Haiti sofre com onda de violência causada por gangues
Os militares dos Estados Unidos organizaram uma operação de remoção dos funcionários da embaixada do país em Porto Príncipe, capital do Haiti, que vive um estado de tensão nos últimos meses e está sob estado de emergência.
Segundo o Comando Sul militar dos Estados Unidos, a missão de resgate visava aumentar a segurança da embaixada, movimento que é realizado também em outros países no mundo. As operações continuarão funcionando normalmente, apesar da evacuação dos funcionários.
O Haiti vive um aumento da violência local, com gangues paramilitares que buscam a queda do governo liderado pelo primeiro-ministro Ariel Henry. Nas últimas semanas, o líder do país esteve em Nairóbi, no Quênia, buscando apoio para uma missão de paz.
O apoio do país africano vem sendo negociado desde o ano passado, mas nunca chegou a ser oficializado, uma vez que disputas jurídicas internas no Quênia questionam o apoio ao país da América Central.
Nas redes sociais, a embaixada estadunidense declarou que a operação de resgate se deu por conta do aumento de violência nas proximidades da embaixada e também do aeroporto.
Na última semana, o principal porto da capital teve suas operações suspensas por conta de ações de sabotagem e vandalismo. A onda de violência se intensificou após o primeiro-ministro ter deixado o país para uma conferência regional na semana passada.
Com a ausência do mandatário, as gangues realizaram diversos ataques coordenados à Academia Nacional de Polícia, duas penitenciárias e tentaram invadir o aeroporto de Porto Príncipe para evitar o retorno de Henry, que foi forçado a pousar em Porto Rico.
Organizações humanitárias no Haiti estimam que 362 mil pessoas foram forçadas a deixar suas casas por conta dos confrontos. Segundo o Médicos Sem Fronteiras, 2.300 pessoas foram mortas por conta da violência só em Cite Soleil, nos arredores da capital, em 2023.
Foto da agência russa Sputnik mostra o presidente russo Vladimir Putin e o homólogo chinês Xi Jinping em Astana, em 3 de julho
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, confirmou nesta quinta-feira (12) que receberá seu homólogo chinês, Xi Jinping, em Kazan, no próximo mês de outubro, por ocasião da cúpula dos Brics.
O anúncio foi feito pelo mandatário russo durante encontro com o ministro das Relações Exteriores de Pequin, Wang Yi, em São Petersburgo, segundo a agência Interfax.
De acordo com Putin, as relações entre a China e a Rússia continuam a desenvolver-se “com muito sucesso em todas as direções”, incluindo a “coordenação no cenário internacional”.
Em imagens divulgadas pela mídia russa, Wang destacou que “o presidente Xi está muito feliz em aceitar o convite”.
“Nessa ocasião os dois chefes de Estado terão novas discussões estratégicas”, acrescentou o chanceler, destacando que ambos os líderes “estabeleceram uma confiança mútua sólida e uma amizade profunda”.
O ministro chinês chegou a São Petersburgo para participar da cúpula de altos funcionários e conselheiros de segurança nacional do bloco Brics. Sua visita também foi vista como uma oportunidade para lançar as bases do encontro presencial entre os líderes dos dois países.
A reunião dos Brics está marcada para acontecer entre 22 e 24 de outubro, na cidade russa de Kazan, e será o terceiro encontro presencial de 2024 entre Xi e Putin, poucas semanas antes das eleições presidenciais dos Estados Unidos, em novembro.
Formado inicialmente por Brasil, China, Índia e Rússia em 2009, o bloco foi ampliado com a adesão da África do Sul em 2010 e este ano incluiu vários outros países emergentes, como Egito e Irã. No início de setembro, a Turquia também apresentou um pedido de adesão ao bloco.