O Grupo Especial de Fronteira (Gefron) retirou 3 toneladas de drogas de circulação, somente no mês de janeiro de 2025, em ações realizadas em diversos municípios na fronteira entre Mato Grosso e a Bolívia. O aumento nas apreensões é de 114% em comparação com o mesmo período do ano passado, quando foram apreendidas 1,4 toneladas de drogas.
Conforme balanço de produtividade do Gefron, somente em janeiro deste ano, foram registradas 20 ocorrências e encaminhadas 35 pessoas para delegacias, e duas ordens de prisão foram cumpridas por mandado judicial.
Essas ocorrências resultaram na apreensão de 23 veículos, oito armas e 110 munições, além da quantia de R$ 1 mil em espécie. Somando a apreensão dos entorpecentes e de todos materiais, o prejuízo estimado às facções criminosas é de R$ 110 milhões. No mesmo período do ano passado, em janeiro de 2024, o valor foi de R$ 32,2 milhões.
“Temos registrado diversas ocorrências que, graças à parceria entre as forças de segurança e à dedicação dos nossos operadores, resultam em um grande prejuízo às facções criminosas. Entendemos que isso é fruto do apoio do governador Mauro Mendes e do nosso secretário de Segurança Pública, coronel PM César Roveri, por meio da operação Tolerância Zero. Essa iniciativa nos proporciona mobilidade e capilaridade, permitindo que atuamos além da região de fronteira, alcançando o norte, o sul do estado e até outras unidades da federação, em parceria com as forças estaduais e federais. Além disso, contamos com o apoio dos órgãos de defesa, como o Exército, a Marinha e a Força Aérea, que têm atuado de forma integrada conosco nesse esforço para enfraquecer as ações das facções criminosas”, finalizou o coordenador do Gefron, tenente-coronel Manoel Bugalho Neto.
Policiais utilizaram a cadela Haika em uma apreensão de 757 tabletes de droga em um caminhão em Cáceres, dia 28 de janeiro.
O avanço da inteligência artificial e os riscos da desinformação no contexto do ano eleitoral foram o foco da entrevista promovida pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) na sexta-feira (17), no Espaço MP Por Elas, no Pantanal Shopping. Parte projeto Diálogos com a Sociedade, a entrevista reuniu promotores e servidores para discutir como o uso dessas tecnologias pode impactar o processo democrático e quais medidas vêm sendo adotadas para prevenir abusos e práticas ilegais durante o período eleitoral.Participaram do debate o promotor de Justiça Daniel Carvalho Mariano, o coordenador do Centro de Apoio Operacional Eleitoral (CAO), Mauro Poderoso de Souza, e o analista de inteligência cibernética do MPMT, Kembolle Amilkar de Oliveira.Durante a conversa, os convidados destacaram que a desinformação não se limita à mentira explícita, mas também inclui conteúdos verdadeiros divulgados fora de contexto, especialmente potencializados pelo uso indevido da inteligência artificial. “Fake news não é só a mentira descarada; é também a verdade fora de contexto. Nosso maior receio é não conseguirmos dar as respostas com a mesma velocidade que a mentira se espalha”, alertou o promotor de Justiça Mauro Poderoso.Do ponto de vista técnico, Kembolle Amilkar de Oliveira explicou como a tecnologia pode ser usada para manipular a percepção do eleitor e dificultar a identificação de conteúdos falsos. “Existe uma técnica chamada operação psicológica, que é uma manobra de persuasão em massa. Usando IA, é possível fazer manipulações em vídeos e áudios que influenciam a tomada de decisão do eleitor”, afirmou, ressaltando ainda a importância da educação digital da população para evitar a propagação de informações falsas.Ao tratar do papel institucional, o promotor de Justiça Daniel Carvalho Mariano destacou que a inteligência artificial também pode ser uma aliada da democracia, desde que utilizada de forma responsável e transparente. “A IA trouxe facilidades e pode igualar oportunidades, desde que haja a obrigatoriedade de informar que o conteúdo foi feito com IA”, pontuou. O promotor de Justiça anunciou ainda que o MPMT trabalha no lançamento de um compilado de ferramentas, acessíveis por QR Code e links encurtados, para que os cidadãos possam verificar a autenticidade de fatos, imagens e vídeos. Segundo Daniel Carvalho Mariano, internamente, a tecnologia já auxilia na extração de informações processuais e na transcrição de áudios e vídeos, permitindo mais tempo de dedicação ao atendimento à sociedade.Os entrevistados também chamaram atenção para as consequências legais da desinformação no período eleitoral. “O descumprimento das regras é crime eleitoral. A consequência é a cassação e a inelegibilidade do candidato, além de multas”, explicou Mauro Poderoso. Para Daniel Carvalho Mariano, a melhor prevenção ainda é a cautela do cidadão. “Se o conteúdo é bombástico e pede para repassar sem pensar, a orientação é parar, respirar e não compartilhar. Na imensa maioria das vezes, é mentira”, concluiu.Assista à entrevista na íntegra aqui.Diálogos com a Sociedade – A entrevista marcou o encerramento da primeira temporada de 2026 do projeto Diálogos com a Sociedade. Neste ano, o Espaço MP Por Elas integrou a programação da temporada 2026 do projeto, ampliando o diálogo do Ministério Público com a população em um ambiente acessível e de grande circulação. As entrevistas seguem disponíveis no canal do Youtube do Ministério Público do Mato Grosso (MPMT), fortalecendo o acesso à informação e reafirmando o compromisso institucional com a promoção da cidadania.