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MATO GROSSO

Foragido da Operação Nocaute é preso após ação conjunta entre as Polícias Civis de MT e MS

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A Polícia Civil de Mato Grosso, com apoio da Polícia Civil do Mato Grosso do Sul, realizou, na manhã desta sexta-feira (9.1), a prisão de um homem, de 43 anos, foragido da Operação Nocaute.

A operação foi deflagrada pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Rondonópolis, no dia 27 de novembro de 2025, para desarticular uma organização criminosa envolvida nos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico, lavagem de capitais, entre outros delitos.

O suspeito preso nesta sexta-feira (9) possuía mandado de prisão preventiva expedido pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias da Comarca de Cuiabá. Ele é apontado como o responsável por realizar o transporte e logística da droga, que era levada do Mato Grosso do Sul para Rondonópolis.

No final do ano passado, equipes da Derf e da Delegacia de Juti (MS) chegaram a realizar buscas conjuntas para capturar o investigado, mas ele conseguiu fugir e se ocultar em uma região de mata.

Nas semanas seguintes, os policiais identificaram o novo local de abrigo do foragido, situado na zona rural do município de Juti, onde a prisão foi efetivada nesta sexta-feira (9).

Operação Nocaute

Na fase inicial da operação, 10 pessoas foram presas por ordem judicial, e foram realizadas ainda duas prisões, sendo uma em flagrante por tráfico de drogas e outra decorrente de mandado de prisão definitiva, em desfavor de uma mulher, de 34 anos, condenada pelo crime de tráfico de drogas.

Com a prisão efetuada nesta sexta-feira, a Operação Nocaute passa a contabilizar 13 pessoas presas e 10 mandados de busca e apreensão cumpridos, todos expedidos pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias da Comarca de Cuiabá.

A Operação Nocaute é um desdobramento da Operação Infiltrados, deflagrada em 2024, que já havia alcançado integrantes da mesma facção criminosa em 21 bairros de Rondonópolis.

“A Polícia Civil destaca a importância da integração interestadual e do trabalho investigativo contínuo para a localização e captura de foragidos envolvidos com o crime organizado”, afirmou a delegada Anna Marien.

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

TJMT mantém condenação de mulheres por tráfico em Alta Floresta com base em provas digitais

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A imagem apresenta uma balança dourada, símbolo da justiça, centralizada em um fundo branco. À direita da base da balança, as letras "TJMT" em dourado. No lado direito, a frase "2ª INSTÂNCIA" em azul e "DECISÃO DO DIA" em azul escuro e negrito. No lado esquerdo, três linhas horizontais azul-marinho.Resumo:

  • A defesa pediu absolvição, desclassificação do tráfico para uso pessoal e redução das penas.

  • O Tribunal negou tudo e manteve as condenações, reconhecendo provas suficientes de tráfico e atuação conjunta.

A Quarta Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) decidiu, por unanimidade, negar provimento ao recurso de apelação interposto por três mulheres condenadas por envolvimento com o tráfico de drogas em Alta Floresta. O colegiado manteve integralmente a sentença de primeiro grau, reconhecendo a robustez das provas, especialmente os elementos digitais extraídos de aparelhos celulares.

O caso teve origem em setembro de 2019, após denúncia anônima que apontava intensa movimentação típica de comércio de drogas em kitnets localizadas na Avenida Mato Grosso. Durante a ação policial, foram apreendidos 158,3 gramas de maconha, divididos entre um bloco maior e porções menores, além de balança de precisão e utensílios utilizados para fracionamento, como dichavador.

Condenações mantidas

Duas das acusadas foram condenadas por tráfico de drogas e associação para o tráfico, com penas fixadas em 8 anos de reclusão, em regime semiaberto, além do pagamento de 1.200 dias-multa cada. A terceira ré foi condenada apenas por tráfico, com pena de 5 anos de reclusão, também em regime semiaberto, e 500 dias-multa, sendo absolvida da acusação de associação.

A defesa buscava a absolvição por falta de provas, a desclassificação do crime para uso pessoal e, subsidiariamente, a aplicação do chamado tráfico privilegiado, que poderia reduzir a pena. Todos os pedidos foram rejeitados.

Provas digitais foram decisivas

O relator destacou que a condenação não se baseou apenas na apreensão da droga, mas em um conjunto probatório consistente. Entre os principais elementos estão conversas extraídas dos celulares das acusadas, que indicavam claramente a comercialização de entorpecentes.

As mensagens revelaram:

  • Negociações de venda de drogas com terceiros

  • Uso de linguagem codificada, como “chá” para se referir à maconha

  • Organização de entregas e divisão de tarefas

  • Participação em grupos de WhatsApp voltados ao tráfico

  • Registros fotográficos de drogas sendo pesadas e embaladas

Em um dos aparelhos, uma das rés se identificava como “lojista”, afirmando adquirir drogas para revenda, elemento considerado determinante para afastar a tese de consumo pessoal.

No caso de duas das acusadas, o tribunal entendeu que ficou comprovado o vínculo estável e permanente exigido para o crime de associação para o tráfico. Segundo o acórdão, elas conviviam no mesmo imóvel, compartilhavam o espaço para armazenamento das drogas e mantinham comunicação constante sobre a atividade ilícita.

A tentativa de uma das rés de assumir sozinha a responsabilidade pelo tráfico foi considerada isolada e incompatível com o restante das provas, especialmente os dados digitais.

Uso pessoal foi descartado

Para a terceira acusada, que alegou ser usuária, o tribunal afastou a possibilidade de desclassificação para porte de drogas para consumo próprio. A decisão considerou que, apesar da menor quantidade apreendida com ela e da ausência de instrumentos típicos de venda, as mensagens no celular evidenciavam atuação na revenda de entorpecentes.

Tráfico privilegiado negado

O pedido de redução de pena com base no chamado tráfico privilegiado também foi rejeitado. No entendimento do colegiado:

  • Para as duas rés condenadas por associação, o benefício é automaticamente incompatível

  • Para a terceira, as provas demonstraram dedicação à atividade criminosa, o que também impede a aplicação da minorante

Autor: Patrícia Neves

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT

Email: imprensa@tjmt.jus.br

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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