montadoras, concessionárias e, principalmente, para nossos clientes. Que venha o novo!

Rui Denardin é CEO do Grupo Mônaco

Fonte: Auto

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queiroz

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