O Conselho de Segurança da ONU, presidido pelo Brasil, volta a discutir nesta quarta-feira (25) a guerra entre Israel e Hamas. A partir das 16h (horário de Brasília), serão votadas propostas de resolução do conflito.
Na última semana, os EUA vetaram uma resolução do Brasil a respeito da guerra. O país argumentou que a proposta não garantia o direito de Israel de se defender. Essa premissa, portanto, está presente na nova resolução que será proposta pelos EUA.
A Rússia, porém, já deu sinais de que deve vetar a resolução estadunidense. O país deve, então, apresentar uma nova resolução muito similar à apresentada pelo Brasil na última semana, ou seja, que possivelmente será barrada pelos EUA.
A votação acontece após um dia conturbado no Conselho de Segurança . Nesta terça-feira (24), o secretário-geral da ONU, António Guterres, discursou na reunião e condenou os ataques de Israel a civis em Gaza. “Há claras violações da lei humanitária internacional”, disse ele.
“É importante reconhecer que os ataques do Hamas não aconteceram do nada. O povo palestino tem sido submetido a 56 anos de sufocante ocupação. Eles viram suas terras constantemente separadas por assentamentos e atormentadas pela violência, sua economia sufocada, seu povo deslocado e suas casas demolidas”, discursou Guterres.
Depois da fala do secretário-geral, o embaixador israelense na ONU, Gilad Erdan, sugeriu que Guterres renunciasse ao cargo. “A ONU está falhando e você, secretário-geral, perdeu toda a moralidade e imparcialidade. Você está tolerando o terrorismo”, disse ele.
Foto da agência russa Sputnik mostra o presidente russo Vladimir Putin e o homólogo chinês Xi Jinping em Astana, em 3 de julho
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, confirmou nesta quinta-feira (12) que receberá seu homólogo chinês, Xi Jinping, em Kazan, no próximo mês de outubro, por ocasião da cúpula dos Brics.
O anúncio foi feito pelo mandatário russo durante encontro com o ministro das Relações Exteriores de Pequin, Wang Yi, em São Petersburgo, segundo a agência Interfax.
De acordo com Putin, as relações entre a China e a Rússia continuam a desenvolver-se “com muito sucesso em todas as direções”, incluindo a “coordenação no cenário internacional”.
Em imagens divulgadas pela mídia russa, Wang destacou que “o presidente Xi está muito feliz em aceitar o convite”.
“Nessa ocasião os dois chefes de Estado terão novas discussões estratégicas”, acrescentou o chanceler, destacando que ambos os líderes “estabeleceram uma confiança mútua sólida e uma amizade profunda”.
O ministro chinês chegou a São Petersburgo para participar da cúpula de altos funcionários e conselheiros de segurança nacional do bloco Brics. Sua visita também foi vista como uma oportunidade para lançar as bases do encontro presencial entre os líderes dos dois países.
A reunião dos Brics está marcada para acontecer entre 22 e 24 de outubro, na cidade russa de Kazan, e será o terceiro encontro presencial de 2024 entre Xi e Putin, poucas semanas antes das eleições presidenciais dos Estados Unidos, em novembro.
Formado inicialmente por Brasil, China, Índia e Rússia em 2009, o bloco foi ampliado com a adesão da África do Sul em 2010 e este ano incluiu vários outros países emergentes, como Egito e Irã. No início de setembro, a Turquia também apresentou um pedido de adesão ao bloco.