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Agronegócio

Feira de leite do Paraná dobra expectativas de faturamento

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A Agroleite 2024, realizada pela Cooperativa Castrolanda entre os dias 6 e 9 de agosto em Castro, no Paraná, alcançou um resultado surpreendente, com um volume total de R$ 520 milhões em negócios gerados. Os números, divulgados nesta terça-feira (20.08) pela organização do evento, superaram as expectativas iniciais e destacaram o sucesso da feira, que já se consolidou como uma das mais importantes do setor leiteiro no Brasil.

Inicialmente, a projeção de negócios girava em torno de R$ 200 milhões, seguindo a média dos eventos anteriores. No entanto, Willem Bouwman, presidente da Castrolanda, explicou que este ano a análise foi ampliada para incluir, além das movimentações dos bancos, as transações realizadas pelos expositores.

“Após o término da edição, além das instituições financeiras, conversamos também com os expositores e chegamos a esse número global que ultrapassa os R$ 500 milhões, com a possibilidade ainda de outros contratos serem gerados pós-feira e o valor de negócios crescer ainda mais”, destacou Bouwman.

O sucesso do Agroleite 2024 reflete a importância da feira como um ponto de encontro estratégico para a cadeia do leite. “A cooperativa é agente promotor do Agroleite, mas ele é resultado de uma somatória de esforços em prol da cadeia do leite. Para fazer um evento deste nível, os parceiros são imprescindíveis, e saber que o investimento retorna a eles nos impulsiona a oferecer um evento melhor a cada edição”, afirmou Bouwman.

Fonte: Pensar Agro

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Agronegócio

Atenção para a declaração de rebanho obrigatória

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A atualização cadastral dos rebanhos, obrigatória para produtores rurais em todo o país, ganha força neste ano com a abertura das primeiras janelas de declaração em diferentes estados. Embora o calendário varie conforme a unidade da Federação, a exigência já se consolidou como um dos principais instrumentos de controle sanitário da pecuária brasileira.

Em Goiás, a primeira etapa de 2026 ocorre entre 1º e 31 de maio, conforme cronograma da Agência Goiana de Defesa Agropecuária. O procedimento é obrigatório e exige que o produtor informe a situação atualizada dos animais na propriedade, incluindo nascimentos, mortes e movimentações.

A exigência, no entanto, não é isolada. Estados como Rio Grande do Sul já realizam a declaração entre abril e junho, enquanto Paraná segue calendário semelhante. No Centro-Oeste, modelos semestrais também são adotados, com etapas distribuídas ao longo do ano, como ocorre em Mato Grosso do Sul. Já em Mato Grosso e Rondônia, a atualização costuma ocorrer no fim do ano, concentrada entre novembro e dezembro.

Apesar das diferenças de prazo, a lógica é a mesma em todo o país: manter um banco de dados atualizado sobre o rebanho nacional, permitindo resposta rápida a eventuais surtos sanitários e maior controle da movimentação animal.

Na prática, o produtor deve declarar todas as espécies existentes na propriedade — de bovinos e suínos a aves, equinos, ovinos, caprinos, abelhas e animais aquáticos — garantindo que o cadastro reflita a realidade atual da produção.

A medida ganhou ainda mais importância com o avanço do Brasil no status sanitário internacional, especialmente após a retirada gradual da vacinação contra febre aftosa em diversas regiões. Com menor margem para erro, a rastreabilidade e o controle do rebanho passaram a ser considerados essenciais para a manutenção de mercados e abertura de novos destinos para a carne brasileira.

Além da sanidade, os dados também são utilizados para orientar políticas públicas e planejamento do setor. Informações atualizadas permitem dimensionar com precisão o tamanho do rebanho, direcionar campanhas de controle de doenças e apoiar decisões comerciais.

O descumprimento da obrigação pode gerar penalidades, incluindo multas e restrições operacionais. Na prática, o produtor fica impedido de emitir a Guia de Trânsito Animal (GTA), documento indispensável para transporte e comercialização, o que pode travar a atividade dentro da porteira.

Com a digitalização dos sistemas, o processo tem migrado para plataformas online, o que amplia o acesso, mas também exige atenção redobrada do produtor quanto a prazos e regularidade cadastral.

Em um cenário de maior exigência sanitária e competitividade internacional, a declaração de rebanho deixou de ser apenas uma obrigação burocrática e passou a integrar a estratégia produtiva da pecuária brasileira — com impacto direto sobre a segurança do sistema e a capacidade de acesso a mercados.

Fonte: Pensar Agro

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queiroz

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