Segundo um inquérito interno das próprias Forças Armadas, os militares confundiram os integrantes da ONG com terroristas armados do Hamas, mesmo trajados com os coletes da WCK e dentro de um carro com o logotipo e nome da ONG estampados.
As Forças indicam, no inquérito, que o grupo foi “erroneamente alvejado”. A World Central Kitchen rejeitou as conclusões e cobrou uma investigação independente .
O caso foi chamado pelas Forças de Israel de “erro grave decorrente de uma falha grave devido a uma identificação equivocada, erros na tomada de decisões e um ataque contrário aos Procedimentos Operacionais Padrão”.
As Forças Armadas ainda divulgaram um comunicado em que afirmam ter demitido o comandante de apoio da brigada, destituído o chefe do Estado-Maior da brigada responsável pela operação e, por fim, repreendido outros comandantes, cujos nomes e cargos não foram informados.
“As conclusões da investigação indicam que o incidente não deveria ter ocorrido. Os comandantes que aprovaram o ataque estavam convencidos de que o alvo eram agentes armados do Hamas e não funcionários da WCK”, afirmou o relatório.
Entenda o ataque
Na segunda-feira (1º) sete voluntários da ONG World Central Kitchen foram bombardeados após levarem uma carga de alimentos para o território palestino. O bombardeio atingiu dois veículos, que levavam três cidadãos do Reino Unido, um da Austrália, um dos Estados Unidos, um da Polônia e um palestino.
A World Central Kitchen é uma das organizações com maior atuação em Gaza. Foi ela que, há duas semanas, inaugurou o corredor marítimo do Chipre até o enclave palestino ao enviar, em parceria com a ONG Open Arms, o primeiro navio com ajuda humanitária ao território.
Na quarta-feira (3), em entrevista à Reuters, o chef espanhol e fundador da WCK, José Andrés, acusou o governo israelense de bombardear intencionalmente o grupo.
Ele afirmou que a World Central Kitchen havia avisado o Exército israelense que o grupo iria ao norte de Gaza para entregar alimentos. Sendo assim, os militares sabiam de antemão quais seriam os trajetos dos funcionários.
O governo de Israel negou, mas, no relatório da investigação apresentado nesta sexta, as Forças Armadas não falam sobre a comunicação prévia com a ONG.
Foto da agência russa Sputnik mostra o presidente russo Vladimir Putin e o homólogo chinês Xi Jinping em Astana, em 3 de julho
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, confirmou nesta quinta-feira (12) que receberá seu homólogo chinês, Xi Jinping, em Kazan, no próximo mês de outubro, por ocasião da cúpula dos Brics.
O anúncio foi feito pelo mandatário russo durante encontro com o ministro das Relações Exteriores de Pequin, Wang Yi, em São Petersburgo, segundo a agência Interfax.
De acordo com Putin, as relações entre a China e a Rússia continuam a desenvolver-se “com muito sucesso em todas as direções”, incluindo a “coordenação no cenário internacional”.
Em imagens divulgadas pela mídia russa, Wang destacou que “o presidente Xi está muito feliz em aceitar o convite”.
“Nessa ocasião os dois chefes de Estado terão novas discussões estratégicas”, acrescentou o chanceler, destacando que ambos os líderes “estabeleceram uma confiança mútua sólida e uma amizade profunda”.
O ministro chinês chegou a São Petersburgo para participar da cúpula de altos funcionários e conselheiros de segurança nacional do bloco Brics. Sua visita também foi vista como uma oportunidade para lançar as bases do encontro presencial entre os líderes dos dois países.
A reunião dos Brics está marcada para acontecer entre 22 e 24 de outubro, na cidade russa de Kazan, e será o terceiro encontro presencial de 2024 entre Xi e Putin, poucas semanas antes das eleições presidenciais dos Estados Unidos, em novembro.
Formado inicialmente por Brasil, China, Índia e Rússia em 2009, o bloco foi ampliado com a adesão da África do Sul em 2010 e este ano incluiu vários outros países emergentes, como Egito e Irã. No início de setembro, a Turquia também apresentou um pedido de adesão ao bloco.