A informação foi divulgada pelo conselheiro de Segurança Nacional dos EUA, Jake Sullivan.
“Após o ataque sem precedentes do Irã a Israel, o presidente Joe Biden coordenou com os aliados e parceiros do G7 para impor novas sanções”, diz a nota.
Segundo Sullivan, as medidas visarão particularmente “o programa de mísseis e drones, entidades que apoiam o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica e o Ministério da Defesa iraniano”.
Além disso, os EUA “continuarão a trabalhar em todo o Departamento de Defesa e no Comando Central para fortalecer e expandir ainda mais a defesa aérea e antimísseis em todo o Oriente Médio” e não “hesitarão em tomar medidas, em coordenação com aliados e parceiros em todo o mundo, responsabilizar o governo iraniano pelas suas ações prejudiciais e desestabilizadoras”.
O anúncio é feito no dia em que o presidente de Israel, Isaac Herzog, reuniu-se com os ministros das Relações Exteriores da Alemanha, Annalena Barbock, e do Reino Unido, David Cameron, que chegaram ao país para discutir a situação no território , e agradeceu “pelo apoio dado ao país em relação ao repreensível ataque do Irã”.
Na ocasião, o chanceler britânico pediu que o G7 impusesse “sanções coordenadas” contra o Irã após o ataque.
“É claro que os israelenses estão tomando a decisão de agir”, afirmou Cameron, acrescentando que o Reino Unido “espera que sejam tomadas medidas para garantir que a situação se agrave o menos possível”.
Por sua vez, Herzog enfatizou que “o mundo inteiro deve trabalhar com determinação e coragem contra a ameaça representada pelo regime iraniano que está tentando minar a estabilidade de toda a região”.
Ele disse ainda que “Israel é inequívoco no seu compromisso de defender o seu povo” e o “regresso imediato a casa de todos os reféns mantidos cativos pelo Hamas em Gaza continua a ser uma prioridade absoluta para nós e para a comunidade internacional”.
Após o ataque do último fim de semana, um funcionário do governo americano disse que a resposta de Israel a Teerã incluirá “um ataque limitado” ao território iraniano.
Mais cedo, inclusive, o Irã evacuou completamente algumas das suas bases na Síria, enquanto outras serão evacuadas apenas à noite, quando Teerã teme que seja mais provável que ocorra um ataque israelense, informou o Wall Street Journal, citando fontes locais.
De acordo com a publicação, o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica adotou “medidas de emergência” para as suas instalações em toda a Síria. As fontes destacaram ainda que apenas alguns membros permaneceram para proteger os arsenais de armas, enquanto a maioria foi evacuado.
Foto da agência russa Sputnik mostra o presidente russo Vladimir Putin e o homólogo chinês Xi Jinping em Astana, em 3 de julho
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, confirmou nesta quinta-feira (12) que receberá seu homólogo chinês, Xi Jinping, em Kazan, no próximo mês de outubro, por ocasião da cúpula dos Brics.
O anúncio foi feito pelo mandatário russo durante encontro com o ministro das Relações Exteriores de Pequin, Wang Yi, em São Petersburgo, segundo a agência Interfax.
De acordo com Putin, as relações entre a China e a Rússia continuam a desenvolver-se “com muito sucesso em todas as direções”, incluindo a “coordenação no cenário internacional”.
Em imagens divulgadas pela mídia russa, Wang destacou que “o presidente Xi está muito feliz em aceitar o convite”.
“Nessa ocasião os dois chefes de Estado terão novas discussões estratégicas”, acrescentou o chanceler, destacando que ambos os líderes “estabeleceram uma confiança mútua sólida e uma amizade profunda”.
O ministro chinês chegou a São Petersburgo para participar da cúpula de altos funcionários e conselheiros de segurança nacional do bloco Brics. Sua visita também foi vista como uma oportunidade para lançar as bases do encontro presencial entre os líderes dos dois países.
A reunião dos Brics está marcada para acontecer entre 22 e 24 de outubro, na cidade russa de Kazan, e será o terceiro encontro presencial de 2024 entre Xi e Putin, poucas semanas antes das eleições presidenciais dos Estados Unidos, em novembro.
Formado inicialmente por Brasil, China, Índia e Rússia em 2009, o bloco foi ampliado com a adesão da África do Sul em 2010 e este ano incluiu vários outros países emergentes, como Egito e Irã. No início de setembro, a Turquia também apresentou um pedido de adesão ao bloco.