Enchentes atingiram o Rio de Janeiro no domingo (14)
Segundo a Associação de Moradores de Acari, bairro na Zona Norte do Rio de Janeiro, cerca de 20 mil pessoas que habitam a região perderam móveis, eletrodomésticos e documentos durante a enchente provocada após as fortes chuvas desse final de semana.
O número é maior que o divulgado pelo governo do Estado, que estima 15 mil pessoas afetadas pelas chuvas, segundo balanço parcial divulgado nessa terça-feira (16).
O bairro, cercado pelo Rio Acari, sofre com grandes alagamentos há anos, de acordo com moradores. Em fevereiro de 2020, um temporal fez com que a Escola Municipal Érico Veríssimo, localizada no bairro, ficasse debaixo d’água, às vésperas do início do ano letivo. Um vigia perdeu o carro, levado pela enchente.
Em julho de 2023, a Prefeitura do Rio anunciou que a Fundação Instituto das Águas do Município do Rio de Janeiro (Rio-Águas) – órgão vinculado à Secretaria Municipal de Meio Ambiente da Cidade – havia realizado um serviço de limpeza e desassoreamento no rio.
De acordo com o município, mais de 191 mil toneladas de materiais foram retirados do local, entre a Avenida Pastor Martin Luther King e a estrada João Paulo. Contudo, o projeto inicial, que previa a construção de bolsões para escoar a água e evitar o transbordamento, não se concretizou.
Autoridades vêem descaso histórico
Nas redes sociais, a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, declarou que “não é natural que em alguns municípios, bairros, periferias e favelas sofram com consequências mais graves da chuva do que outros”, argumentando sobre a estimativa de favelas e periferias sofrerem cerca de quinze vezes mais com as chuvas.
“Isso acontece porque uma parte da cidade, do estado, não tem a mesma condição de moradia, de saneamento, de estrutura urbana do que a outra. Também não é natural que esses lugares tenham ali a maioria da sua população negra. Isso faz parte do que a gente chama e define de racismo ambiental e os seus efeitos nas grandes cidades”, completou.
O ministro dos Direitos Humanos, Silvio Almeida, afirmou que essas catástrofes afetam mais severamente grupos sociais discriminados. “O conceito de racismo ambiental há décadas é objeto de estudos científicos”, afirmou Almeida em publicação nas redes sociais.
“Ele visa a explicar a forma com que as catástrofes ambientais e a mudança climática afetam de forma mais severa grupos sociais política e economicamente discriminados que, por esse motivo, são forçados a viver em condições de risco. Não significa dizer que apenas pessoas destes grupos são afetadas pelos eventos climáticos, mas que as pessoas a que a estes grupos pertencem são mais afetadas, por razões sociais, pelos eventos ambientais”, acrescentou o ministro.
Por Rui Denardin – Grupo Mônaco: À medida que nos aproximamos do final do ano é natural começarmos a refletir sobre as projeções para 2025. No mercado automotivo não seria diferente. Grandes expectativas já surgem, especialmente diante dos resultados positivos de 2024, marcados pelo aumento das vendas e pela recuperação total do setor no cenário pós-pandemia.
Analisando os fatores que impactam esse mercado, 2025 promete ser um ano dinâmico, repleto de avanços tecnológicos e alinhado às novas demandas do consumidor. Conforme nos preparamos para esse futuro promissor, algumas tendências-chave já estão moldando o setor, e, como um player estratégico, precisamos estar atentos para liderar e inovar.
E uma dessas principais tendências que seguirá em alta é a busca por veículos sustentáveis. A eletrificação continuará sendo o principal motor de mudança, com uma previsão de aumento significativo na participação dos veículos elétricos, não apenas no Brasil, mas em mercados globais.
Isso ocorre devido à redução nos custos de produção de baterias e ao avanço da infraestrutura de carregamento. No Brasil, o crescimento do segmento tem sido impulsionado por incentivos fiscais e subsídios que tornam as soluções híbridas e elétricas mais acessíveis ao consumidor.
Além disso, a busca por sustentabilidade permeia todos os aspectos da vida moderna, inclusive a mobilidade urbana. A produção de veículos elétricos tornou-se mais limpa, com o uso de materiais recicláveis, consolidando a responsabilidade ambiental como um diferencial competitivo.
Apesar das transformações tecnológicas, uma coisa não mudará em 2025: o foco na experiência do cliente. As empresas que conseguem oferecer atendimento excepcional, simplificar processos e garantir um suporte eficiente sairão na frente, conquistando a fidelidade de seus consumidores.
No Grupo Mônaco, valorizamos essa conexão desde a nossa fundação, na década de 1970. Meu pai, Armindo Denardin, ao inaugurar nossa primeira concessionária em Altamira, no Pará, chamava seu empreendimento de “Casa de Amigos”. Esse espírito de proximidade e atenção personalizada, seja para fechar um negócio ou apenas para receber bem quem nos procura, é um legado que mantemos até hoje.
O futuro do mercado automotivo não é apenas sobre tecnologia; é sobre como utilizamos essa tecnologia para melhorar vidas e gerar um impacto positivo no planeta. No Grupo Mônaco, estamos comprometidos em liderar essa transformação, com inovação, excelência e uma visão estratégica que priorize nossos clientes, colaboradores e parceiros.
2025 será um ano para acelerar. Estou confiante de que estamos prontos para essa jornada, que promete grandes conquistas e novas possibilidades para montadoras, concessionárias e, principalmente, para nossos clientes. Que venha o novo!