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Economia

Haddad: aprovação do arcabouço dá confiança para reforma tributária

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Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, elogiou placar de aprovação do arcabouço fiscal
Valter Campanato/Agência Brasil – 03/04/2023

Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, elogiou placar de aprovação do arcabouço fiscal

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, elogiou nesta quarta-feira (24) o placar de aprovação do arcabouço fiscal , que foi aceito por 372 deputados, contra 108 votos contrários.

“Esse placar expressivo nos dá muita confiança de que a reforma tributária é a próxima tarefa a cumprir. O presidente [da Câmara dos Deputados] Arthur Lira deixou muito claro ontem no almoço que pretende votar a reforma tributária na Câmara no primeiro semestre”, disse Haddad. Ontem, o ministro se reuniu no almoço com Lira , o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, os relatores do arcabouço fiscal e da reforma tributária, e representantes de setores da economia.

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Haddad acrescentou nesta quarta que a aprovação do arcabouço, somada com o avanço da reforma tributária no Congresso, vai “inaugurar um ciclo que vai ser muito promissor para o Brasil”.

“O que se notou ontem é que é possível, com um bom projeto, se angariar o apoio expressivo dos parlamentares. Nós estamos vendo que com bom senso, com diálogo, com disposição, o entendimento é possível. O Brasil precisa disso”, afirmou o ministro.

Aliados contra o arcabouço

Na discussão do arcabouço fiscal no plenário da Câmara nesta terça-feira, deputados do PT criticaram pontos do projeto, apesar do partido ter sido unânime em votar pela aprovação da regra fiscal. Além disso, o PSOL, partido que compõe a base aliada, foi um dos três que se posicionou de forma contrária ao texto.

Questionado sobre o tema, Haddad minimizou as divergências entre deputados do PT. “É natural, todo partido grande vai ter uma ou outra [divergência]. É natural que haja debate”, declarou.

O ministro voltou a elogiar a atuação do relator da matéria na Câmara, deputado Cláudio Cajado (PP-BA). “Não é fácil conseguir um placar desse. Isso significa que o relator fez um grande esforço de encontrar um ponto de equilíbrio. E o ponto de equilíbrio, evidentemente, em um Congresso tão heterogêneo, vai acabar desagradando algumas pessoas”, completou.

Além do PSOL, os outros dois partidos contrários ao arcabouço foram o PL e o Novo. De um lado, o PSOL entende que o arcabouço fiscal limita investimentos em políticas públicas essenciais. Do outro lado, PL e Novo acham a regra fiscal muito flexível, permitindo gastos excessivos.

Em resposta a jornalistas, Haddad focou no isolamento da extrema direita, representada por PL e Novo. “Isso [diálogo do relator para atingir consenso] também não agradou a extrema direita, que ficou isolada. E isso é bom, que a extrema direita tenha ficado isolada e ele [Cláudio Cajado] tenha conseguido compor com um centro democrático, porque é aí que você vai construir as saídas”, disse o ministro.

Fonte: Economia

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Economia

Brasileiros ainda não sacaram R$ 8,56 bi de valores a receber

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Os brasileiros ainda não sacaram R$ 8,56 bilhões em recursos esquecidos no sistema financeiro até o fim de julho, divulgou nesta sexta-feira (6) o Banco Central (BC). Até agora, o Sistema de Valores a Receber (SVR) devolveu R$ 7,67 bilhões, de um total de R$ 16,23 bilhões postos à disposição pelas instituições financeiras.

As estatísticas do SVR são divulgadas com dois meses de defasagem. Em relação ao número de beneficiários, até o fim de julho, 22.201.251 correntistas haviam resgatado valores. Apesar de a marca ter ultrapassado os 22 milhões, isso representa apenas 32,8% do total de 67.691.066 correntistas incluídos na lista desde o início do programa, em fevereiro de 2022.

Entre os que já retiraram valores, 20.607.621 são pessoas físicas e 1.593.630, pessoas jurídicas. Entre os que ainda não fizeram o resgate, 41.878.403 são pessoas físicas e 3.611.412, pessoas jurídicas.

A maior parte das pessoas e empresas que ainda não fizeram o saque tem direito a pequenas quantias. Os valores a receber de até R$ 10 concentram 63,01% dos beneficiários. Os valores entre R$ 10,01 e R$ 100 correspondem a 25,32% dos correntistas. As quantias entre R$ 100,01 e R$ 1 mil representam 9,88% dos clientes. Só 1,78% tem direito a receber mais de R$ 1 mil.

Depois de ficar fora do ar por quase um ano, o SVR foi reaberto em março de 2023, com novas fontes de recursos, um novo sistema de agendamento e a possibilidade de resgate de valores de pessoas falecidas. Em julho, foram retirados R$ 280 milhões, alta em relação ao mês anterior, quando tinham sido resgatados R$ 270 milhões.

Melhorias

A atual fase do SVR tem novidades importantes, como impressão de telas e de protocolos de solicitação para compartilhamento no WhatsApp e inclusão de todos os tipos de valores previstos na norma do SVR. Também haverá uma sala de espera virtual, que permite que todos os usuários façam a consulta no mesmo dia, sem a necessidade de um cronograma por ano de nascimento ou de fundação da empresa.

Além dessas melhorias, há a possibilidade de consulta a valores de pessoa falecida, com acesso para herdeiro, testamentário, inventariante ou representante legal. Assim como nas consultas a pessoas vivas, o sistema informa a instituição responsável pelo valor e a faixa de valor. Também há mais transparência para quem tem conta conjunta. Se um dos titulares pedir o resgate de um valor esquecido, o outro, ao entrar no sistema, conseguirá ver as informações: como valor, data e CPF de quem fez o pedido.

Expansão

Desde a última terça-feira (3), o BC permite que empresas encerradas consultem valores no SVR. O resgate, no entanto, não pode ser feito pelo sistema, com o representante legal da empresa encerrada enviando a documentação necessária para a instituição financeira.

Como a empresa com CNPJ inativo não tem certificado digital, o acesso não era possível antes. Isso porque as consultas ao SVR são feitas exclusivamente por meio da conta Gov.br.

Agora o representante legal pode entrar no SVR com a conta pessoal Gov.br (do tipo ouro ou prata) e assinar um termo de responsabilidade para consultar os valores. A solução aplicada é semelhante ao acesso para a consulta de valores de pessoas falecidas.

Fontes de recursos

No ano passado, foram incluídas fontes de recursos esquecidos que não estavam nos lotes do ano passado. Foram acrescentadas contas de pagamento pré ou pós-paga encerradas, contas de registro mantidas por corretoras e distribuidoras encerradas e outros recursos disponíveis nas instituições para devolução.

Além dessas fontes, o SVR engloba os seguintes valores, já disponíveis para saques no ano passado. Eles são os seguintes: contas-corrente ou poupança encerradas; cotas de capital e rateio de sobras líquidas de ex-participantes de cooperativas de crédito; recursos não procurados de grupos de consórcio encerrados; tarifas cobradas indevidamente; e parcelas ou despesas de operações de crédito cobradas indevidamente.

Golpes

O Banco Central aconselha o correntista a ter cuidado com golpes de estelionatários que alegam fazer a intermediação para supostos resgates de valores esquecidos. O órgão ressalta que todos os serviços do Valores a Receber são totalmente gratuitos, que não envia links nem entra em contato para tratar sobre valores a receber ou para confirmar dados pessoais.

O BC também esclarece que apenas a instituição financeira que aparece na consulta do Sistema de Valores a Receber pode contatar o cidadão. O órgão também pede que nenhum cidadão forneça senhas e esclarece que ninguém está autorizado a fazer tal tipo de pedido.

Fonte: EBC Economia

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queiroz

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