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Cuiabá

Espetáculo emocionante marca encerramento das atividades do primeiro semestre de 2024 do projeto Cuiabá Sonoro

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Pais, professores dos alunos que integram o Projeto Cuiabá Sonoro e demais amigos prestigiaram uma belíssima apresentação musical na noite de quarta-feira (10), na sede da Secretaria Municipal de Cultura, Esporte e Lazer, no encerramento das atividades do primeiro semestre de 2024. Com mais de 80 integrantes de idades variadas, os aprendizes demonstraram o que aprenderam nesse período nos cursos de violão, violoncelo, flauta doce, guitarra e teclado. As aulas são disponibilizadas gratuitamente pela Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, em três polos da cidade: Museu da Imagem e do Som Lázaro Papazian (Misc), Espaço Cultural Silva Freire e na própria Secretaria de Cultura. Além do certificado, os alunos receberam uma lembrancinha do projeto.

O repertório contou com diversas canções, entre elas “9ª Sintonia”, de Beethoven, “Anunciação” (Alceu Valença), “Asa Branca” (Luiz Gonzaga), “Pra não dizer que não falei das flores” (Geraldo Vandré), “My Heart Will Go On” (música tema do filme Titanic da cantora Celine Dion), “Sou de Cuiabá” (Zé Bolo Flor), “Boi da Cara Preta” (Domínio Público), “Além do Arco-Íris” (Harold Arlen) e “Tocando em Frente” (Almir Sater).

Algumas das músicas contaram com a equipe toda na apresentação, outras pelas turmas de violoncelo e teclado, ou com os integrantes de violão, e ainda, com as turmas de saxofone e flauta doce.

“É uma satisfação muito grande ver o desenvolvimento desse projeto que iniciamos há cerca de quatro anos. Na época, fechamos essa ideia de um projeto solo, e foi crescendo e tomando um grande espaço aqui na Secretaria Municipal de Cultura. Hoje, queremos ampliar vagas em outros polos da cidade. O objetivo é formar uma escola municipal de música, exatamente para dar formação musical para nossos alunos e as pessoas que querem fazer carreira na música. O prefeito Emanuel Pinheiro sempre se preocupou com isso, dar oportunidade. É evidente que o projeto ganhou proporções e tem sido um pilar importante para o acesso à cultura e à formação artística de muitas pessoas que desejam esse aprendizado”, destacou o secretário Municipal de Cultura, Esporte e Lazer, Justino Astrevo.

Na plateia, os olhares expressavam um misto de expectativa, alegria, emoção, conquista e a certeza de que venceram seus próprios limites. Entre eles, o da jornalista Julianne Caju, que aguardava o espetáculo em que o filho Joaquim Franco, de 11 anos, e a afilhada Alice Cecília, de 16, ambos do curso de violão, se apresentariam na programação.

“É um espetáculo emocionante. Eu vejo esse projeto como um projeto de inclusão, já que as aulas de música, de instrumentos musicais, são muito caras, e o projeto é gratuito. É também uma oportunidade de incluir os jovens, crianças e adolescentes em outras atividades. Assim, eles vão tomando gosto, aprendendo e decidindo se querem continuar profissionalmente”, explicou Julianne.

A música, segundo ela, faz parte da família, e o filho Joaquim se interessou em participar do projeto Cuiabá Sonoro. Autodidata, ele queria aprimorar seus conhecimentos com mais técnica. Hoje, além de tocar, ele também canta, o que é motivo de orgulho para a mãe, que é uma das apoiadoras não só do filho, mas também da afilhada. “Através da música a gente pode se expressar”, sentenciou a expectadora.

O projeto Cuiabá Sonoro retorna no segundo semestre com ampliação de vagas em novos polos que serão anunciados oportunamente. As aulas são de responsabilidade dos professores Joel Carvalho (violão), Eduardo Santos (violão e guitarra), Fernando Reis (instrumentos de sopro) e Karol Bataioli (teclado e violoncelo), e deverão ser agregados novos profissionais à equipe.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Cuiabá

Entre datas de inclusão, ensino bilíngue abre caminhos para crianças surdas em Cuiabá

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Celebrados nessa quinta (23) e sexta-feira (24), o Dia Nacional da Educação de Surdos e o Dia Nacional da Língua Brasileira de Sinais (Libras), respectivamente, reforçam a importância de práticas educacionais inclusivas. Em Cuiabá, a rede municipal tem avançado na consolidação da educação bilíngue, modelo que reconhece a Libras como primeira língua (L1) e o português escrito como segunda (L2).

Amparada pela Lei nº 14.191/2021, a proposta considera a surdez como uma diferença linguística e cultural. Na prática, isso significa garantir que o estudante surdo tenha acesso pleno ao conteúdo escolar, respeitando suas especificidades e promovendo equidade no processo de aprendizagem.

A mestre em educação e coordenadora técnica de educação especial, Neuraides Ribeiro Silva, explica que a educação bilíngue de surdos na rede municipal segue diretrizes legais e pedagógicas específicas. Segundo ela, o modelo vem sendo estruturado de forma gradual em Cuiabá.

“A rede municipal de Cuiabá vem estruturando a educação bilíngue para alunos surdos de forma gradual e integrada ao modelo de educação inclusiva, combinando ensino regular com serviços especializados. A organização segue princípios legais nacionais e práticas pedagógicas específicas para esse público”, disse.

Já a professora da rede municipal e estadual, especialista em educação especial, Alessandra Andrade Silva, destaca que a educação bilíngue vai além da tradução de conteúdos e envolve uma estrutura pedagógica pensada para o desenvolvimento integral dos alunos.

“A educação bilíngue de surdos constitui uma modalidade que garante o direito à formação integral, respeitando a singularidade linguística. A Libras é a primeira língua e base da aprendizagem, enquanto o português escrito é trabalhado como segunda língua”, informou.

Na rede municipal de Cuiabá, o atendimento ocorre de forma integrada. Estudantes da educação infantil até o 2º ano contam com professores bilíngues. Já do 3º ao 5º ano, o acompanhamento é feito por intérpretes de Libras, além de instrutores no contraturno. O currículo é o mesmo para todos, com adaptações linguísticas que asseguram o entendimento dos conteúdos.

Nesse contexto, o trabalho colaborativo entre professores regentes, profissionais bilíngues, intérpretes e famílias é essencial para o sucesso da proposta. A professora bilíngue e intérprete de Libras, Emanuelle Freire Galvão Ponce, explica que o papel do intérprete vai além da tradução, sendo fundamental na mediação do aprendizado em sala de aula.

“O principal papel do intérprete de Libras é a mediação comunicativa. Ele atua na relação entre professor, aluno surdo e colegas, garantindo que o conteúdo seja compreendido. Esse acompanhamento acontece em todas as disciplinas, durante todo o período em sala”, explicou.

Ela também ressalta que, com a presença do professor bilíngue, é possível ampliar as estratégias pedagógicas e adaptar materiais de forma mais eficaz, favorecendo o aprendizado dos estudantes surdos.

Outro ponto importante é o início precoce desse acompanhamento. Segundo especialistas, quanto mais cedo a criança surda tem acesso à Libras, melhores são seus resultados no processo de alfabetização e desenvolvimento escolar.

“Quando a criança surda tem acesso à língua de sinais desde cedo e é alfabetizada nesse contexto, o desenvolvimento é muito mais positivo. Ela consegue acompanhar a turma e avançar com mais autonomia”, afirma Emanuelle.

O município de Cuiabá, por meio da Secretaria de Educação, Cultura, Esporte e Lazer (SMECEL), enfrenta o desafio de garantir uma escola inclusiva para professores, estudantes e toda a comunidade escolar.

Diante desse cenário, as datas de 23 e 24 de abril reforçam não apenas a importância da Libras, mas o compromisso com uma educação que valorize a diversidade e promova inclusão de forma efetiva, garantindo que todos os estudantes tenham as mesmas oportunidades de aprender e se desenvolver.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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