POLÍTICA
Frente Parlamentar da Segurança Pessoal realiza a primeira reunião ordinária
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3 anos atrásem
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oestenews
A Frente Parlamentar da Segurança Pessoal realizou na tarde desta segunda-feira (19), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, reunião de trabalho para discutir a regulamentação da posse de armas de fogo para defesa pessoal desde que cumpridos os requisitos de treinamento. A Frente Parlamentar é coordenada pelo deputado Gilberto Cattani (PL), que ouviu as demandas das diversas instituições presentes a reunião a implementação de programa para treinamento em segurança pessoal.
O representante em Mato Grosso da Associação Nacional Movimento Pró Armas, Danilo Atala fez uma explanação sobre a Constituição Brasileira, que segundo ele, não garante os direitos de legítima defesa ao cidadão. “Enquanto o nosso ainda precisa garantir os direitos à segurança pessoal. Para a Organização das Nações Unidas (ONU) os números aceitados de segurança são de dez homicídios a cada 100 mil habitantes. No Brasil, chegamos a 31 homicídios a cada 100 mil habitantes. Então, que tipo de segurança o brasileiro tem?”, questionou o advogado, que também salientou dados obtidos junto ao Governo Federal, relacionados à última gestão (2019-2022), apontando que o Brasil saltou de um milhão de armas legais para 13 milhões, entre 2017 e 2022, e os parâmetros de homicídios diminuíram para 21 a cada 100 mil habitantes.
De acordo com o representante da Policia Federal, Wagner Costa, a PF tem um grande papel na função das armas no Brasil. “A Lei 9.437/1997, já instituía o Sistema Nacional de Armas (Sinam) e previa algumas formas de controle incipientes para a circulação lícita de armamento. Em janeiro desse ano, buscando restringir o acesso populacional às armas e munições, uma série de decretos e portarias emitida entre 2019 e 2022 foi revogada, alterando a legislação de forma muito significativa. O estatuto dificultou a compra e o porte de armas no país e estabeleceu penas mais duras para o porte e a posse ilegal. Portanto é válida essa reunião para aprimorar o debate sobre na legislação. Tem que ter o bom senso e não liberar armas para todo mundo, precisa ver o que a legislação determina, e ai liberar o porte ou posse de arma”, explicou o delegado ao enfatizar que a segurança pública é um tema nacional.
Delegado Gutemberg de Lucena, da Delegacia de Repressão a Entorpecentes, é a favor de o cidadão ter o porte de armas. “A maior parte dos armamentos está nas mãos de criminosos e são armas ilegais. Por isso, seria necessário que o cidadão tivesse a possibilidade do porte de arma, em especial os da área rural, que é totalmente desprovida de segurança”.
“A construção de políticas públicas é válida. Viemos aqui na reunião dessa Frente Parlamentar para mostrar novas alternativas e uma visão diferente da área de segurança de acesso à arma e que sejam levadas à bancada federal de Mato Grosso, ao Congresso Nacional como um todo, com propostas sólidas para garantir o direito do cidadão em possuir uma arma em sua residência”, explicou o secretário-adjunto de Administração Penitenciária, Jean Carlos Gonçalves.
Se por um lado o estatuto dificultou a compra e o porte de armas no país e estabeleceu penas mais duras para o porte e a posse ilegal, por outro lado quebrou o comércio da caça e pesca. De acordo com o lojista da área de caça e pesca, André Maurício Simon, em 2022 o setor faturou R$ 50 milhões, este ano, até o primeiro semestre, houve queda na arrecadação em 90% em relação às venda de armas e munições.
“Nós estamos em uma situação muito difícil desde o início do ano. Tínhamos o direito de vender 200 cartuchos por ano, agora, com o novo decreto [federal] passou para 50. Nenhum lojista consegue sobreviver desse jeito. Muitos fecharam as portas e cerca de 200 pessoas estão sem emprego em Mato Grosso. Só para se ter uma ideia, vendíamos de 20 a 30 armas por ano, e agora em seis meses somente seis armas foram vendidas ” exemplificou o lojista.
O coordenador da Frente Parlamentar, deputado Gilberto Cattani (PL), explicou que essa reunião é a primeira de trabalho. “Convidamos a todos, principalmente os lojistas e representantes do setor, para juntos discutirmos políticas públicas a fim de que sejam realmente resguardados os direitos do cidadão á legitima defesa. Esses são alguns dos objetivos dessa frente. Dependemos da bancada federal para realmente efetivar as nossas demandas. Temos que garantir, por exemplo, a proteção da mulher, que por mais que tenha o botão do pânico a ser acionado quando estiver em perigo, tem o direito de se defender para que não seja mais uma vítima de feminicídio”, finalizou o parlamentar.
A próxima reunião está marcada para o dia 14 de agosto, às 14h, na ALMT.
Participaram também representantes da Polícia Federal (PF), Polícia Penal, Associação Brasileira de Importadores de Armas e Materiais Bélicos (Abiamb), Centro Integrado de Operações Aéreas de Mato Grosso (Ciopaer), Corpo de Bombeiros Militar, Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp/MT), Polícia Judiciária Civil, 13ª Brigada de Infantaria Motorizada da Polícia Militar, Sindicato dos Policiais Federais de Mato Grosso (Sinpre), Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) e Associação Nacional Movimento Pró Armas – Pró-armas/MT.
Fonte: ALMT – MT
POLÍTICA
TJMT suspende desocupação em condomínios após pedido da ALMT
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2 dias atrásem
abril 17, 2026Por
oestenews
Em resposta ao pedido encaminhado pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) nesta sexta-feira (17), a Corregedoria-Geral da Justiça do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) decidiu suspender a medida de desocupação e determinou o encaminhamento do processo à Comissão Regional de Soluções Fundiárias para análise técnica do caso envolvendo famílias que residem nos condomínios Villas das Minas e Villas das Lavras do Sutil I e II, em Cuiabá. A decisão do Judiciário ocorreu após solicitação formal da Assembleia, diante da preocupação com os impactos sociais da medida.
A decisão considera que o caso apresenta potencial impacto social relevante, especialmente diante da possibilidade de cumprimento de medida de imissão na posse envolvendo famílias em situação de vulnerabilidade, e reforça a necessidade de adoção de etapas preparatórias antes de qualquer decisão de desocupação coletiva.
“Recebemos uma decisão muito importante da Corregedoria do Tribunal de Justiça, que representa uma vitória significativa para as famílias dos condomínios Minas e Lavras do Sutil. Ainda não vencemos a guerra, mas conquistamos uma batalha importante, que traz tranquilidade aos moradores que estavam vivendo momentos de angústia. Quero agradecer à Procuradoria da Assembleia e ao Poder Judiciário pela sensibilidade em olhar para essa situação. Esse resultado é fruto de um trabalho conjunto. Agora, vamos continuar dialogando e trabalhando para construir uma solução justa e definitiva para essas famílias. Contem com a Assembleia Legislativa, porque estaremos ao lado de vocês”, comemorou o deputado estadual Max Russi (Podemos), presidente da Assembleia Legislativa.
O procurador da Assembleia Legislativa, Ricardo Riva, explicou que a decisão da Corregedoria do Tribunal de Justiça foi resultado direto do pedido formal apresentado pela Casa, que apontou a necessidade de cumprimento de etapas legais e sociais antes da execução da medida de desocupação.
Segundo ele, a Assembleia solicitou a suspensão da imissão na posse justamente para garantir que o processo observe as exigências previstas na legislação e nas normas que tratam de conflitos fundiários coletivos.
“A Assembleia oficiou a Corregedoria do Tribunal pedindo a suspensão do cumprimento da imissão na posse, ou seja, da retirada das famílias dos apartamentos, porque existem etapas legais e sociais que precisam ser cumpridas antes de qualquer desocupação coletiva. A decisão da Corregedoria foi tomada a partir dessa solicitação e determinou o encaminhamento do processo à Comissão Regional de Soluções Fundiárias para análise técnica do caso”, explicou o procurador.
Ricardo Riva destacou ainda que a medida busca assegurar que qualquer decisão judicial seja precedida de avaliação técnica e de diálogo institucional, garantindo segurança jurídica e proteção às famílias envolvidas.
O pedido da ALMT – No documento encaminhado ao Judiciário, o presidente Max Russi alerta que o cumprimento da ordem de imissão na posse, decorrente de um processo de falência iniciado em 2003, pode resultar na retirada imediata de moradores de suas residências sem que haja medidas adequadas de acolhimento social às famílias afetadas. O ofício destaca que a execução da decisão, da forma como está prevista, pode gerar consequências sociais graves, especialmente para pessoas em situação de vulnerabilidade.
A Assembleia também argumenta que a condução do processo deve observar normas e diretrizes que tratam da proteção de direitos humanos e da mediação de conflitos. Entre os dispositivos citados estão o Provimento nº 23/2023 do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, a Resolução nº 510 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e orientações do Supremo Tribunal Federal (STF), que estabelecem que desocupações coletivas precisam ser precedidas de diálogo entre as partes e da definição de estratégias de atendimento às famílias atingidas.
De acordo com o documento, essas normas determinam que, antes da execução de despejos coletivos, sejam realizadas reuniões preparatórias e elaborados planos de ação que considerem a situação social dos moradores, garantindo alternativas de acolhimento e encaminhamento a programas habitacionais ou de assistência social, sempre que necessário.
Visita aos condomínios – Na noite de quinta-feira (16), Russi esteve pessoalmente nos residenciais para ouvir os moradores e acompanhar de perto a situação. Durante a visita, o parlamentar conversou com os condôminos e manifestou preocupação com a possibilidade de retirada imediata das pessoas de suas casas, destacando o clima de insegurança e aflição vivido pelos moradores. A presença do deputado no local ocorreu após relatos de que centenas de famílias temem perder suas moradias em razão de decisão judicial.
Fonte: ALMT – MT
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