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BRASIL

Governo orienta estados sobre uso do Fundo de Segurança Pública

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O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJ) quer ajudar os governadores a melhor utilizarem os recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP). Para tanto, apresentou, nesta quarta-feira (7) durante webinário voltado a secretários e gestores de segurança estaduais, algumas ferramentas que podem ajudá-los a evitar alguns dos principais problemas já mapeados pela pasta.

Uma das sugestões apresentadas pela diretora de Gestão do Fundo Nacional de Segurança Pública, Larissa Abdala Britto, aos gestores locais são os cursos à distância (EaD) disponibilizados na internet pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp).

A Escola Nacional de Administração Pública (Enap) também oferece vários cursos sobre questões orçamentárias, que podem auxiliar servidores no uso de recursos públicos.

Outra ferramenta sugerida pela diretora é a plataforma ComprasSUSP, que apoia, de forma centralizada, compras públicas feitas por órgãos integrantes do Sistema Único de Segurança Pública (Susp).

O webinário tem por objetivo “orientar os entes federados na execução dos recursos do FNSP transferidos na modalidade fundo a fundo, visando conferir maior fluidez e efetividade na execução desses recursos, observando os normativos que regulam a matéria”. O MJ disponibilizou a íntegra do webinário na internet

Temas necessários

A diretora Larissa Abdala iniciou sua participação apresentando alguns “temas espinhosos e necessários” para o debate, a fim de dar “maior eficiência e maiores percentuais de execução” de recursos, por parte dos estados-membros.

Segundo ela, no caso do FNSP, uma das maiores preocupações é com recursos que têm sido passados, mas ainda não foram executados. “A grande maioria dos estados tem índices de execução abaixo de 75%”, disse a diretora, referindo-se a análises e diagnósticos feitos sobre os planos de aplicação entregues anualmente.

“A gente tem verificado que, via de regra, são as obras de engenharia [para a construção de batalhões e delegacias, por exemplo] as que mais têm dificultado os índices de execução crescerem. Entendemos que isso decorre do próprio processo licitatório de obras civis, que, além de ser complexo, tradicionalmente agrega mais recursos administrativos e mais judicialização”, explicou Larissa Abdala.

Postos de comando

Uma outra dificuldade identificada pela diretora de Gestão do FNSP são as frequentes alterações ou substituições nos postos de comando das áreas de segurança locais, em especial de secretários de Segurança Pública.

A diretora avalia que esse é um problema natural da política, principalmente durante transições de governos. Ela, no entanto, acrescenta que até mesmo nos casos de reeleição de governadores é comum ocorrerem mudanças nas secretarias de segurança pública. “Vemos rotatividade muito grande no comando das polícias militares; em delegacias de Polícia Civil; nos comandos dos Corpos de Bombeiros Militares; e também nas diretorias de perícia. Isso tem impactado no percentual de execução dos planos de aplicação, até porque quando esses postos de comando sofrem alterações, ocorrem também substituições de equipes correlacionadas a eles”, detalhou.

“E muitas dessas equipes acabam tendo de executar um plano que não foi elaborado por elas”, acrescentou, ao ressaltar que, em muitos casos, há também falta capacitação nas equipes que ficam responsáveis pelas ações na área de segurança dos estados.

Cursos de capacitação

É aí que ,segundo Larissa Abdala, uma outra ferramenta pode ser bastante útil aos gestores: os cursos de ensino a distância disponibilizados pela Senasp. “Essas capacitações EaD precisam ser usadas pelas equipes novas que entraram nas gestões estaduais; pelas que entraram na gestão de fundos estaduais; e pelos que assumiram postos de comando, inclusive da própria Secretaria de Segurança Pública Estadual”, disse.

“Essas capacitações são extremamente importantes. Elas são cirúrgicas e são apropriadas. Trazem conteúdo muito significativo que, se forem utilizados, com certeza ajudarão a fazer com que os percentuais de execução saiam dessa estagnação”, complementou a diretora.

Visitas técnicas 

O ministério informou ter restabelecido um calendário visando o monitoramento “in loco” de execuções planejadas no âmbito do FNSP. A Secretaria Nacional de Segurança Pública, inclusive, já aprovou 10 visitas técnicas aos estados, entre junho e outubro.

“Tem também uma ferramenta que ajudará a acelerar na execução do plano de aplicação [de recursos do FNSP], que é o ComprasSUSP. Trata-se de um sistema de compras muito abrangente que dará celeridade a todos estados-membros que desejam aumentar seu percentual de execução. Teremos no nosso acervo tudo que é necessário para dar celeridade a esse plano de aplicação ao fundo nacional de segurança pública”, ressalta Larissa Abdala.

Fonte: EBC GERAL

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Rui Denardin: O que esperar do mercado automotivo em 2025?

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Por Rui Denardin – Grupo Mônaco: À medida que nos aproximamos do final do ano é natural começarmos a refletir sobre as projeções para 2025. No mercado automotivo não seria diferente. Grandes expectativas já surgem, especialmente diante dos resultados positivos de 2024, marcados pelo aumento das vendas e pela recuperação total do setor no cenário pós-pandemia.

Analisando os fatores que impactam esse mercado, 2025 promete ser um ano dinâmico, repleto de avanços tecnológicos e alinhado às novas demandas do consumidor. Conforme nos preparamos para esse futuro promissor, algumas tendências-chave já estão moldando o setor, e, como um player estratégico, precisamos estar atentos para liderar e inovar.

E uma dessas principais tendências que seguirá em alta é a busca por veículos sustentáveis. A eletrificação continuará sendo o principal motor de mudança, com uma previsão de aumento significativo na participação dos veículos elétricos, não apenas no Brasil, mas em mercados globais.

Isso ocorre devido à redução nos custos de produção de baterias e ao avanço da infraestrutura de carregamento. No Brasil, o crescimento do segmento tem sido impulsionado por incentivos fiscais e subsídios que tornam as soluções híbridas e elétricas mais acessíveis ao consumidor.

Além disso, a busca por sustentabilidade permeia todos os aspectos da vida moderna, inclusive a mobilidade urbana. A produção de veículos elétricos tornou-se mais limpa, com o uso de materiais recicláveis, consolidando a responsabilidade ambiental como um diferencial competitivo.

Apesar das transformações tecnológicas, uma coisa não mudará em 2025: o foco na experiência do cliente. As empresas que conseguem oferecer atendimento excepcional, simplificar processos e garantir um suporte eficiente sairão na frente, conquistando a fidelidade de seus consumidores.

No Grupo Mônaco, valorizamos essa conexão desde a nossa fundação, na década de 1970. Meu pai, Armindo Denardin, ao inaugurar nossa primeira concessionária em Altamira, no Pará, chamava seu empreendimento de “Casa de Amigos”. Esse espírito de proximidade e atenção personalizada, seja para fechar um negócio ou apenas para receber bem quem nos procura, é um legado que mantemos até hoje.

O futuro do mercado automotivo não é apenas sobre tecnologia; é sobre como utilizamos essa tecnologia para melhorar vidas e gerar um impacto positivo no planeta. No Grupo Mônaco, estamos comprometidos em liderar essa transformação, com inovação, excelência e uma visão estratégica que priorize nossos clientes, colaboradores e parceiros.

2025 será um ano para acelerar. Estou confiante de que estamos prontos para essa jornada, que promete grandes conquistas e novas possibilidades para montadoras, concessionárias e, principalmente, para nossos clientes. Que venha o novo!

Rui Denardin é CEO do Grupo Mônaco

Fonte: Auto

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queiroz

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