Existe a possibilidade de mais pessoas morrerem devido a doenças na Faixa de Gaza do que por conta dos bombardeios israelenses, afirmou nesta terça-feira (28) Margaret Harris, porta-voz da Organização Mundial da Saúde (OMS).
Desde o início da guerra entre Israel e Hamas, mais de 15 mil pessoas foram mortas na Faixa de Gaza, número que pode ser ainda maior por conta da possibilidade de haver corpos sob escombros. Segundo a OMS, com o sistema de saúde colapsado e condições básicas precarizadas, é provável que doenças se espalhem no enclave, matando ainda mais pessoas.
“Eventualmente veremos mais pessoas morrendo de doenças do que as que estamos vendo devido aos bombardeios se não formos capazes de reconstruir este sistema de saúde”, disse Margaret, em coletiva de imprensa em Genebra, na Suíça.
“Não há medicamentos, não há atividades de vacinação, não há acesso à água potável e higiene e não há alimentos. Vimos um número muito elevado de casos de diarréia entre bebês”, disse ela. Na mesma coletiva de imprensa, James Elder, porta-voz da agência da ONU para a Infância em Gaza, disse que os hospitais estão cheios de crianças com ferimentos de guerra e gastroenterite por beberem água suja.
Desde o início da guerra, Israel impôs um cerco total a Gaza, que sofre com falta de acesso a itens básicos como água potável, alimentos e energia elétrica. Alguns caminhões com ajuda humanitária entraram no enclave, mas os agentes humanitários afirmam que a quantidade é bastante inferior à mínima necessária.
Além da falta de itens básicos, os palestinos sofrem com o deslocamento forçado, que agrava a crise humanitária. Segundo a ONU, cerca de 1,7 milhão de pessoas deixaram suas casas em Gaza desde o início da guerra, o que representa 80% da população local.
As famílias se deslocaram em busca de locais mais seguros, como escolas, hospitais e abrigos humanitários. Além disso, houve uma forte fuga para o sul desde que as forças israelenses ordenaram a evacuação do norte, que sofre uma invasão terrestre.
A agência da ONU para refugiados palestinos (UNRWA, na sigla em inglês), que abriga mais de 1 milhão de deslocados em suas instalações, afirma que os abrigos estão superlotados e em condições precárias. Em média, há um banheiro para cada 220 pessoas e um chuveiro para cada 4,5 mil pessoas. Isso acontece porque a maior parte das instalações não são originalmente abrigos – como escolas, por exemplo.
Foto da agência russa Sputnik mostra o presidente russo Vladimir Putin e o homólogo chinês Xi Jinping em Astana, em 3 de julho
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, confirmou nesta quinta-feira (12) que receberá seu homólogo chinês, Xi Jinping, em Kazan, no próximo mês de outubro, por ocasião da cúpula dos Brics.
O anúncio foi feito pelo mandatário russo durante encontro com o ministro das Relações Exteriores de Pequin, Wang Yi, em São Petersburgo, segundo a agência Interfax.
De acordo com Putin, as relações entre a China e a Rússia continuam a desenvolver-se “com muito sucesso em todas as direções”, incluindo a “coordenação no cenário internacional”.
Em imagens divulgadas pela mídia russa, Wang destacou que “o presidente Xi está muito feliz em aceitar o convite”.
“Nessa ocasião os dois chefes de Estado terão novas discussões estratégicas”, acrescentou o chanceler, destacando que ambos os líderes “estabeleceram uma confiança mútua sólida e uma amizade profunda”.
O ministro chinês chegou a São Petersburgo para participar da cúpula de altos funcionários e conselheiros de segurança nacional do bloco Brics. Sua visita também foi vista como uma oportunidade para lançar as bases do encontro presencial entre os líderes dos dois países.
A reunião dos Brics está marcada para acontecer entre 22 e 24 de outubro, na cidade russa de Kazan, e será o terceiro encontro presencial de 2024 entre Xi e Putin, poucas semanas antes das eleições presidenciais dos Estados Unidos, em novembro.
Formado inicialmente por Brasil, China, Índia e Rússia em 2009, o bloco foi ampliado com a adesão da África do Sul em 2010 e este ano incluiu vários outros países emergentes, como Egito e Irã. No início de setembro, a Turquia também apresentou um pedido de adesão ao bloco.