Passou de 25 mil o número de mortos em ataques israelenses na Faixa de Gaza , segundo boletim divulgado neste domingo (21) pelo Ministério da Saúde do enclave palestino, que é controlado pelo grupo fundamentalista Hamas.
A guerra foi deflagrada após atentados cometidos pelo Hamas em Israel, que deixaram 1,2 mil mortos. Além disso, o país judeu soma 195 baixas entre soldados durante a incursão terrestre em Gaza.
“As operações militares de Israel mataram civis em uma escala sem precedentes durante meu mandato. Isso é absolutamente inaceitável”, disse o secretário-geral da ONU, António Guterres, durante uma cúpula do G77 em Uganda, alertando que o Oriente Médio é um “barril de pólvora”.
Segundo o diário americano The Wall Street Journal, que cita fontes da inteligência dos Estados Unidos, Israel já eliminou de 20% a 30% dos combatentes do Hamas na Faixa de Gaza, mas o grupo ainda teria munição suficiente para continuar a guerra “por meses”.
As Forças de Defesa Israelenses também identificaram um túnel onde cerca de 20 reféns teriam sido mantidos como prisioneiros “em condições duras e desumanas”.
O túnel foi achado sob a casa de um dirigente do Hamas em Khan Younis, no sul do enclave, a uma profundidade de 20 metros.
“Precisamos fazer com que se encontre um caminho de paz”, disse o vice-premiê e ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, que propõe a criação de um Estado Palestino com administração sob tutela da ONU e guiada por um país árabe.
“É preciso tempo, mas é a única solução para resolver a questão naquela área”, reforçou Tajani à imprensa local, destacando que levou a proposta para o G7, presidido pela Itália em 2024.
Foto da agência russa Sputnik mostra o presidente russo Vladimir Putin e o homólogo chinês Xi Jinping em Astana, em 3 de julho
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, confirmou nesta quinta-feira (12) que receberá seu homólogo chinês, Xi Jinping, em Kazan, no próximo mês de outubro, por ocasião da cúpula dos Brics.
O anúncio foi feito pelo mandatário russo durante encontro com o ministro das Relações Exteriores de Pequin, Wang Yi, em São Petersburgo, segundo a agência Interfax.
De acordo com Putin, as relações entre a China e a Rússia continuam a desenvolver-se “com muito sucesso em todas as direções”, incluindo a “coordenação no cenário internacional”.
Em imagens divulgadas pela mídia russa, Wang destacou que “o presidente Xi está muito feliz em aceitar o convite”.
“Nessa ocasião os dois chefes de Estado terão novas discussões estratégicas”, acrescentou o chanceler, destacando que ambos os líderes “estabeleceram uma confiança mútua sólida e uma amizade profunda”.
O ministro chinês chegou a São Petersburgo para participar da cúpula de altos funcionários e conselheiros de segurança nacional do bloco Brics. Sua visita também foi vista como uma oportunidade para lançar as bases do encontro presencial entre os líderes dos dois países.
A reunião dos Brics está marcada para acontecer entre 22 e 24 de outubro, na cidade russa de Kazan, e será o terceiro encontro presencial de 2024 entre Xi e Putin, poucas semanas antes das eleições presidenciais dos Estados Unidos, em novembro.
Formado inicialmente por Brasil, China, Índia e Rússia em 2009, o bloco foi ampliado com a adesão da África do Sul em 2010 e este ano incluiu vários outros países emergentes, como Egito e Irã. No início de setembro, a Turquia também apresentou um pedido de adesão ao bloco.