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Entidades repudiam Tarcísio por “desmonte” a programa de câmeras da PM

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Governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas
Rafa Neddermeyer/Agência Brasil – 04/07/2023

Governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas

Entidades ligadas às áreas de segurança pública e direitos humanos demonstraram preocupação com o posicionamento de Tarcísio de Freitas (Republicanos). O governador do estado de São Paulo questiona a efetividade das câmeras de segurança do programa Olho Vivo nos uniformes dos policiais militares do estado de São Paulo, embora estudos tenham mostrado que a medida trouxe benefícios à segurança.

Por meio de nota conjunta, seis organizações se posicionaram de maneira contrária às declarações feitas pelo governador em uma entrevista concedida por ele ao Bom dia SP, da TV Globo, transmitida na terça-feira (2) . As organizações mostraram dados que comprovam a efetividade dos equipamentos usados há três anos pelos agentes da corporação na diminuição da letalidade policial. Assinaram o documento as seguintes entidades: Conectas Direitos Humanos, Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Instituto Sou da Paz, Instituto Igarapé, JUSTA e Núcleo de Estudos de Violência da USP (NEV).

“A gente não descontinuou nenhum contrato. Os contratos permanecem. Mas qual a efetividade das câmeras corporais na segurança do cidadão? Nenhuma”, disse Tarcísio. Em seguida, ele apontou para o que considera um melhor direcionamento da verba de segurança pública.

“Preciso investir pesado em monitoramento. Isso custa muito dinheiro. É a melhor aplicação do recurso que a gente está buscando para proteger o cidadão”. Segundo o governador, o plano para 2024 é ter mais cinco mil homens no centro da capital paulista e 500 viaturas atuando na região.

“Se você aumenta policiamento ostensivo, você vai fazer menos abordagem porque vai dissuadir o crime. E combinar mais investimento em iluminação pública para dissuadir o crime, porque iluminação pública afasta o criminoso”, defendeu Tarcísio.

O que é o programa Olho Vivo

Para o coordenador de projetos do Instituto Sou da Paz, Rafael Rocha, o governador de São Paulo escolhe entre “vigiar a polícia ou a criminalidade”, colocando essas medidas de segurança pública como opostas. Para o especialista, elas são complementares e devem ser executadas simultaneamente.

Desde a campanha eleitoral e ao longo do seu primeiro ano de mandato, Tarcísio fez declarações ambíguas sobre as câmaras corporais nos uniformes dos policiais militares e pela primeira vez, se posicionou de forma clara sobre o tema, ao se mostrar a favor do que as organizações chamam de “desmonte”.

Implementado no segundo semestre de 2020, durante a gestão de João Dória, o programa Olho Vivo surgiu dentro da própria Polícia Militar do Estado de São Paulo (PMESP) , após anos de estudo e análises de experiências internacionais. Ele foi o primeiro do Brasil a utilizar câmeras que gravam as imagens de forma ininterrupta.

Corte de verbas para investimentos

Câmera corporal em uniforme de policial militar de São Paulo
Governo de SP/Divulgação

Câmera corporal em uniforme de policial militar de São Paulo

Após três anos, estão em operação 10.125 câmeras que cobrem 52% do efetivo policial do estado. Veja alguns números onde especialistas apontam a efetividade do programa.

62,7 % de queda na letalidade policial entre 2019 e 2022, segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública;

57% de redução no número de mortes decorrentes de intervenção policial e de 63% nas lesões corporais causadas por policiais, de acordo com a FGV, com a colaboração da PMESP;

46% menos mortes de jovens entre 15 e 24 anos, aponta o Sou da Paz

Uma parceria entre o Fórum Brasileiro de Segurança Pública e o Unicef também mostraram a diminuição da morte de policiais em serviço após a implantação do equipamento. O número de PMs vítimas de homicídio no horário de trabalho passou de 18 em 2020 para 4 em 2021 e 6 em 2022. Estes são os menores números registrados em toda a série histórica feita desde 2013.

“Há uma série de indícios demonstrando que a atuação policial melhorou após a operação Olho Vivo. São menos policiais mortos, mais ocorrências registradas, menos denúncias contra policiais. É um programa muito efetivo, que em 2023 começa a enfraquecer”, analisa o especialista do Sou da Paz.

As organizações olham com preocupação para a sequência de cortes de verba do programa.

Enquanto a Assembleia Legislativa de SP (Alesp) aprovou um orçamento de R$157 milhões para serem gastos até atingir a meta de 15.300 câmeras em 2023, Tarcísio diminuiu o valor para R$136 milhões. Além disso, realizou dois cortes em montantes significativos que seriam usados no projeto.

Em agosto do ano passado, remanejou R$11 milhões e em outubro, outros R$15 milhões, argumentando que o valor iria para diárias do efetivo policial.

Renovação do contrato atual

Desde 2020, as câmeras usadas pelos polícias e o sistema de armazenamento das imagens são viabilizadas por meio de dois contratos de comodato com a empresa Axom. Esses contratos terminam em julho de 2024 e, caso não sejam renovados, o programa acaba.

Para Samira Bueno, do Fórum de Segurança Pública, as duas questões principais em torno do tema são: se o governo fará a renovação dos contratos e, caso isso aconteça, se o formato atual será mantido.

A especialista explica que o governo Tarcísio argumenta sobre o fato das gravações atuais encarecem o contrato, uma vez que elas são ininterruptas. Samira reconhece que o valor é mais alto por causa desse fator, mas vê com preocupação qualquer alteração do formato atual.

“A abertura de uma nova licitação internacional do formato como é necessário para o programa Olho Vivo demora mais de um ano. Se o contrato atual não for renovado, ele chega ao fim.”

Fonte: Nacional

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Rui Denardin: O que esperar do mercado automotivo em 2025?

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Por Rui Denardin – Grupo Mônaco: À medida que nos aproximamos do final do ano é natural começarmos a refletir sobre as projeções para 2025. No mercado automotivo não seria diferente. Grandes expectativas já surgem, especialmente diante dos resultados positivos de 2024, marcados pelo aumento das vendas e pela recuperação total do setor no cenário pós-pandemia.

Analisando os fatores que impactam esse mercado, 2025 promete ser um ano dinâmico, repleto de avanços tecnológicos e alinhado às novas demandas do consumidor. Conforme nos preparamos para esse futuro promissor, algumas tendências-chave já estão moldando o setor, e, como um player estratégico, precisamos estar atentos para liderar e inovar.

E uma dessas principais tendências que seguirá em alta é a busca por veículos sustentáveis. A eletrificação continuará sendo o principal motor de mudança, com uma previsão de aumento significativo na participação dos veículos elétricos, não apenas no Brasil, mas em mercados globais.

Isso ocorre devido à redução nos custos de produção de baterias e ao avanço da infraestrutura de carregamento. No Brasil, o crescimento do segmento tem sido impulsionado por incentivos fiscais e subsídios que tornam as soluções híbridas e elétricas mais acessíveis ao consumidor.

Além disso, a busca por sustentabilidade permeia todos os aspectos da vida moderna, inclusive a mobilidade urbana. A produção de veículos elétricos tornou-se mais limpa, com o uso de materiais recicláveis, consolidando a responsabilidade ambiental como um diferencial competitivo.

Apesar das transformações tecnológicas, uma coisa não mudará em 2025: o foco na experiência do cliente. As empresas que conseguem oferecer atendimento excepcional, simplificar processos e garantir um suporte eficiente sairão na frente, conquistando a fidelidade de seus consumidores.

No Grupo Mônaco, valorizamos essa conexão desde a nossa fundação, na década de 1970. Meu pai, Armindo Denardin, ao inaugurar nossa primeira concessionária em Altamira, no Pará, chamava seu empreendimento de “Casa de Amigos”. Esse espírito de proximidade e atenção personalizada, seja para fechar um negócio ou apenas para receber bem quem nos procura, é um legado que mantemos até hoje.

O futuro do mercado automotivo não é apenas sobre tecnologia; é sobre como utilizamos essa tecnologia para melhorar vidas e gerar um impacto positivo no planeta. No Grupo Mônaco, estamos comprometidos em liderar essa transformação, com inovação, excelência e uma visão estratégica que priorize nossos clientes, colaboradores e parceiros.

2025 será um ano para acelerar. Estou confiante de que estamos prontos para essa jornada, que promete grandes conquistas e novas possibilidades para montadoras, concessionárias e, principalmente, para nossos clientes. Que venha o novo!

Rui Denardin é CEO do Grupo Mônaco

Fonte: Auto

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queiroz

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