Pouco mais de dois meses se passaram daquele encontro e Vera Ramos aumentou o tom das críticas em entrevista ao GPS Brasília. Para ela, o projeto tem uma longa lista de problemas. “O PPCub tem sido um projeto tumultuado desde o início. O plano atual não é de preservação, mas de desenvolvimento, que vai descaracterizar o conjunto urbanístico” , dispara Vera Ramos, que tem longo histórico de participação em órgãos públicos, como o GDF, o Instituto do Património Histórico e Artístico Nacional (Iphan), a administração do Plano Piloto e promotorias do Ministério Público do DF como a Prodema (Defesa do Meio Ambiente e do Patrimônio Cultural) e a Prourb (Ordem Urbanística).
“A preservação é um ato de respeito ao passado. Ninguém quer impedir um olhar para o futuro, nem congelar a cidade. É preciso, de fato, complementar e atualizar o ordenamento urbanístico da cidade, mas seguindo a lógica de que estamos em uma cidade-parque. O que estamos vendo, porém, é a criação de parcelamentos em áreas verdes e livres, propostas vagas de intervenções futuras e falta de transparência. O debate não está maduro, pois a sociedade não conhece e não compreende o PPCub. E pergunto: a quem interessa esta correria para aprovar o plano?” , complementa.
O alerta vai ao encontro do que ela afirmou na primeira audiência pública sobre o tema. “É preciso consultar a comunidade, que teria de participar do processo, o que não ocorreu” , reforça. “Com essa ausência, a qualidade de vida vai ser deteriorada. Até porque não informaram à população que o PPCub vai além do conjunto de normas, com a previsão de criação de áreas futuras, com regramento ainda a ser criado” , enfatiza.
“Os deputados distritais estão assinando cheques em branco. Repito a pergunta: por que a pressa? Por que a falta de transparência? A quem interessa esse movimento?” , questiona Vera Ramos.
“Este PPCub não atende à Unesco, por não ter havido participação da comunidade e entidades. Falta um comitê gestor e sobram poderes nas mãos da Seduh (Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação do DF)” , critica.
Além das críticas comumente apontadas, como a elevação de gabaritos nos setores hoteleiros, a criação de áreas de camping na Asa Sul e de lotes residenciais no lado oeste do Eixo Monumental , Vera Ramos aponta outro risco: a quebra da unidade de vizinhança existente no Plano Piloto.
“Os conselhos comunitários e as prefeituras de quadra deveriam ter sido consultadas, o que não ocorreu. A Seduh lançou conceitos que podem não agradar à comunidade, como a cessão de lotes previstos inicialmente para abrigar serviços públicos, como escolas e agências dos correios, para a exploração por particulares. Isso foi permitido pelo governo Roriz e muitas áreas acabaram virando templos e academias. Como a fiscalização não funciona, corre-se o risco de trazer incômodo para a população, quebrando a unidade de vizinhança” , aponta.
Outro ponto que a urbanista e arquiteta destaca é a criação de área de gestão específica , categoria antes reservada apenas à Universidade de Brasília e ao Setor Militar Urbano, no Polo 7 do trecho 3 do Setor de Clubes Esportivos Sul. “Isso me causou espanto” , define.
“Brasília é uma cidade única, que tem de ter instrumentos próprios para um plano de preservação. Você pode intervir, mas precisa respeitar os conceitos da cidade. Temos de ser tão competentes como os pioneiros dos anos de 1950 foram. A correção dos problemas e desvirtuamentos do plano original não está ocorrendo e o PPCub, que deveria nortear e estabelecer limites para preservação, não está cumprindo seu papel” , reforça.
Para Vera Ramos, só há uma saída. “O urbanismo de Brasília é ético, pois o interesse público prevalece sobre o privado. Com adensamento e criação de lotes, esta lógica fica inviabilizada. A Câmara Legislativa tem a obrigação de não aprovar o PPCub da forma como está, após o governo da vez ter a ousadia de propor uma lei que não preserva e que ameaça o cinturão verde de Brasília em vários de seus setores” , conclui.
Por Rui Denardin – Grupo Mônaco: À medida que nos aproximamos do final do ano é natural começarmos a refletir sobre as projeções para 2025. No mercado automotivo não seria diferente. Grandes expectativas já surgem, especialmente diante dos resultados positivos de 2024, marcados pelo aumento das vendas e pela recuperação total do setor no cenário pós-pandemia.
Analisando os fatores que impactam esse mercado, 2025 promete ser um ano dinâmico, repleto de avanços tecnológicos e alinhado às novas demandas do consumidor. Conforme nos preparamos para esse futuro promissor, algumas tendências-chave já estão moldando o setor, e, como um player estratégico, precisamos estar atentos para liderar e inovar.
E uma dessas principais tendências que seguirá em alta é a busca por veículos sustentáveis. A eletrificação continuará sendo o principal motor de mudança, com uma previsão de aumento significativo na participação dos veículos elétricos, não apenas no Brasil, mas em mercados globais.
Isso ocorre devido à redução nos custos de produção de baterias e ao avanço da infraestrutura de carregamento. No Brasil, o crescimento do segmento tem sido impulsionado por incentivos fiscais e subsídios que tornam as soluções híbridas e elétricas mais acessíveis ao consumidor.
Além disso, a busca por sustentabilidade permeia todos os aspectos da vida moderna, inclusive a mobilidade urbana. A produção de veículos elétricos tornou-se mais limpa, com o uso de materiais recicláveis, consolidando a responsabilidade ambiental como um diferencial competitivo.
Apesar das transformações tecnológicas, uma coisa não mudará em 2025: o foco na experiência do cliente. As empresas que conseguem oferecer atendimento excepcional, simplificar processos e garantir um suporte eficiente sairão na frente, conquistando a fidelidade de seus consumidores.
No Grupo Mônaco, valorizamos essa conexão desde a nossa fundação, na década de 1970. Meu pai, Armindo Denardin, ao inaugurar nossa primeira concessionária em Altamira, no Pará, chamava seu empreendimento de “Casa de Amigos”. Esse espírito de proximidade e atenção personalizada, seja para fechar um negócio ou apenas para receber bem quem nos procura, é um legado que mantemos até hoje.
O futuro do mercado automotivo não é apenas sobre tecnologia; é sobre como utilizamos essa tecnologia para melhorar vidas e gerar um impacto positivo no planeta. No Grupo Mônaco, estamos comprometidos em liderar essa transformação, com inovação, excelência e uma visão estratégica que priorize nossos clientes, colaboradores e parceiros.
2025 será um ano para acelerar. Estou confiante de que estamos prontos para essa jornada, que promete grandes conquistas e novas possibilidades para montadoras, concessionárias e, principalmente, para nossos clientes. Que venha o novo!