O Irã vive momentos de tensão após o acidente envolvendo o helicóptero do presidente Ebrahim Raisi. O incidente ocorreu neste domingo (19) devido às más condições climáticas na região, segundo informações da IRNA (Agência de notícias da República Islâmica) e da Crescente Vermelho, equivalente à Cruz Vermelha.
Líderes mundiais reagiram ao acidente aéreo e emitiram comunicados, dispondo-se a fornecer “qualquer assistência necessária” e “apoio nos esforços para encontrar o helicóptero”. Um porta-voz do Departamento de Estado dos EUA afirmou que “está acompanhando de perto os relatos”.
O helicóptero caiu entre as cidades de Varzaqan e Jolfa, situadas na província do Azerbaijão Oriental. As equipes de resgate, compostas por 40 equipes, estão empenhadas nas operações de busca e resgate, enfrentando dificuldades devido ao tempo nublado com vento, chuva e neblina.
Departamento do Estado dos EUA
“Estamos acompanhando de perto os relatos de um possível pouso forçado de um helicóptero no Irã transportando o presidente e o ministro das Relações Exteriores iranianos” , disse um porta-voz do Departamento de Estado em comunicado.
Brasil
“O Ministério das Relações Exteriores acompanha o incidente com o presidente do Irã e está em contato com a embaixada em Teerã que, por sua vez, monitora a situação junto à chancelaria iraniana”, disse o ministério em nota.
Rússia
“A Rússia está pronta para oferecer toda a ajuda necessária na busca pelo helicóptero desaparecido e na investigação das razões do incidente” , disse a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Maria Zakharova.
Arábia Saudita
“O Reino da Arábia Saudita afirma que apoia a República Islâmica do Irã durante estas circunstâncias difíceis e está preparado para fornecer qualquer assistência que os serviços iranianos necessitem”, afirmou o ministério. Ainda de acordo com o comunicado, o governo saudita estava acompanhando as notícias sobre o helicóptero de Raisi com “grande preocupação”.
Catar
“Expressamos a profunda preocupação do Estado do Catar com relação ao incidente de difícil pouso do helicóptero do presidente iraniano. Afirmamos a prontidão do Estado do Catar em fornecer todas as formas de apoio na busca pela aeronave do presidente iraniano. Expressamos os desejos do Estado do Catar para a segurança do presidente iraniano, do ministro das Relações Exteriores e de seus companheiros”
Paquistão
“Ouvi as notícias angustiantes do Irã sobre o helicóptero do presidente Seyyed Ebrahim Raisi. Esperando com muita ansiedade por boas notícias de que tudo está bem. Nossas orações e melhores votos vão para o Presidente Raisi e toda a nação iraniana”.
Ilham Aliyev, presidente do Azerbaijão
“Hoje, depois de nos despedirmos amigavelmente do Presidente da República Islâmica do Irã, Ebrahim Raisi, ficámos profundamente perturbados com a notícia de um helicóptero que transportava a principal delegação ter caído no Irã. Nossas orações a Allah Todo-Poderoso estão com o Presidente Ebrahim Raisi e com a delegação que o acompanha. Como país vizinho, amigo e irmão, a República do Azerbaijão está pronta para oferecer qualquer assistência necessária”.
Organização das Nações Unidas (ONU)
“O secretário-geral acompanha com preocupação os relatos de um incidente com a aeronave do presidente iraniano Raisi. Ele espera pela segurança do presidente e de sua comitiva” , afirmou o porta-voz do gabinete de Guterres, Stéphane Dujarric.
Foto da agência russa Sputnik mostra o presidente russo Vladimir Putin e o homólogo chinês Xi Jinping em Astana, em 3 de julho
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, confirmou nesta quinta-feira (12) que receberá seu homólogo chinês, Xi Jinping, em Kazan, no próximo mês de outubro, por ocasião da cúpula dos Brics.
O anúncio foi feito pelo mandatário russo durante encontro com o ministro das Relações Exteriores de Pequin, Wang Yi, em São Petersburgo, segundo a agência Interfax.
De acordo com Putin, as relações entre a China e a Rússia continuam a desenvolver-se “com muito sucesso em todas as direções”, incluindo a “coordenação no cenário internacional”.
Em imagens divulgadas pela mídia russa, Wang destacou que “o presidente Xi está muito feliz em aceitar o convite”.
“Nessa ocasião os dois chefes de Estado terão novas discussões estratégicas”, acrescentou o chanceler, destacando que ambos os líderes “estabeleceram uma confiança mútua sólida e uma amizade profunda”.
O ministro chinês chegou a São Petersburgo para participar da cúpula de altos funcionários e conselheiros de segurança nacional do bloco Brics. Sua visita também foi vista como uma oportunidade para lançar as bases do encontro presencial entre os líderes dos dois países.
A reunião dos Brics está marcada para acontecer entre 22 e 24 de outubro, na cidade russa de Kazan, e será o terceiro encontro presencial de 2024 entre Xi e Putin, poucas semanas antes das eleições presidenciais dos Estados Unidos, em novembro.
Formado inicialmente por Brasil, China, Índia e Rússia em 2009, o bloco foi ampliado com a adesão da África do Sul em 2010 e este ano incluiu vários outros países emergentes, como Egito e Irã. No início de setembro, a Turquia também apresentou um pedido de adesão ao bloco.