Um filhote de gato palheiro, que foi resgatado por um trabalhador rural em uma lavoura localizada na cidade de Gaúcha do Norte (a 571 km de Cuiabá) na última terça-feira (28.1), passa por avaliação médica em Várzea Grande. O felino recebeu o nome de Buriti, tem aproximadamente 30 dias de vida e pesa cerca de 148 gramas.
Um funcionário da zona rural percebeu um gavião voar próximo do trator em que trabalhava. A ave tentava pegar algo no chão. Ao verificar, o homem se deparou com a pequena fêmea e a levou até a unidade da Polícia Militar de Gaúcha do Norte para encaminhamento ao órgão competente.
O animal foi entregue à Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), que contou com apoio da Prefeitura de Gaúcha do Norte para o transporte até a clínica veterinária em Várzea Grande, onde passará por avaliação e exames para verificar seu estado de saúde.
O destino final do filhote vai ser determinado Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Carnívoros, do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), entidade que pesquisa e faz o manejo para conservação de espécies de mamíferos carnívoros.
Buriti deverá ser destinada juntamente com outro filhote de gato palheiro, também fêmea, resgatada no final de 2024 por uma moradora de Rio Branco (a 361 km de Cuiabá), enquanto caminhava próximo à MT-339 e entregue a Polícia Militar de Proteção Ambiental. O animal silvestre, chamado de Pitomba, está sob os cuidados de uma guardiã até a destinação final.
Orientações
A Sema orienta que, ao se deparar com crimes contra animais silvestres, a população denuncie por meio da Ouvidoria no número 0800 065 3838, ou em uma das unidades regionais.
Se encontrar animais silvestres que necessitem de resgate, acione a Polícia Militar pelo 190, ou o Corpo de Bombeiros pelo 193. O procedimento é importante para evitar riscos desnecessários tanto à saúde tanto do animal quanto do cidadão.
O Ministério Público de Mato Grosso (MPE) descartou o risco de interrupção do serviço de atendimento pré-hospitalar na baixada cuiabana e ressaltou a eficiência dos atendimentos após a integração do Corpo de Bombeiros com o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
De acordo com o promotor Milton Mattos, da 7ª Promotoria de Justiça de Cuiabá, desde que foi formalizada a parceria entre as instituições, em junho de 2025, a equipe de atendimento pré-hospitalar na baixada cuiabana mais do que dobrou, o que também possibilitou um aumento no número de atendimentos em cerca de 30%.
“Soma-se a isso a realização de processos seletivos no âmbito da corporação voltados ao reforço das equipes atuantes nesse tipo de atendimento, o que evidencia a adoção de medidas concretas para assegurar a suficiência da força de trabalho e a continuidade da assistência à população”, acrescentou o promotor.
O Ministério Público ressaltou que o Corpo de Bombeiros tem estruturado suas equipes para reforçar o atendimento à população, garantindo equipes devidamente treinadas e ambulâncias equipadas para o serviço de urgência.
Destacou, ainda, que “a atuação conjunta não se dá em caráter improvisado ou substitutivo precário, mas sim a partir de base institucional já consolidada, fator que contribui para a estabilidade e a confiabilidade do serviço prestado”, observando a competência técnica dos bombeiros militares para o atendimento à população.
O Ministério Público concluiu que a reorganização do sistema, integrando o Corpo de Bombeiros, não só garantiu a continuidade da assistência com qualidade técnica e segurança para os usuários, mas possibilitou a ampliação da área de cobertura, levando à melhoria de indicadores como o tempo-resposta, que diminuiu em 36%.
A redução no tempo-resposta significa que as ambulâncias estão levando menos tempo para chegar até quem precisa de socorro, o que é decisivo para salvar vidas em situações críticas, e demonstra a eficiência da parceria.
“Os dados apresentados indicam, nesse contexto, não apenas a preservação do atendimento pré-hospitalar móvel, mas o aprimoramento de sua execução com incremento da cobertura e melhoria dos indicadores de desempenho, especialmente no que se refere ao tempo-resposta e à eficiência no atendimento das ocorrências,”, finalizou o promotor.